Bagel & Butterbeer – Turismo Básico

Depois de longo e calorento verão, volto às minhas postagens sobre a Bagel & Butterbeer American Tour.

Dessa vez pra falar sobre lugares pra você visitar.
Como já falei antes, NY é uma cidade pra você andar, mesmo sem um rumo certo, pois você vai sempre encontrar um lugar interessante pra ficar, olhar, fotografar. Tem os lugares clássicos de turista, e tem pequenas surpresas pelas ruas movimentadas.
A medida que fui escrevendo esse post percebi que ele ficaria bem grande, então resolvi dividir em duas partes. Nessa primeira vou falar sobre os pontos tradicionais:
Grand Central Station: Quem já viu filmes e seriados passados em Nova York sabe exatamente como é o saguão central desse que é o maior terminal de trens do mundo. Além dos trens que te levam pra fora de Nova York, ainda passam por ali linhas de metrô e ônibus. O saguão é enorme, a arquitetura e os vitrais são lindos. E o teto é uma representação do céu e das constelações. Ah, os lustres são um espetáculo. Ali vivi uma das cenas mais bacanas, e nova iorquinas, da viagem: Estávamos saindo do saguão central, com aquela arquitetura Beaux-Arts linda, indo em direção ao metrô. De repente começamos a ouvir uma música clássica [não manjo nada, se era Bethoven ou Vivaldi, desculpaê] e pensei “nossa, tô me sentindo no Titanic, com os músicos tocando enquanto o navio afunda”. Quando abri a porta que leva ao metrô, um trio de músicos tocava os instrumentos mais arrebentados que já vi na vida, mas a música era incrível.
Grand Central Station - Lustres e Arquitetura

Grand Central Station – Lustres e Arquitetura

Estátua da Liberdade: Existem várias formas de fazer a visita à Senhora Liberdade. Uma de graça, uma com um preço ok, outra mais cara, e cada tipo dá direito a um acesso diferente. O de graça é a balsa que faz a volta na Liberty Island, a Staten Island Ferry leva moradores e turistas, todos os dias, em vários horários, de Manhattan pra Staten Island e vice-versa. Você só passa pela estátua, não para na ilha, mas dá pra ver bem e tirar fotos.
O passeio de preço ok é o que eu fiz, que estava incluso no preço do City Pass que compramos [depois falo dele] com esse ingresso você tem acesso à Liberty Island [a ilha em que fica a estátua] e a Ellis Island, a porta de entrada de imigrantes nos séculos passados. A Ellis Island é legal se você tem família que migrou pra lá, de resto é bem sem graça. A Liberty Island tem restaurante, loja de souvenirs, como todo ponto turístico americano, e é um lugar bem gostoso. Tem a vista de Manhattan e claro, a Estátua. Só que eu achei a dita cuja bem sem graça. Ela é pequenininha, e não tem muito o que fazer, além de tirar foto da base. O outro passeio, o mais caro, é o que você pode ir até o pedestal ou subir até o coroa da Estátua, e parece ser o mais legal. Por motivos financeiros não fiz esse, mas minha dica é: Faça esse, ou o passeio com a Staten Island Ferry. O de preço mediano acaba sendo o mais sem graça. No site da Estátua tem mais informações sobre os vários níveis que você pode subir.
Estátua e Manhattan

Estátua e Manhattan

Empire State e Top of The Rock: Os arranha céus e seus mirantes. Fui nos dois, amei os dois, e poderia escrever um post só deles. Porém não teria fim essa série sobre a viagem! Resolvi então falar dos dois de uma só vez. Fomos no mesmo dia, nos dois prédios. Empire State de manhã, Top of The Rock de noite. E foi bem legal ver a cidade do alto, com duas iluminações diferentes. De dia estava nublado, então a visita ao Empire State me lembrou minha ida ao Banespão, aqui em SP, que tudo era cinza, do chão ao céu. O que tornou tudo um pouco sem graça. No Empire a área de observação é pequena, então fica cheio e sem espaço pra observar fácil, no caso do Top of The Rock são três níveis de observação e o local é circundado por vidros super grossos, então você consegue ter visões – e fotos – sem grades na frente. Meu namorado que não é fã de altura teve mais espaço pra recuar no Top, o que acho uma vantagem. As visitas ao Empire são feitas por ordem de chegada, você fica numa fila e vai andando, conhecendo a história da cidade, do prédio, até que você caiba num elevador. As visitas do Top of The Rock são pré agendadas. Você chega, compra, ou troca seu ticket, e escolhe um horário. Nos disseram que o melhor era subir pra ver o por do sol, mas já não tinha mais horário. Vale chegar no Rockefeller Center mais cedo, agendar, e dar voltas por lá até a hora agendada.
Empire State e a ilha vistos do Top Of The Rock

Empire State e a ilha vistos do Top Of The Rock

Aliás, o dia que fomos aos prédios era 11 de setembro, por isso o Empire State está com as cores da bandeira americana, e lá trás, você vê as duas faixas de luz, onde eram as torres gêmeas.

9/11 Memorial: O memorial do 11 de setembro fica, como todos sabem, no lugar onde eram as torres, ou seja no centro empresarial, que fica ao sul da ilha, um pouco longe da maioria dos pontos turísticos, que são mais no centro de Manhattan. Então, enquanto planejávamos a viagem o critério pra decidir se íamos lá ou não era: Vamos passar perto, indo pra outro ponto que realmente queremos ir? E percebemos que sim. As balsas que vão e voltam da Estátua da Liberdade ficam ancoradas ao sul da ilha, uma caminhadinha de menos de 15 minutos e chegamos. O monumento feito no lugar dos prédios é bonito, uma espécie de cachoeira, cercada com os nomes de todos os que morreram na queda das torres. Tinham muitos turistas lá, como em todos os lugares mas era uma atmosfera respeitosa, com menos falatório e gritaria.
One World Trade Center e o monumento no lugar onde ficava uma das torres derrubadas

One World Trade Center e detalhe do monumento no lugar onde ficava uma das torres derrubadas.

As rosas brancas são colocadas em cima dos nomes das pessoas que fazem aniversário naquele dia.O parque é novo, as árvores ainda são miúdas, mas o local é bonito. Tem um museu, mas não entramos, ficamos só observando as quedas d’água, e os nomes, porque não acho que seja tão parte da nossa história [minha e do namorado]. O 11 de setembro é muito importante pros americanos, independente de os achar criaturas auto-centrados ou não, vítimas ou vilões do mundo, essa é a marca que eles levam, então se resolver conhecer o lugar, seja respeitoso.

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Em breve, mais sobre Nova York!

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