195 Dias Sem Consumo – 6 Meses!

Dia 1º de maio completou 6 meses de projeto! Cheguei à metade, então esse será um post longo [mas cheio de gif, pra ficar engraçadinho e vocês não desistirem], daqueles com análise do período, além de contar como foi o último mês, que eu não dei conta de contar aqui. E que mês foi esse, meu bem.

Foi o mês que arrumei um emprego temporário de muitas horas diárias, que me deixa com o sábado livre, porém acabada, porém na companhia do meu namorado, porém sem pique nem pra arrumar as roupas largadas pelo quarto.
Housy
Foi o mês que fiz minha sonhada consultoria de estilo! Pretendo falar sobre ela num vídeo. Sim, pretendo fazer vídeos, assim que resolver o problema do áudio porcaria da minha câmera (quem souber ajudar, por favor, dê as caras)
E foi o mês que comprei uma das coisas que não podia durante esse ano!
Sherly
Mory
Watsy
Durante a consultoria percebi que precisava, pros meus objetivos com ela, de algumas peças novas e específicas. Numa das etapas a gente visita várias lojas, pra que a consultora explique os conceitos que ela vai me passando. Nisso, conheci lojas incríveis, peças incríveis e depois de mastigar a experiência e pensar no que seria mais prático pra mim, decidi comprar uma calça maravilhosa.

A calça maravilhosa

A calça maravilhosa e todas as suas possibilidades

Aproveitei o dia “fora da dieta” e passei numa loja que vimos juntas e estava fechando, então todas as bijuterias, bolsas e lenços estavam com desconto. Comprei três anéis, que não saem mais dos meus dedos, e os três saíram pelo preço de um!

No fim de semana que se seguiu, assim que acabou a consultoria, eu estava com o bichinho do consumo a toda e eu resolvi abraça-lo. Estava no shopping com o namorado e entramos em TODAS as lojas de departamento, atrás de coisas pros outros. Eu ia até a sessão feminina, faminta por algo que se encaixasse em tudo que aprendi, achava poucas coisas, ia até o provador e via que não servia ou não me sentia bem com as peças. Saí de lá sem nada novo. Um pouco frustrada, mas tranquila.

A consultoria foi de grande ajuda nessa coisa de reduzir o consumo – não só durante esse ano mais ~radical~, mas pra levar pra vida – porque ela ensina a aproveitar bem melhor o guarda roupa, fazendo combinações que sozinha não pensaria.

No fim, apesar de ter comprado uma calça durante o ano que eu não devia comprar nada, a consultoria me ajudou a comprar A peça que de certa forma une todo meu guarda roupa, que eu posso usar numa reunião de trabalho, pra sair com os amigos, ou fazer um picnic. Uma peça que vale por várias.

Tyry
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Sobre os seis meses iniciais dessa experiência cheguei a algumas conclusões:
– Eu tenho ímpetos de compras muito específicos: eu quero um sapato do jeito X, eu me apaixonei por aquela bermudinha da loja Y, eu fiquei com vontade de comprar livro Z.
– A maioria dos meus gastos é mesmo com comida, e como isso não entrou no Ano Sem Consumo, eles continuam sendo meu maior consumo. E desculpa sociedade, vai continuar sendo! Comida é minha vida, um beijo.
– Eu tenho bichinhos de consumo. Um dia acordo com aquele comichão pra comprar algum bem durável, não comida, por exemplo. Eu tenho resistido a ele nesses meses, mas também sempre que eu me deixava levar, não comprava qualquer coisa. Comprava coisas que eu realmente gostei.
– Com essa coisa de não comprar qualquer coisa e de ter desejos específicos, não consumo tanto quanto imaginava.
– Quando tenho planos maiores – viagem, montar um apê, fazer uma tatuagem enorme – a curto/médio prazo eu consigo me focar mais e não comprar coisas supérfluas. Com alguns deslizes aqui e ali. Mas, quem nunca?
– Quando encasqueto com algum produto ele realmente não sai da minha cabeça: vide aquele shortinho que vi há meses, que eu procurei no meu tamanho no dia que estava louca pra gastar, não achei, e sigo #chateada.
jinxy
– Tenho usado e abusado de oportunidades como bazar de trocas, ou heranças. O que não serve pra um, serve pro próximo. E o próximo pode muito bem ser eu!
– O ano sem consumo não é só sobre compras, é sobre produtos, sobre usos e reusos, sobre fazer o que a gente tem render e durar mais. [Acabou que a consultoria se encaixou muito bem nisso.]
Que venham os próximos 6 meses!

