Carmita

Se é verdade que, ao morrermos vemos toda nossa vida diante dos olhos, eu não sei. Mas sei que, quando alguém querido morre, nós relembramos toda a nossa vida com ela.
As mãos cruzadas no colo, os olhos azulíssimos, o cabelinho arroxeado, sempre bem cuidado, “quer cerveja?” “só um pouquinho”, ” obrigada pelo envelopinho, vó”, o pé empurrando a cadeira de balanço, os vestidinhos de botão, a pele fina, o riso agudo, “ai credo, não tira foto minha!”.

A vida é feita de ciclos mesmo. Quando pequena lembro vagamente da morte da minha bisa. Agora, quem perde a bisa, e não entende bem, são meus sobrinhos. Depois de mais de 90 anos nessa terra, a Carmita foi descansar.
Beijo, vó.

30 dias Sem Consumo – A vida não é fácil

Primeiro mês do meu ano sem compras, e não foi nada fácil.
Acabei comprando bastante coisa pra mim, pra alguém que não deveria comprar nada, e ainda caí em algumas tentações.
Primeira tentação: comida. Gastei muito com comidinhas, lanchinhos, cafés, jantares, etc. Sempre soube que esse era meu ponto fraco, mas a coisa foi tão grave que acabei perdendo o controle dos gastos.
Segunda tentação: presentes de natal. Com a “desculpa” de resolver presentes de natal, acabei comprando muitas coisas, presentes errados até. Depois de uma compra absolutamente desastrosa na Imaginarium, me assustei e fiquei bem menos afoita pra resolver isso. Preciso trocar um produto que comprei pro sobrinho, mas a questão é: trocar pelo que? Presente pra outra pessoa eu não encontrei quando fui à loja, então pode ser que não consiga. Algo pra mim então? Não devia, mas…
Terceira tentação: Black Friday. Ah, esse final de semana infernal, em que tudo que você estava querendo, pensando, e estudando comprar está com preços bons. Acabei fechando mais uns presentes de natal – dessa vez de forma assertiva – e comprei pra mim um livro que já ia comprar mesmo, independente do ano sem consumo. O Livro do Bem, da Ariane e da Jéssica.

Além dos livros, queria mandar revelar fotos, por conta da viagem e de que eu queria fazer um álbum sobre ela. Fechei um pacote de fotos que só irei revelar ano que vem, quando juntar mais algumas imagens legais. Outra coisa que sondei na Black Friday foi um equipamento pra fortalecer o ombro, que será útil no ano que vem. Digo sondei porque mandei gerar o boleto da compra e estou vendo se o preço subiu, coisa que não aconteceu até agora. Ou seja, eles fizeram aquela história da “metade do dobro”, me fizeram acreditar que o preço estava incrível na BF, mas era menitra. Então não fechei a compra, ainda.
Quarta tentação: O McLanche Feliz. Sim, eu sou maluca por Mario e quando vi que ele seria a lembrancinha do mês no McDonald’s chorei de desgosto. No fim das contas comi dois lanches com o objetivo de pegar os brinquedos: o primeiro foi um Donkey Kong pro namorado, o segundo foi o Mario saindo do cano, pra mim mesma. Minha coleção aumentou graças ao namorado, que também comeu e pegou duas lembranças pra mim.
Acho que o McLanche feliz foi mesmo meu maior deslize. Ainda penso nele com um pouco de culpa, mas estou tentando relativizar (eu precisava mesmo comer, e estava na fúria de McDonald’s)
Agora que passou Black Friday, que já comprei os presentes todos, que não tem mais bonequinho do Mario. A coisa será mais suave.
Eu acho.

Bagel & Butterbeer – Leve o meu dinheiro!

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Meu último post foi sobre como vou passar um ano todo sem comprar. E agora, logo o post seguinte, é sobre os lugares mais legais pra você gastar em Nova York. Eu sei, parece meio bipolar, mas se você pensar, faz muito sentido… Minha última esbórnia de compras foi lá nos EUA. Voltei pra casa, voltei pra uma nova realidade, então, por favor, não me julguem.

Vamos ao post

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Uma vez na América, você vai querer gastar seu dinheiro. Claro, há exceções: mochileiros que vão pra lá com 100 dólares no bolso e fazem uma ótima viagem também. Mas eu trabalhei um ano inteiro pra conseguir comer tudo que tivesse vontade, e comprar artigos que não acho no Brasil [ou que são vendidos pela hora da morte], e não precisar contar dinheiro para um táxi de emergência no último dia. [Isso aconteceu em Buenos Aires, na minha primeira viagem, e graças a gentileza de duas brasileiras eu e minha amiga chegamos sãs e salvas no aeroporto pra voltar pro Brasil]

