Mafragafando

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Metalingüagem

Abril 22, 2008 · 2 Comentários

Já que faz tempo que não dou as caras vou falar de um assunto bobo até. É tipo um comentário na verdade.

Esse ano as pessoas da minha faculdade descobriram que eu sou estranha e tenho um blog. Daí uma das garotas que me julgam esquisita – por alguma razão DETESTO quando ela diz isso, mas outro dia falo desse assunto – me disse que tinha criado um blog pra falar mal do chefe.

Daí eu falei: Ah, que legal! Acho blog a coisa mais legal do mundo. E ela com seu cérebro de amendoim respondeu: Eu não gosto, acho coisa de nerd.

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Depois de processar a frase, retruquei: Então você é nerd. Daí ela desconversou. Mas o fato é como as pessoas enxergam os blogs e nós, blogueiros.

Ok, fato, somos sim nerds, todos assumimos, mas os não blogueiros como ela não percebem a força que os blogs podem ter, e já tem aliás.

Essa discussão sobre a importância dos blogs surge sempre no embate contra os jornalistas, mas não são só eles que nos vêm como nerds bobos… Qualquer pessoa de fora da blogosfera pensa assim.

Tentei falar pra guria, vou chamá-la de Tosquina, que os blogs eram fodas por que os autores podiam falar o que quisessem, sobre quem quisessem, não há censura e tudo o mais. Daí ela deu de ombros. Fiquei chocada como alguém que pretende trabalhar na mídia pode ignorar idéias diferentes dessa forma tão…. tosca! E tenho certeza que ela não é a única que dá de ombros pra essas chamadas novas mídias, que são muito mais que as…. velhas mídias…

Quando eu ouço algo novo em qualquer área de comunicação eu paro e presto um mínimo de atenção nos prós e contras, por que sou uma mini formadora de opinião, pretendo aumentar minha área de influência e dominar o mundo conseguir mostrar o que ouvi sobre determinado assunto para aqueles que estão dispostos a prestar atenção no que eu digo.

Mas ao mesmo tempo que a Tosquinha me mostra como tem cérebros de amendoim por aí – inclusive na área aberta e liberal que é comunicação – vem minha amiga, vou chama-la de Okinawa, e diz que tá toda empolgada com blogs, e ela não foi a única a me dizer isso nos últimos tempos! Sinal de que ajudei a formar uma opinião. viram como vou conquistar o mundo.

UPDATE!

Acabei de ler no blog da Colméia a seguinte frase

http://www.colmeia.tv/blog/tag/blogs/

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Março 18, 2008 · 1 Comentário

Eu preciso inventar uma palavra para traduzir Wild sem ser “natureza selvagem”. Me irritei com o número de vezes que o termo é utilizado nas legendas do longa dirigido por Sean Penn! Irritação besta, admito, mas não fui a única! Mas não vim aqui pra falar disso, e sim do filme por que afinal, estou devendo mil críticas e coisas do tipo para vocês. Então começemos:

Cris McCandless, recém formado na faculdade decide deixar tudo, absolutamente tudo para trás. Família, casa, nome e dinheiro para partir em busca de uma vida mais próxima do que ele considera como verdadeiro. No caminho conhece dezenas de pessoas que o ajudam em sua jornada ao Alaska. Nem todos entendem logo de cara o por que do guri estar fazendo tudo isso, mas depois de um tempo de convivência, as pessoas que o ajudam são ajudadas, e mudam também.

Existem duas formas de considerar se um filme é ou não Road Movie,e definitivamente Into The Wild (não vou usar o título em portugês, não é sonoro, fora que enjoei!) se enquadra nas duas maneiras. Uma delas diz que esse tipo de filme trata apenas de uma viagem por uma estrada, oceano ou o que quer que seja para o personagem ir de um ponto ao outro. Já a outra corrente é um pouco mais psicanalítica: o road movie é aquele em que o personagem central passa por uma vuagem interna, muda sua forma de pensar o mundo, se auto-analisa.