O dia que percebi que vivi um relacionamento abusivo

Umas semanas atrás mandaram um vídeo no grupo do LuluzinhaCamp falando sobre relacionamentos abusivos. Assisti e adorei a forma da menina falar, e adorei o texto.
O vídeo, que acho todo mundo já viu, é o Não tira o batom vermelho, da JoutJout. Se você não viu, ou quer rever, está aí.

Enquanto dava risada de algumas coisas, outras cutucaram a boca do meu estômago: me lembraram alguns acontecimentos do meu primeiro namoro.

Eu tinha 17 anos, tinha acabado de entrar na faculdade, estava apaixonadinha pelo cara e queria ser amada. Nunca tinha ficado com ninguém, nunca tinha beijado. Isso mesmo, fui BV até entrar na faculdade
Começamos a namorar e tudo era lindo. Ele gostava de mim do jeito que eu era. Eu era quieta, não falava palavrão, não falava alto e quase não ria, não escandalosamente, pelo menos, gostava de ir no cinema ver os filmes que a galera via, gostava de ouvir músicas parecidas com as dele. E eu amava aquele cara, até quando ele estava triste, bravo, quando fechava a cara pra todo mundo. Até pra mim. Eu queria consertar tudo que havia de errado nele.
Eu não fazia muitas piadas. Eu não via muito minhas amigas, elas não gostavam dele, e acho que ele nunca gostou muito delas também. Eu estava sempre com ele. Com os amigos dele. Na casa dele. Com a família dele. Minha família não gostava muito dele, e nem ele gostava muito dela. Então quase não íamos pra minha casa.
Ele me amava, me tratava bem, era sensível, gostava da minha companhia, queria ter uma família comigo.
Éramos felizes. Fomos felizes por 1 ano, e a coisa ficou esquisita, e aí terminamos. E aí todo mundo a minha volta respirou aliviado e eu não entendia porque todo mundo sofria tanto por eu estar com ele.

Os anos passaram, eu namorei outras pessoas, amadureci, percebi o quanto era insegura, e o quanto errei com ele, ou melhor, comigo. Ele também percebeu o quanto errou comigo. E quando comecei a fazer piadas de novo, falava pros outros que eu era uma gueixa, que abaixava a cabeça e ria com a mão na frente quando estava com ele.

Aí mais anos passaram e eu tirei minha carteirinha de feminista, agora saio por aí falando que ninguém é obrigado a ficar num relacionamento abusivo. Que abuso não é só físico. E que eu tive sorte, porque nunca passei por isso.

Aí eu vi o vídeo…
“esse sujeito está te impedindo de sair com seus amigos. Ou está te colocando contra seus amigos e familiares?”
“sempre que vocês brigam, de alguma forma muito estranha, você está sempre errada?” “E você sempre acaba pedindo desculpa?”
“Chantagem emocional”
“Quando você conquista uma coisa maravilhosa o rapaz fica triste?”
“Antes de ficar com ele você era felizinha, e depois de ficar com ele um tempo, você está murcha como uma uva passa?”
“Ele te põe numa bolha de que tudo que não é ele é ruim, que você começa a acreditar nisso”

Pois é. Tudo isso aí é abuso, é uma forma de violência, e aconteceu comigo.
O cara não é um escroto, ele só era inseguro, como eu era insegura. Ele não fazia essas coisas porque ele era mau, e dava gargalhadas de vilão quando eu chorava. Ele provavelmente não percebia como aquilo era ruim, só achava que era assim o jeito certo de se relacionar.
Não é.
NÃO É.
E ninguém precisa viver desse jeito.

