Vai-vem

Como é de conhecimento geral da nação, eu costumo ir em eventos inusitados e estranhos, como fazia um tempo que eu não fazia isso, no fim de semana passado fui no Campeonato Brasileiro de Ioiô Freestyle. Não vi a maior parte das apresentações, só vi a premiação, e depois uma amostra dada pelos vencedores de por que eles foram os vencedores.
O campeonato aconteceu no sábado e no domingo passados (7 e 8 de junho) e era dividido nas seguintes categorias: a 1A, a Open, e além delas, tinha também a modalidade Esportiva, para iniciantes.

<aulinha>
Vamos ver se eu sei explicar cada categoria… A 1A é aquela que você pensa quando ouve falar em ioiô: um ioiô, nózinho no dedo e as chamadas, manobras de corda. A Open foi criada para englobar a 2A (dois ioiôs e manobras de loops), 3A (manobras de corda com 2 ioiôs de 1A), 4A ou offstring (como o nome diz, o ioiô não é preso na corda) e a 5A (o ioiô não fica preso no dedo, e sim, em um contrapeso).
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Mas além das apresentações no palco da Sala 1 do Cine Bombril, nos corredores todo mundo ficava lançando seus ioiôs (ou ioiôs alheios) aprendendo, ensinando, se exibindo, etc. Eu estava no primeiro grupo: os que estavam aprendendo, usando o brinquedo alheio, claro. O ruim de fazer parte dessa categoria, é que todo mundo pára e fica te olhando, esperando algo genial acontecer, e eu lá, mal conseguindo fazer aquela primeira manobrinha. Os mais velhos entendiam que fazia apenas 5 minutos que eu tinha um ioiô nas mãos, mas as crianças… Ah, as crianças… Essas eram más e se entreolhavam com uma cara de “que ruim que ela é”, e me deixavam mais insegura, errando mais e querendo me esconder mais. (Eu esqueço o quanto crianças podem ser más.)
O campeão da 1A foi Martin Tomanik e da Open foi Fernando William, antes deles serem premiados, Rafael Matsunaga a.k.a. campeão mundial de 2003, se apresentou e meu queixo caiu um pouco mais. Aliás, o que ioiô mais me causa é queixo caído. Mesmo as manobras mais simples são muito legais, você olha e pensa: tá, como fas/ E além do ioiô, quem também apareceu por lá foi o peão, pois é, peão! Mas não sendo lançado no chão que nem seu avô fazia, andando pela cordinha, pelo braço do cara… Enfim, tão legal quanto as manobras do ioiô.

Mudando um pouquinho de assunto, uma coisa muito fácil de notar, era como as mulheres eram minoria naquele lugar. Mulheres com ioiôs na mão então, eram praticamente inexistentes. E eu pergunto, por que? Tanto homens quanto mulheres têm mãos e cérebro (sem piadas sexistas, ok?) e total capacidade praticar esse esporte. Mesmo assim, não havia nenhuma mulher competindo. Estou numa campanha para ganhar um ioiô de aniversário e, se meu cérebro e mãos permitirem, quem sabe no próximo campeonato também não subo ao palco pela Esportiva? Acho que não custa tentar, não?

Fotos do meu flickr gentilmente roubadas desse, desse e desse flickrs.

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