Até certo ponto do filme, os personagens que Cris, ou Alexander Supertramp, como passa a se chamar, encontra no caminho são muito mais interessantes e cativantes que ele. Cheio de ideais, Cris leva ao extremo suas crenças, abrindo mão de tudo que possa cercá-lo, que possa impedi-lo de ser real, puro, livre. As conversas que ele tem em que reitera essas idéias são um pouco massantes, mas aos poucos ele pára com o discurso e torna-se menos pentelho.

O filme é narrado pelo próprio Cris e por sua irmã, Carine. Esqueci de dizer que quando ele vai embora de casa não avisa ninguém, mesmo! Nem os pais, nem a irmã, que fica triste por ter sido deixada de lado. Durante seus dois anos de andanças, Alex não dá notícia alguma a seus parentes ou amigos.

Até pouco mais da metade do filme Sean Penn mostra planos maravilhosos dos Estados Unidos, cenas que você fica boquiaberto e com vontade de visitar as locações. Acho que deu muito trabalho produzir esse filme por que eles vão de norte a sul dos EUA, e não é mentira, Grand Cannion, Alaska, rios e mais dezenas de lugares afastados da civilização, que parece impossível acreditar que ainda existam em algum lugar. Fora eses planos fodas, a fotografia também está fantástica. Abaixo, uma das cenas em que a foto está fantástica (a qualidade não tá muito boa, mas vá lá!)

Emile Hirsch também está muito bom no papel principal, me impressiono com atores que conseguem passar por mudanças físicas bruscas, que foi o caso do Daniel de Oliveira para viver o Cazuza, e de Emile nesse filme. No final, o jovem está quase irreconhecível.

No fim das contas o filme vale o ingresso (principalmente na sessão popular do Bom Bril, onde eu vi, que custa R$4,00) apesar de ser cansativo, os planos lindos e a história do cara (fora o discurso repetitivo) são muito dignos!

Essa foto aí embaixo é do verdadeiro Cris/Alex. Sim! É uma história verídica! Muito louco!

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Março 15, 2008 · Deixe um comentário

Sexta feira, 9 da noite, o sono comendo solto. Posto às cegas da monitoria através do Google Docs. Sem chance de ver qualquer filme, escrevo sobre uma música. Eu já achava ela ótima, agora a primeira estrofe representa minha vida! Perfeitamente. Como meus followers do Twitter já estão cansados de saber, não agüento mais minha monitoria e quero muito um emprego. Essa semana achei que algo rolaria: 2 entrevistas em 3 dias parecia um sinal. Mas nada aconteceu. Minha amiga está empregada, (disputamos a mesma vaga numa dessas entrevista e ela se saiu melhor PARABÉNS JÚ) eu saí aos pulos comemorando com ela, que precisava/queria aquele (ou qualquer) emprego tanto quanto eu. Mas quando a hora de entrar aqui foi chegando, me bateu de novo o pânico “Chega, cansei, quero outro emprego” que tinha saído deste corpo. À tarde fiquei ouvindo Wonkavision com o Murilo e ouvimos a música tema deste post, e achei por bem mafragafar um pouquinho.

Pra ouvir a música clique AQUI e pra ler a letra AQUI. Vale lembrar que o quarteto (ou trio? nunca sei!) está lançando singles pra download grátis no site. O Ímpar Perfeito já tá na playlist, agora o novo Double Dealing ainda nem ouvi! Mas já vi o que seria a capa:

Repito: esse post é às cegas, talvez as imagens estejam muito grandes. Em casa arrumo!

Como disse no começo do post, eram 9 horas, agora são 9:30 e ainda não está totalmente pronto! PC bom não é?

E como diria o ratinho do Castelo Rá-Tim-Bum depois do banho: Agora acabou!

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Março 11, 2008 · 1 Comentário

você nunca vai lembrar, eu nunca vou esquecer

Alguém postou isso no Twitter, se não me engano foi a @cortielha e eu achei sensacional…

Esse post é um mero teste. Em breve voltarei com críticas e resenhas PROMETO!

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Hello world!

