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O primeiro congestionamento de uma mulher

Tirei minha carta de motorista há alguns anos, mas nunca dirigi muito, então apesar da carta, eu não sabia o que fazer atrás de um volante!

Esse ano me dediquei e acho que posso dizer que agora sim, sei dirigir, apesar de erros bestas aqui e ali, sei o que estou fazendo.

Parelelamente a saber ou não dirigir, sou usuária quase feliz de transporte público, já que São Paulo está quase entrando em colapso, e mais um carro na rua faz toda a diferença. Sofro com os problemas das linhas de trem e de ônibus da cidade, mas acho que sofreria mais – e faria a cidade sofrer mais – estando com um carro na rua.

Sexta feira, 16h15, eu precisava ir da V. Mariana para Pinheiros e depois para Moema, carregando quilos de bolinhos e coisas. Pensando a respeito decidi ir de carro. Seria minha primeira incursão mais longa e com mais de uma parada.

Saí logo de casa para tentar evitar estar na rua quando começasse o terrível horário de pico. Não adiantou: quando estava indo de Pinheiros para Moema, já tinha passado das 17h30 e o número de carros na rua se multiplicou, como pãezinhos nas mãos de um profeta.

Primeira marcha, acelera, segunda marcha, freia. Primeira marcha, acelera, freia. Primeira marcha, acelera, segunda marcha, freia. Primeira marcha, acelera, freia. Primeira marcha, acelera, segunda marcha, freia. Primeira marcha, acelera, freia. E assim foi por todo o caminho, exceto uma vez que pus terceira e opa, freia rápido!

No caminho comecei a ficar irritada, cansada, comecei a cometer erros bobos. Ao chegar em casa, percebi uma dor nas costas, além de uma nas pernas também.

Aí eu pergunto: como alguém pode querer dirigir num trânsito desses? Sendo física e psicologicamente tão desgastante?Deixando de lado toda a questão verdinha, de verdade, dirigir faz mal. Carros deveriam ser apreciados com moderação também, só em caso de necessidade MESMO. Ter que carregar muitas coisas para vários lugares, transportar várias pessoas, qualquer coisa, menos ir e voltar do trabalho, num trajeto que, de ônibus, levaria uma hora.