Não tira o batom vermelho! Ou roxo, ou preto, ou pink...

Não tira o batom vermelho! Ou roxo, ou preto, ou pink…

120 dias sem consumo – e sem dinheiro!

Qual a melhor forma de não comprar? Não tendo dinheiro, claro!
Estando sem emprego fixo, mesmo sem grandes consumos, o dinheiro ainda sai mais do que entra. Além disso, no começo de fevereiro eu saldei uma dívida que vinha crescendo há tempos.
Assim, comecei fevereiro no vermelho. Piscante. Neon. E assim segui o resto do mês.
Não senti grandes vontades de comprar nada, mesmo porque, basicamente não saí de casa. E tenho entrado pouco em lojas online – já que não devo comprar nada, pra que passar vontade?
Mas tem produtos que estão sempre na minha cabeça, há meses, há anos, e eu achei por bem começar a listar essas coisas que quero comprar, que já pensei se devo ou não devo, enfim, já analisei de todas as formas possíveis. Pra isso, criei um painel no Pinterest, ainda preciso incluir mais coisas, mas nem sempre lembro.

Compre menos, escolha bem, faça durar.

Semana passada comecei uma dieta restritiva, não estava me sentindo bem e várias pessoas falaram pra cortar glúten e lactose, pra ver se melhorava. Com isso, tive que comprar muitas coisas novas pra comer. Afinal, trigo e leite estão em TODAS as comidas gostosas do mundo. Acabou que essa dieta também está sendo boa pra repensar os consumos alimentícios. Mas isso é assunto pra outro post.
Ah, no finalzinho do mês comprei calcinhas, e sutiãs [ainda preciso comprar mais] porque abri minha gaveta de lingeries e notei que, 70% do que está ali me deixaria envergonhada se fosse usada pra ir ao médico. Mas não acho que tenha sido uma compra impulsiva, pelo contrário, levei menos do que pretendia quando entrei na loja.
Estava querendo comprar um caderno, pro curso que farei no segundo semestre, mas cavuquei pela casa e encontrei um caderno na medida, sem pauta, o que me atrapalha um pouco, mas detalhes, detalhes!
O quarto mês sem consumo passou tranquilo, as vezes sinto uns repentes de “meu deus quero gastar dinheiro” mas logo passa, e eu nem sequer lembro, até pra mencionar no post do mês. Acho que é um bom sinal.

Bagel & Butterbeer – Turismo para cinéfilo

No último post falei dos pontos turísticos tradicionais de NY, aqueles em que todo mundo vai pra tirar foto, pra ver como é, e pra dizer que foi. Agora eu vou falar de lugares saídos de filmes ou seriados que ajudam a formar caráter.
Tiffany & Co. e Casa da Holly Golightly: Holly é a personagem da Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, cujo título original é Breakfast at Tiffany’s. A maior parte do filme acontece dentro do apartamento dela, que foi montado num estúdio, mas a loja que ela vai tomar seu café da manhã, e namorar as jóias, é a Tiffany & Co. de Nova York. Eu queria mesmo mesmo era reproduzir a cena, comer um bagel e tomar um café na frente da loja, mas meu namorado achou que era demais acordar de madrugada pra isso. Mas fomos até a loja, eu fiquei na frente da vitrine, tirei uma foto, e então ele sugeriu que entrássemos. Um casal que não tem a menor cara de ter dinheiro pra comprar um discador de telefone que seja naquela loja. Mas ninguém olhou feio, e o segurança da loja nos cumprimentou educadamente. A Holly diz no filme que ela gosta da Tiffany’s por que nada de ruim pode acontecer com você lá. Também fomos ao prédio que serve de fachada para a casa da personagem no filme. E Ó MEU DEUS ELE ESTÁ A VENDA. Se milionária eu fosse, essa casa eu compraria!
A casa, eu e a placa de vende-se

