Into the Wild

Eu preciso inventar uma palavra para traduzir Wild sem ser “natureza selvagem”. Me irritei com o número de vezes que o termo é utilizado nas legendas do longa dirigido por Sean Penn! Irritação besta, admito, mas não fui a única! Mas não vim aqui pra falar disso, e sim do filme por que afinal, estou devendo mil críticas e coisas do tipo para vocês. Então começemos:

Cris McCandless, recém formado na faculdade decide deixar tudo, absolutamente tudo para trás. Família, casa, nome e dinheiro para partir em busca de uma vida mais próxima do que ele considera como verdadeiro. No caminho conhece dezenas de pessoas que o ajudam em sua jornada ao Alaska. Nem todos entendem logo de cara o por que do guri estar fazendo tudo isso, mas depois de um tempo de convivência, as pessoas que o ajudam são ajudadas, e mudam também.

Existem duas formas de considerar se um filme é ou não Road Movie,e definitivamente Into The Wild (não vou usar o título em portugês, não é sonoro, fora que enjoei!) se enquadra nas duas maneiras. Uma delas diz que esse tipo de filme trata apenas de uma viagem por uma estrada, oceano ou o que quer que seja para o personagem ir de um ponto ao outro. Já a outra corrente é um pouco mais psicanalítica: o road movie é aquele em que o personagem central passa por uma vuagem interna, muda sua forma de pensar o mundo, se auto-analisa.

Até certo ponto do filme, os personagens que Cris, ou Alexander Supertramp, como passa a se chamar, encontra no caminho são muito mais interessantes e cativantes que ele. Cheio de ideais, Cris leva ao extremo suas crenças, abrindo mão de tudo que possa cercá-lo, que possa impedi-lo de ser real, puro, livre. As conversas que ele tem em que reitera essas idéias são um pouco massantes, mas aos poucos ele pára com o discurso e torna-se menos pentelho.

O filme é narrado pelo próprio Cris e por sua irmã, Carine. Esqueci de dizer que quando ele vai embora de casa não avisa ninguém, mesmo! Nem os pais, nem a irmã, que fica triste por ter sido deixada de lado. Durante seus dois anos de andanças, Alex não dá notícia alguma a seus parentes ou amigos.

Até pouco mais da metade do filme Sean Penn mostra planos maravilhosos dos Estados Unidos, cenas que você fica boquiaberto e com vontade de visitar as locações. Acho que deu muito trabalho produzir esse filme por que eles vão de norte a sul dos EUA, e não é mentira, Grand Cannion, Alaska, rios e mais dezenas de lugares afastados da civilização, que parece impossível acreditar que ainda existam em algum lugar. Fora eses planos fodas, a fotografia também está fantástica. Abaixo, uma das cenas em que a foto está fantástica (a qualidade não tá muito boa, mas vá lá!)

Emile Hirsch também está muito bom no papel principal, me impressiono com atores que conseguem passar por mudanças físicas bruscas, que foi o caso do Daniel de Oliveira para viver o Cazuza, e de Emile nesse filme. No final, o jovem está quase irreconhecível.

No fim das contas o filme vale o ingresso (principalmente na sessão popular do Bom Bril, onde eu vi, que custa R$4,00) apesar de ser cansativo, os planos lindos e a história do cara (fora o discurso repetitivo) são muito dignos!

Essa foto aí embaixo é do verdadeiro Cris/Alex. Sim! É uma história verídica! Muito louco!

One comment

  1. Fábio · March 18, 2008

    Está na minha lista dos piores do ano. Com direito a banhos “selvagens” em câmera lenta.

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