Que Loucura!

DLTigre

Por dois meses seguidos o Desafio Literário do Tigre me pegou. Primeiro foi o livro sobre esportes, um tema que nunca me cativou nas páginas ou na vida real, então, acabei nem tendo inspiração pra escrever sobre o que li. E em agosto, o tema Risos. Eu gosto de dar risada, faço minhas anedotas, mas ler um texto que me faça rir é estranho.

Mas lá fui eu caçar um autor que pudesse me botar um sorriso nos lábios. Por indicação do meu leitor voraz favorito, cheguei ao Woody Allen. Woody Allen é uma figura confusa na minha cabeça: vi poucos filmes mas gosto deles, sou apaixonada por Meia Noite em Paris, acho a figura dele engraçada [há quem diga que meu filho será ele], mas a vida amorosa/sexual dele é esquisita. Eu sei, eu sei, não é da minha conta com quem ele dorme, ou deixa de dormir, mas se envolve abuso e violência, eu fico cabreira.

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O escolhido foi Que Loucura. Com o livro nas mãos pensei “ele é bom em contar histórias, vamos suspender essa confusão da vida pessoal dele, e dar uma chance ao rapaz”. Então, abri o livro de contos na primeira história: Retribuição. Woody conta a história de um judeu, jovem, inábil socialmente, onde será que já vi isso?! que se apaixona por uma moça, namora a moça, e então se apaixona pela mãe dela, e fica até meio obcecado por ela. Tudo que era pra ser engraçado, me embrulhava o estômago, pois lembrava justamente a história do autor que eu estava tentando suspender. 

Passado o desconforto do primeiro conto, os demais foram bem mais agradáveis.

Enquanto lia, só lembrava da cena de Meia Noite em Paris com Buñuel, Dali e Gil, personagem de Owen Wilson. A escrita de Woody não faz sentido, segue uma lógica própria, assim como a arte surrealista. Mais irônico do que propriamente engraçado, o livro dá um nó na cabeça pelas histórias contadas, normalmente em primeira pessoa.

Meu texto favorito? O Caso Kugelmass, em que o personagem, entediado com sua esposa, encontra um mágico e seu armário, que o transportam para dentro de Madame Bovary, onde o rapaz se encanta por Emma, e vive um romance lindo, e claro, atrapalhado. 

Não foi das minhas leituras favoritas para o desafio, mas me apresentou a esse gênero literário que até então eu ignorava, o surrealismo. O título em português faz jus às histórias contadas.

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