A casa, eu e a placa de vende-se

Apartamento da Carrie Bradshaw: O apartamento da Carrie, do seriado Sex & the City, assim como o da Holly Golightly, é montado em estúdio, mas a fachada é de um prédio de verdade em Nova York. Só que por algum motivo, o endereço que eu tinha anotado no guia que estávamos seguindo na viagem estava errado [algo como Nova York, 1000] eu só tinha uma ideia da localização daquelas escadas. Rodamos várias ruas do Village tentando achar A fachada, mas todas são incrivelmente parecidas, e quando cansei de andar sem rumo, e em círculos, comecei a sentar em todas as escadas e tirar fotos, na esperança de que acertasse. Acabou, que nem cheguei a passar na rua certa. O endereço certo é esse aqui: 66 Perry St (btw Bleeker & W 4th St), Nova Iorque, NY 10014, Estados Unidos Assim, se você quiser visitar, não comete o mesmo erro que eu. Diz a lenda que o dono do apartamento não quer mais turistas sentando na fachada da casa dele, tanto que no Google Street View, a casa não aparece, mas olha, se for só pra sentar e tirar uma foto, não acho que tenha problema nenhum. Mas não vale vandalizar o lugar!
Busca frustrada pelo apartamento da Carrie Bradshaw

Busca frustrada pelo apartamento da Carrie Bradshaw

Apartamento do Friends: O prédio onde, em um momento ou outro do seriado, os 6 amigos já viveram fica também no West Village eles eram vizinhos da Carrie! Aliás, que bairro mais gracinha! Cheio de árvores e bem sossegado, nem parece Nova York do centro turístico. O prédio fica na esquina da Bedford St com a Grove St. Ficando do lado oposto da rua você tira A foto do lugar. Embaixo do prédio, de paredes vermelhas e um toldo azul, fica um restaurante chamado The Little Owl, não comemos lá, mas parece um lugar bacana, vale a pena pesquisar, e até almoçar por ali.

Dando um oi pra Mônica, Rachel, Joey e Chandler #bagelebutterbeerAT #NY

A photo posted by Elisa Mafra (@elimafra) on

QG dos Ghostbusters: Esse, assim como a casa da Carrie, foi um que eu não achei. Mas por total falta de perícia minha: se eu tivesse pesquisado um pouco mais antes de ir, achava! O negócio foi o seguinte: quando estava em casa ainda, pesquisando essas locações pra visitar em NY, encontrei, nem lembro em que lugar da internet, um endereço X que era dito como “o QG dos Ghostbusters”, sinceramente, eu não lembrava que cara tinha o lugar, então acreditei no site da internet. Em NY, chegamos ao tal endereço – que era perto da casa da Holly – olhamos pro prédio e pensamos “É isso? Tá estranho” não tinha nada demais no lugar, nada que diferenciasse dos prédios vizinhos, a não ser pelos dois adolescentes fumando maconha no primeiro degrau. Fomos embora um tanto frustrados. De volta ao Brasil, fui pesquisar, e não é que aquele lugar não tinha NADA a ver com o filme? O endereço certo é na Moore St., em TriBeCa e parece bem legal. É um quartel de bombeiros, e pelo que li eles são até simpáticos com os turistas.

Who You’re Gonna Call?

Bagel & Butterbeer – Turismo Básico

Depois de longo e calorento verão, volto às minhas postagens sobre a Bagel & Butterbeer American Tour.

