Uma Lição de Infância

Desafio Literário Do Tigre

O mês de junho do Desafio Literário do Tigre teve como tema “autores queridos”. Sou uma leitora recém formada, não me sentia apta a julgar meus autores favoritos. Como estava lendo Sherlock Holmes pensei que poderia emendar e fazer Sir Arthur Conan Doyle meu escolhido. Porém, queria voltar a ler As Crônicas de Gelo e Fogo, e bem, gosto bastante desse velho sádico, então porque não ele? Pois bem, segui lendo os dois livros em paralelo até o dia 20. Até perceber que não chegara nem na metade e que meu plano estava furado. Comecei a matutar quem mais gostava de ler, e numa conversa entre amigas lembrei de Antônio Prata.

Antônio, da coluna na última página da Capricho. Antônio, meio intelectual, meio de esquerda que certa vez li numa aula da faculdade. Antônio, que vez ou outra aparece com seus textos no meu Facebook. Antônio, amor literário, porém ainda tímido, mas que me acompanha há anos.
Saímos, eu e as amigas, da padaria e fomos à livraria do lado comprar o livro do Antônio. Nu, de botas. Título interessante, capa linda, Antônio Prata.

Nu, de Botas

Me despedi das meninas e ali mesmo no metrô comecei a me deliciar com os causos da infância do Antônio.

Em uma série de crônicas Antônio narra sua infância. Histórias divertidas sobre a vida e o que passa na cabeça de uma criança de classe média nos anos 80. Quem cresceu nos anos 80 e 90, sem internet pra tirar dúvidas, sem tv com 80 canais Full HD pra entupir a cabeça de cores e imagens, vai se identificar e muito com o pequeno Antônio. Lembrar daquela tv que só tinha 7 canais e você girava um disco pra mudar de um pro outro. De como ostentação era ganhar um buggy. Ou o terror que era viajar com amiguinhos.
A leitura é rápida, leve e tem aquela graça de bons tempos da minha infância querida que os anos não trazem mais.

Ler Nu, de Botas me levou de volta a pensamentos e passagens da minha própria infância, que não lembrava já há muito. Foi gostoso rever o mundo pelos olhos da pequena Elisa e do pequeno Antônio. Aquele olhar infantil, que tem uma lógica própria para interpretar o que acontece em volta.

E assim, nu, Antônio garantiu de vez seu lugar como autor querido no meu coração.

One comment

  1. Lígia · June 30, 2014

    Adoro as crônicas do Antonio Prata e tenho muita vontade de ler esse livro. Livros narrados pelo ponto de vista infantil são muito amor. :)

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