Glass Ballerina

Quando crescemos nos fortalecemos (dã!) e ao mesmo tempo nos tornamos mais frios, e tudo isso nos torna menos inocentes. Isso só percebi recentemente… talvez por ser inocente demais…
Pensando bastante sobre essas coisas percebi o quão inocente eu sou:
Eu vejo inocencia como algo positivo, isso é algo muito naive: Pode ser uma gracinha ser ingênuo aos 20 anos, mas é também patético: você vai ser sempre passado pra trás se continuar assim.
Mas ao mesmo tempo, tornando-se mais frio, você pode nao ser sacaneado pelas outras pessoas, mas se torna tão cético que não consegue confiar em ninguém, é um auto sacaneamento.
Tenho medo de me tornar cética demais se tomar muitos tombos. Ao mesmo tempo que temo ser crédula de mais e tomar mais tombos.
Como equilibrar inocência e frieza?

5 comments

  1. Fernando Barone · September 13, 2007

    Bem, vc ao menos pegou o princípio da coisa… o esquema é aprender a analisar (corretamente) as pessoas.

  2. Filipe · September 15, 2007

    Você vai se estrepando e aprendendo. Só não gosto de desconfiança demais, porque, para mim, isso denota uma pilha de traumas mal-resolvidos.
    Há um certo charme discreto na ingenuidade. :)

  3. murilobiagiotti · September 16, 2007

    Você sempre foi pra mim um exemplo de pessoa que conseguia ser inocente sem ser ingenua, acreditar no mundo mas sem ao mesmo tempo se deixar cair em suas armadilhas. Por mais que os tombos as vezes custem a ser esquecidos acho que vc, e todos nós que caimos de vez em quando devemos arranjar um meio de manter esse equilibrio pra continuar vivendo sem medo de dar o proximo passo

  4. jonaz · February 13, 2008

    não vejo a credulidade nas pessoas como inocência. é uma qualidade tratar as pessoas que você nem conhece, bem. pra mim o negócio é você estar sempre aberto para novas pessoas na vida, e daí você analiza se o seu amigo é realmente um amigo. claro, tendo consciência que todos têm qualidades e defeitos (alguns deles suportáveis), e como você combina com tal pessoa (eu não consigo rir de piadas de certas pessoas). mas isso é tudo muito intuitivo.
    a gente sempre vai tombar na vida, fique tranquila. essa é a graça! e eu não me preocuparia em ficar pensando em como equilibrar sentimento e razão com as pessoas, porque é meio dificil. perfeição pra quê? continua vivendo e aprendendo por experiêcias, boas ou ruins. o que vale é o turbilhão

  5. Pingback: De repente 30 « Mafragafando

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