Dessa vez pra falar sobre lugares pra você visitar.
Como já falei antes, NY é uma cidade pra você andar, mesmo sem um rumo certo, pois você vai sempre encontrar um lugar interessante pra ficar, olhar, fotografar. Tem os lugares clássicos de turista, e tem pequenas surpresas pelas ruas movimentadas.
A medida que fui escrevendo esse post percebi que ele ficaria bem grande, então resolvi dividir em duas partes. Nessa primeira vou falar sobre os pontos tradicionais:
Grand Central Station: Quem já viu filmes e seriados passados em Nova York sabe exatamente como é o saguão central desse que é o maior terminal de trens do mundo. Além dos trens que te levam pra fora de Nova York, ainda passam por ali linhas de metrô e ônibus. O saguão é enorme, a arquitetura e os vitrais são lindos. E o teto é uma representação do céu e das constelações. Ah, os lustres são um espetáculo. Ali vivi uma das cenas mais bacanas, e nova iorquinas, da viagem: Estávamos saindo do saguão central, com aquela arquitetura Beaux-Arts linda, indo em direção ao metrô. De repente começamos a ouvir uma música clássica [não manjo nada, se era Bethoven ou Vivaldi, desculpaê] e pensei “nossa, tô me sentindo no Titanic, com os músicos tocando enquanto o navio afunda”. Quando abri a porta que leva ao metrô, um trio de músicos tocava os instrumentos mais arrebentados que já vi na vida, mas a música era incrível.
Grand Central Station - Lustres e Arquitetura

Grand Central Station – Lustres e Arquitetura

Estátua da Liberdade: Existem várias formas de fazer a visita à Senhora Liberdade. Uma de graça, uma com um preço ok, outra mais cara, e cada tipo dá direito a um acesso diferente. O de graça é a balsa que faz a volta na Liberty Island, a Staten Island Ferry leva moradores e turistas, todos os dias, em vários horários, de Manhattan pra Staten Island e vice-versa. Você só passa pela estátua, não para na ilha, mas dá pra ver bem e tirar fotos.
O passeio de preço ok é o que eu fiz, que estava incluso no preço do City Pass que compramos [depois falo dele] com esse ingresso você tem acesso à Liberty Island [a ilha em que fica a estátua] e a Ellis Island, a porta de entrada de imigrantes nos séculos passados. A Ellis Island é legal se você tem família que migrou pra lá, de resto é bem sem graça. A Liberty Island tem restaurante, loja de souvenirs, como todo ponto turístico americano, e é um lugar bem gostoso. Tem a vista de Manhattan e claro, a Estátua. Só que eu achei a dita cuja bem sem graça. Ela é pequenininha, e não tem muito o que fazer, além de tirar foto da base. O outro passeio, o mais caro, é o que você pode ir até o pedestal ou subir até o coroa da Estátua, e parece ser o mais legal. Por motivos financeiros não fiz esse, mas minha dica é: Faça esse, ou o passeio com a Staten Island Ferry. O de preço mediano acaba sendo o mais sem graça. No site da Estátua tem mais informações sobre os vários níveis que você pode subir.
Estátua e Manhattan

Estátua e Manhattan

Empire State e Top of The Rock: Os arranha céus e seus mirantes. Fui nos dois, amei os dois, e poderia escrever um post só deles. Porém não teria fim essa série sobre a viagem! Resolvi então falar dos dois de uma só vez. Fomos no mesmo dia, nos dois prédios. Empire State de manhã, Top of The Rock de noite. E foi bem legal ver a cidade do alto, com duas iluminações diferentes. De dia estava nublado, então a visita ao Empire State me lembrou minha ida ao Banespão, aqui em SP, que tudo era cinza, do chão ao céu. O que tornou tudo um pouco sem graça. No Empire a área de observação é pequena, então fica cheio e sem espaço pra observar fácil, no caso do Top of The Rock são três níveis de observação e o local é circundado por vidros super grossos, então você consegue ter visões – e fotos – sem grades na frente. Meu namorado que não é fã de altura teve mais espaço pra recuar no Top, o que acho uma vantagem. As visitas ao Empire são feitas por ordem de chegada, você fica numa fila e vai andando, conhecendo a história da cidade, do prédio, até que você caiba num elevador. As visitas do Top of The Rock são pré agendadas. Você chega, compra, ou troca seu ticket, e escolhe um horário. Nos disseram que o melhor era subir pra ver o por do sol, mas já não tinha mais horário. Vale chegar no Rockefeller Center mais cedo, agendar, e dar voltas por lá até a hora agendada.
Empire State e a ilha vistos do Top Of The Rock

Empire State e a ilha vistos do Top Of The Rock

Aliás, o dia que fomos aos prédios era 11 de setembro, por isso o Empire State está com as cores da bandeira americana, e lá trás, você vê as duas faixas de luz, onde eram as torres gêmeas.

