Diário de uma futura condutora – Dias 1 e 2

Como algumas pessoas sabem resolvi finalmente tirar minha carta de motorista. Agora, com recém completados 21 anos, tomei essa decisão.

Justamente no dia em que me tornei total e irrestritamente  responsável por mim mesma, essa saga começou oficialmente. Fiz os famosos exames médico e psicotécnico, no sábado de manhã. O lugar era estranho, a psicóloga era estranha, o médico também era meio estranho, tinham umas pessoas estranhas, inclusive um cara que parecia o The Rock só que desinchado. Mas no meio do bizarrê tinha uma menina com cara de normal. Ufa. Aí meu sensor de picaretagem, sempre alerta depois que tomei um 171 na cabeça, começou a dar sinais de que ainda funcionava.

De qualquer modo, fiz os exames sem sentido e, aparentemente, estou apta a dirigir física e psicologicamente. Passada a etapa um, fui comemorar meu aniversário e até domingo à noite passei a ignorar o CFC que começaria segunda, a etapa dois tão detestada por todos os aspirantes a motoristas.

Hoje teve início o tal do CFC – centro de formação de condutores – que todo mundo diz que é chato. Eu com toda minha boa fé na humanidade – e dá-lhe picaretômetro na cabeça! Mas como eu dizia, fui cheia de boas intenções e bom… Me frustrei.

Cheguei cedo demais e a auto-escola não estava nem aberta. Zanzei pelas ruas de moema até me deparar com a porta aberta, fiz a inscrição e um tempo depois, sala de aula. E lá estava a menina com cara de normal de novo!

Chegamos na sala e ela fala: Uma barata. Eca. Uma não, duas baratas, uma viva outra morta. Quando vi isso o sensor de picaretagem voltou a apitar por alguma razão. Quatro longas horas se desenrolaram lentamente (eu sei que fui redundante, é pra vocês verem como foi longo).  No decorrer da aula descobri que a menina com cara de normal faz audiovisual, e o menino que sentou do nosso lado na sala, também faz! E mais, ele estudou no meu colégio! Depois que vi tantas coincidências o sensor de picaretagem se calou um pouco, eu dormi de olhos abertos assisti contando os segundos no relógio.

Grazadeus ele andou. Amanhã tem mais.

2 comments

  1. guifig · July 28, 2008

    Avisei.

  2. Marcia · July 29, 2008

    Tirar a habilitação é um exercício de paciência. Eu “enrolei” quase 10 anos, mas a “bola azul” me convenceu =P
    CFC é chato, mas necessário. Pena que a maioria dos centros formadores não estão nem aí.

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