A morte das internas

Há um tempo venho reparando que o Twitter tem mudado muitas coisas nas relações, hoje em dia, se eu não quero mais papo com alguém, eu bloqueio, ou paro de seguir. Se eu quero tirar uma dúvida que o Google não vai resolver, eu twitto, e assim vai.

Mas recentemente reparei noutra coisa que mudou: As piadas, casos, etc internas. Hoje em dia, não digo todas, mas grande parte das internas já não são assim tão internas.
Isso acontece àpartir de um grau pequeno, como eu mesma já fiz, de twittar alguma coisa que só uma ou duas pessoas iriam entender, e sem explicar, deixando o resto da twittolândia boiando no assunto. Até chegar ao nível máximo de twittar a interna, o que gerou, pra quem é…
Isso mata todo o objetivo da interna que é ninguém mais entender do que você fala, de ser um código entre duas pessoas.

A morte da interna mostra a morte, ou pelo menos o definhamento, de outra coisa muito importante: A intimidade.
Hoje, com o twitter, pouca coisa é só sua, só você ou seus melhores amigos sabem. Outro dia, meu irmão me deu uma pequena aula de como usar bem o Twitter, e tem me feito pensar sobre o quanto eu quero que todos vocês aqui, e as 500 pessoas que me perseguem lá, devem, querem podem e até mesmo merecem saber de mim. Acredito que a resposta é: muito pouco. Adoro vocês, obrigada por me aguentarem, mas eu não conheço 500 pessoas, não quero 500 BFFs! Uma vez twittei que o Roberto Carlos era doido de querer ter um milhão de amigos.

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Acho que eu precisava parar para pensar nisso, muitos sabem do meu namoro, do fim, da volta, do fim, do outro namoro, do meu trabalho, dos meus pais… É muito legal falar sobre isso, mas muitas vezes, quando vou falar disso mais à fundo com os amigos do peito, eles já sabem a manchete da notícia, e parte da graça de contar o que acontece se perde.

O Mafra deveria disponibilizar essa aulinha que me deu no podcast, ou fazer um streaming, por que tudo aquilo que ele disse foi muito útil, e acredito que muitas das pessoas que eu sigo, que me seguem, ou que nunca me viram, precisam ouvir o que ele tem a dizer, e parar pra pensar também até onde suas vidas deveriam ser abertas ao público. Não digo isso por que acho que você pode ser sequestrado, stalkeado ou assassinado por causa do que brada aos 7 ventos, e sim por que você tem que pensar quanto da sua intimidade, das suas piadas internas o resto do mundo quer, ou merece saber.

2 comments

  1. Marcia · September 6, 2009

    Tenho percebido isso tb. Tanto que ando twittando menos que antes, blogando menos ainda (blog, quequéisso?)…
    Se as Donas Fifis já faziam sucesso antes, imagine agora? D=

  2. Kátia · October 11, 2009

    Antigamente as pessoas sabiam da nossa vida no portão, com Sr. Manuel da padaria, Josemar o porteiro entre outros. Hoje contamos como queremos e para quem não estiver interessado que não as leia. Posso dizer que o twitter tornou-se um desmistificador de fofocas e espanta lingua de trapo.

    A graça da notícia para os nossos amigos não se perde se completa na riqueza de detalhes verbais que são impraticáveis em 140 caracteres. Agora se o conteudo é enfadonho não podemos culpar a chamada. Não é mesmo?

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