Fevereiro 23, 2008 · 1 Comentário

Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!

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Campus Party dos pobres

Fevereiro 16, 2008 · Deixe um comentário

Estou sentada num banquinho no stand da Telefonica no primeiro andar da Campus Party, o andar de quem não acampa! Hoje é sábado, e como qualquer coisa em fins de semana tende a lotar. Faz meia hora que eu cheguei, dei uma voltinha pra fazer o reconhecimento da área e agora achei um pc vago aqui, então, por que não já não dar uma postadinha né?
Tem vários stands fechados ainda, mas o kung fu tava bombando já e eu fui tirar umas fotas. Tô tentando pegar todos os stands, até os mais sem graças, mas não tem como subir daqui, então só em casa.
Por enquanto é isso, só queria sentir os tals 5,5 Gb de velocidade. mas como nada funciona como a gente queria, tem uma janela do IE dando pau aqui, ou seja, comendo minha paciencia e minha velocidade.
E se pá tem um cara me gravando aqui do lado, não quero olhar pra câmera!
Fui!

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SãoCentroPaulo

Fevereiro 15, 2008 · 3 Comentários

Fui dar um passeio pela Galeria do Rock hoje. Não importa quantas vezes eu vá lá, por algum motivo eu sempre me sinto intimidada… Talvez por que todos que vão lá fazem parte de alguma tribo: emo, indie, metal, punk… e eu…bom, não sou nada! Pareço uma alien andando com minha roupinha básica (saia vermelha é básica?) olhando aquelas vitrines cheias de roupas pretas, sobretudos, coturnos, pierciengs, tatuagens, vinis…

Mas minha idéia original era falar sobre o centro de São Paulo, não sobre a Galeria em si. Eu moro em São Paulo faz milênios, mas nunca parei pra passear no centrão da cidade, Banespa, Pateo do Colégio, all that jazz. Hoje eu quase fiz isso, depois da galeria, fui com a Ju dar uns rolêzinhos por ali. Passei em frente ao Banespa, perto do Teatro Municipal, do Páteo do Colégio, onde já tinha ido uma vez, e depois passei perto da catedral da Sé, além claro de andar por aqueles calçadões cercados de prédios históricos, lindos, é uma pena que estejam maltratados e sujos. Então fico pensando em como é ridículo uma quase paulistana não saber nada do centro.. faler pra Ju que eu ia bancar a turista e ela a nativa que ia me explicar tudo. Outra infelicidade, é o fato de a arquitetura ser tão bonita, mas tirar fotos exige uma certa coragem, audácia e confiança. Só de empunhar uma câmera você já fica com cara de turista, (com meu tom de pele então, é gringo com certeza!) ou seja, babaca, ou seja, mais sucetível a furtos e afins. Acho que todos, não paulistanos, mas principalmente os nascidos na cidade do caos, deveriamos conhecer o centro, assim como todos que vão ao Rio conhecem a Lagoa, Cristo e Pão de Açúcar, o mínimo que deviamos fazer por São Paulo é dar um passeio pelo centro. Mesmo por que, há muito o que fazer por lá, não só olhar prédios antigos, O Centro Cultural Banco do Brasil e a Galeria Olido são ótimos passeios culturais. Fora o teatro municipal e a Galeria do rock. Resumindo, acho que a idéia é: conheçam o centro de São Paulo, vale a pena! (Só não faça cara de perdido)

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Os homem-hamster de regatas

Janeiro 15, 2008 · 1 Comentário

Usando legging preto e regata branca ela pára na frente da catraca, escreve seu nome, número de matricula, assina e coloca a hora: 18:07 hs.
“Boa tarde” diz simpático o rapaz de trás do balcão usando uma regata amarela dessas que não seguram o suor.