9/11 Memorial: O memorial do 11 de setembro fica, como todos sabem, no lugar onde eram as torres, ou seja no centro empresarial, que fica ao sul da ilha, um pouco longe da maioria dos pontos turísticos, que são mais no centro de Manhattan. Então, enquanto planejávamos a viagem o critério pra decidir se íamos lá ou não era: Vamos passar perto, indo pra outro ponto que realmente queremos ir? E percebemos que sim. As balsas que vão e voltam da Estátua da Liberdade ficam ancoradas ao sul da ilha, uma caminhadinha de menos de 15 minutos e chegamos. O monumento feito no lugar dos prédios é bonito, uma espécie de cachoeira, cercada com os nomes de todos os que morreram na queda das torres. Tinham muitos turistas lá, como em todos os lugares mas era uma atmosfera respeitosa, com menos falatório e gritaria.
One World Trade Center e o monumento no lugar onde ficava uma das torres derrubadas

One World Trade Center e detalhe do monumento no lugar onde ficava uma das torres derrubadas.

As rosas brancas são colocadas em cima dos nomes das pessoas que fazem aniversário naquele dia.O parque é novo, as árvores ainda são miúdas, mas o local é bonito. Tem um museu, mas não entramos, ficamos só observando as quedas d’água, e os nomes, porque não acho que seja tão parte da nossa história [minha e do namorado]. O 11 de setembro é muito importante pros americanos, independente de os achar criaturas auto-centrados ou não, vítimas ou vilões do mundo, essa é a marca que eles levam, então se resolver conhecer o lugar, seja respeitoso.

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Em breve, mais sobre Nova York!

Grandes responsabilidades

Se tem uma coisa que eu posso dizer que aprendi com filmes de heróis é que, com grandes poderes, vem grandes responsabilidades.
Obrigada, Tio Ben

Obrigada, Tio Ben

O Grande Poder que o Tio Ben fala pro Peter Parker não é ser um herói, poder salvar o dia, a garota e a cidade [mesmo porque, o Parker nem é o Aranha ainda] mas sim o poder de arcar com as consequências do que você faz.
O Tio Ben estava falando com o Peter sobre a vida adulta. Não sei qual a definição do dicionário para “adulto”, mas pra mim tem muito a ver com ser responsável pelo que eu faço.
Independente se tenho dinheiro pra pagar contas, ou não, ser adulto é assumir o que escolho. É brigar pelo que quero ou não quero. É responder pelo que faço ou deixo de fazer.
Eu, no meu complexozinho de Peter Pan, morro de medo de responsabilidade. Na verdade, morro de medo de desapontar os outros, e quando você assume alguma coisa pra si, pode agradar ou não. Então, se num momento descontrol eu jogo um celular na parede, e ele se espatifa, eu posso fingir que o bicho caiu no chão e estragou, ou falar “fiz o que não devia, agora vou ficar com o celular podre até conseguir comprar um novo” e aí ter que encarar as pessoas falando “ai que loka, jogou o celular na parede, bem feito, vai ficar sem”. Ou não. Dei esse exemplo porque já fiz exatamente isso. Destruí um celular na parede e não assumi que foi isso que aconteceu. Hoje em dia, nos meus momentos descontrol, mesmo com a vergonha que vem, assumo se algo se quebrou,  se precisa de outro ou se dá pra arrumar.
Essa semana, peguei o carro da minha mãe, e trombei o espelho retrovisor num caminhãozinho estacionado com a porta aberta. O espelho virou pra dentro, entrei em desespero, que ia ter que pagar, que não tinha dinheiro, que meu Deus. Daí, o namorado olhou e pluft, encaixou o espelho de volta no lugar. Eu podia não ter falado nada pra minha mãe, mas achei melhor comentar, como quem não quer nada, o que tinha acontecido. E ficou tudo bem. E teria ficado, mesmo se o estrago fosse de verdade, eu tivesse que pagar por aquilo, e minha mãe ficar um dia sem o carro pra concertar.
Demorou pra eu entender que sim, eu sou adulta, e sim eu devo assumir minhas responsabilidades, por menores que elas sejam. E que não, eu não vou frustrar os outros pelas minhas atitudes. No máximo vou me frustrar, e aí é outra história – e muito mais profunda.

92 Dias Sem Consumo – Um mês pensativo

Janeiro, a vida começa a voltar ao normal, e com ela as compras e não compras.

Logo no segundo final de semana do ano passei por uma tentação daquelas! Fui ao shopping com o namorado, aproveitar o ar condicionado, tomar um sorvete, quando entramos numa loja bacana e vejo um short lindo. Lindo. Lin-do. Provei o bendito, andei de um lado pro outro com ele na loja, pensei, pensei, pensei e concluí que não preciso desse short. Que tenho outros três em casa – não tão baphônicos quanto, porém com a mesma função – e deixei o bonitinho pra trás.
Mas esse episódio me fez pensar no porque desse desafio. Eu nunca fui uma pessoa über consumista, só quando viajo ou encontro peças muito legais. Eu não sou a loca de “compro tudo que vejo pela frente” mas a loca do “sonhei com uma peça assim e assado, será que ele existe?” e aí procuro a bendita.
Normalmente já me questiono qual a necessidade de comprar isso, de comprar aquilo. Sem o desafio, eu ia ficar andando com o short pela loja, pensando se quero, se devo, se vou usar e etc, mas provavelmente ia sair de lá com ele.
Será que eu preciso passar um ano todo de dieta de compras? Será que só alguns meses vão me deixar ainda mais consciente?
Depois de sair da loja pesquisei pela internet se aquela marca estava envolvida em trabalho escravo ou similar, pelo que eu vi, não. A Memove é do mesmo grupo da Siberian e parece que eles ficam em cima dos fornecedores pra garantir a qualidade das condições de trabalho, tem até uma parte do site voltada a isso. Acho bem legal, mas sempre fico com o pé atrás, afinal grandes marcas e corporações não costumam ter um coração, muito menos bom. [Espero estar errada] De qualquer forma, eu não tenho o dom da costura, e nem sempre vou conseguir comprar roupas e produtos de pequenos produtores. É legal saber que existem opções a todo esse hall de marcas que realmente está envolvida em denúncias.
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Logo no primeiro mês de desafio tinha comentado que precisava comprar uns equipamentos para ajudar com meu ombro. Pois bem, esperei até agora, quando entrei no site, o preço do produto estava ainda mais baixo que nos meses anteriores. Comprei e sou a feliz proprietária de faixas elásticas para fortalecer os músculos!
Comida continua sendo minha válvula de escape, mas estou bem mais controlada ultimamente.  \o/
Fiz uma compra, não exatamente necessária nesse momento, e que quebra a regra do “não comprarás nada de enxoval”: eu e o namorado decidimos comprar uma cama de casal. Sair do aperto da cama de solteiro e assumirmos essa compra, que chegaria eventualmente. E melhor agora do que quando formos morar juntos e precisarmos montar cozinha, sala, quiçá ir atrás de armários.
Os envelopinhos de dinheiro que ganhamos no natal viraram esse bem comum. E não me arrependo.
O terceiro mês sem compras foi bem mais reflexivo, e incrivelmente tranquilo, que os anteriores. Sim, consumi, mas nada que me deixasse com dor na consciência.