Olha em volta e vê dezenas de rostos suados, contorcidos pelo sofrimento, corpos bem torneados (em sua maioria) cobertos por regatinhas, shorts ou leggings. Caminha ao fim da sala com passos firmes.
Digita: 20Min. Começa então a pedalar, pedala e pedala. Por mais rápido que pedale o cenário não muda, nem as caras suadas mudam, só trocam de aparelho e olham de forma curiosa para a estranha. Vinte longos minutos depois se levanta e vai decidida a outro aparelho, programa novamente 10 Min“Ainda tem mais uns 7 aparelhos pela frente, não vou forçar tanto, primeiro dia ?” ela pensa, enquanto faz seu exercício, um misto de pedaladas, passos, pulos, aparentemente ladeira acima, 30 graus, segundo o maquinário. “Cara, esse legging me engorda 10 quilos! Acho que é isso, você se sente maior, então malha mais! Maravilha!”. Desce então de aparelho tão peculiar, dá 3 passos sentindo as coxas “Não é que esse negócio funciona mesmo”, anda em direção ao próximo aparelho e faz uma curva… para a esquerda, seu corpo… para a direita.
PÁ! No chão emborrachado.
Todos os olhares suados se viraram para ela, todos os sons de aparelhos, respirações ofegantes cessaram. E ela lá, caída de lado no chão. “Aiiiii” pensa.
“Você tá bem?” pergunta uma voz em meio ao silêncio “Tô” responde atrás do sorriso amarelo “infelizmente” entre os dentes cerrados.
Como quem acha normal senta-se então numa geringonça branca, na parte que parece ser o banco, apóia os joelhos onde acha que deve e faz força com as pernas. Nada. Nenhum movimento. “Ah, desculpa, deixei muito peso, perai, vou mudar pra você…” Diz um rapaz também de regata amarela (“será que é moda aqui?” pensa com seus botões), também suado. “Vinte quilos tá bom?” ele pergunta “Acho que tá mais pra uns dois, hehe…”. Ele sorri amarelo e põe no peso mais leve: 5Kg.
Ela então passa a ser mais uma daquelas pessoas suadas de regata a sua volta. Quando termina de usar o equipamento migra para o próximo, este mais complicado que o anterior. Ela apóia o braço, bebe água e olha para o objeto como se fosse a esfinge “decifra-me ou devoram-te”. Respira fundo… Olha em volta… Todos os demais suados a observam… Alguns cochicham… Ela se encaminha para o próximo aparelho, despretenciosamente… e para o outro, e o outro… e depois a catraca, a liberdade!
Envergonhada passa na frente das grandes janelas de vidro e vê os homens e mulheres de regata.
Pouco depois volta, senta diante das grandes janelas (na direçao das quais os homens- hamsters correm sem sair do lugar) e aprecia calmamente, sem suar, um grande milk-shake de chocolate.

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ALALA – Cansei de ser sexy

Janeiro 4, 2008 · 1 Comentário

Mais uma música do CSS pra galêeeera!

Essa nem é das minhas favoritas, mas o clipe é legal e tem uma frase que eu adoooooro…
Mas não vou falar qual é, voces que chutem!

Veja o video

Leia a letra

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bjusmeliga

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ZumPaulo

Novembro 4, 2007 · 2 Comentários

São Paulo, ou melhor, a região da Paulista foi tomada por doidos nesta sexta feira, em especial.
Além da FEST COMIX, que na sexta contou com a presença de toda a galera do Jovem Nerd, esse aliás mandou um recadinho pra mim pelo telefone (Obrigada Mestre), rolou também a Zombie Walk.
A segunda edição do evento na cidade contou com a presença de zumbis, claro, fotografos, cinegrafistas, outras criaturas bizarras e curiosos sem entender o que acontecia.

Devo dizer que é MUITO cansativo andar com os pés tortos clamando por cérebro, aveia, maminha ou whatever.
Despois da caminhada a maioria dos zumbis se jogou na Outs, eu, Mafra, Barone nos juntamos aos vivos num bar da Augusta onde ficamos até a chuva cair, e ficamos depois, como zumbis, vagando sem rumo em busca de alimento (leia-se cerveja).

Tarde divertidissíma, noite engraçadíssima!
Pra variar, fotos do evento no Flickr.
Bjus!

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