NY é uma cidade pra todos os gostos, e as compras que você consegue fazer por lá também agradam a todo tipo de gente. Desde menina ligada às últimas tendências da moda até o nerd que coleciona toy art. Eu me encontro flutuando entre esses extremos, e aí vão algumas lojas que conheci na cidade e para as quais só queria dizer:

$$$

Primeiramente: Brinquedos. Algumas lojas são o paraíso das crianças, grandes ou pequenas.
Toys’R’Us: essa rede está espalhada por várias cidades americanas, mas a loja da Times Square é a mais famosa. A loja é ENORME. Tem uma roda gigante. Tem um dinossauro que se mexe. Tem um monte de bonecos de LEGO em tamanho real. Ah, também tem MUITOS brinquedos pra comprar, você se sente criança de novo, sem brincadeira. Você olha tudo aquilo e sente vontade de abrir todas as embalagens e brincar com tudo aquilo. Ah, também tem uma sessão enlouquecedora de açúcar e doces.
Há também a Babies’R’Us, com coisas só para os nenéns, mas andei bem pouco por essa sessão, que parece tão completa quanto a dedicada aos grandinhos.
FAO Shwartz: Essa loja fica na 5ª Avenida, atrás do cubo da Apple, e é uma loja bem clássica. Tem menos opções de compras que a Toys, mas tem dois pontos bem positivos:
1- Se você cresceu com o Tom Hanks tocando o piano gigante, vá lá. É nessa loja e eles tem um piano gigante, no segundo andar, pra você se deleitar. E por 50 Obamas você pode levar um teclado desses pra casa [menor que o da loja, tá?]
2- Se você ama os Muppets, lá tem uma área em que você monta seu próprio Muppet. Aí a brincadeira é mais carinha, cerca de 100 dólares, mas é divertido!
Vale a visita, mas me senti mais num paraíso na Toys.
LEGO Store: A loja no Rockefeller Center é deliciosa. Você pode montar seus próprios bonecos LEGO, e comprar peças em cores diferentes de baciada. Comprei lá um DeLorean, com o Doc Brown e o Marty McFly. LEGO você acha pra vender em praticamente qualquer loja da cidade, mas a loja da marca tem opções diferentes, e aqueles kits enormes das várias franquias. Os atendentes são super simpáticos e prestativos.
Nintendo World: Esse é outro paraíso. Eu não sou fã de video game, sou fã da Nintendo, e principalmente, fã do Mario. Infelizmente chegamos na loja quase na hora do fechamento, então acabou sendo um pouco corrido, mas deu pra ver as centenas de produtos licenciados da marca. Carteiras, camisetas, pijamas, jogos, bonecos de colecionador. Além dos jogos em si, e do Wii U.
Ah, eles tem um mini museu dos consoles da marca, desde o primeiro até os mais atuais, e alguns itens raros e de colecionador. Eu queria tudo naquela loja! Até as sacolas eram legais! E os vendedores também, eram legais, mesmo sendo os últimos clientes na loja, atrasando a saída deles.
Forbidden Planet: Não é loja de brinquedos, mas diverte os adultos fãs de cultura pop e nerdices. Encontramos essa loja sem querer, andando pela Broadway, logo no primeiro dia de viagem. Camisetas, dvds, toy art, action figures, Funko Pops. Cinema, series de tv, quadrinhos, desenhos animados, video game, anime, livros. Ufa! A loja é ótima.
Disney Store: Acho que se disser que mais alguma loja é um paraíso, vocês não vão mais acreditar em mim, mas essa loja é incrível! Ouso dizer que tem uma variedade maior de produtos do que as lojas dentro da própria Disney. Como uma imagem vale mais que mil palavras, fiquem com essa foto minha nesta maravilhosa loja para entenderem do que eu estou falando.
Criança Feliz

Criança Feliz

 
 Agora é a hora que eu deveria me acabar falando de roupas. Porém, diferente do que eu e o namorado esperávamos, comprei bem mais bugigangas inutilmente nerds do que roupas, pelo menos em NY. E tem outra: Loja de roupas nos EUA todo mundo conhece umas 15 na ponta da língua. Portanto vou falar só da marca que eu adoro – e que o namorado conheceu na viagem e também adorou.
Uniqlo: a marca é japonesa e existe em algumas das maiores cidades do mundo. Diz a lenda que está fazendo pesquisas pra vir ao Brasil em breve. Enquanto isso, namoro os itens pela internet.
As roupas misturam clássicos, como casacos de tweed e sobretudos, e coleções especiais moderninhas, com referências de artes plasticas [Andy Warhol e Robert Mappelthorpe – aquele do livro da Patti Smith] e até uma parceria com o Pharrell na última coleção.
As roupas masculinas são bem legais também, e seguem essa mesma linha, meio moderno, meio clássico.
Curiosidade: diferente do Brasil, lá eles devolvem seu troco certinho, centavo por centavo. E é bem vindo você colocar essas moedas de volta em circulação. As moedas lá são bem estranhas: a menor moeda é de 10 centavos, não de 1, como era de se esperar. E a de 50 centavos é maior que a de 1 dólar. Vai entender! E elas ainda tem apelidos, olha só:

Moedas

Penny – One cent – 1 centavo
One Nickel – Five cents – 5 centavos
One Dime – 10 centavos
Quarter Dollar – 25 centavos
Half Dollar – 50 centavos
One Dollar – 1 dólar

365 dias sem comprar

De uns anos pra cá tenho me tornado mais consciente quando o assunto é consumo. Tenho muitas roupas, e com o tempo fui dando, doando, trocando algumas delas. Ainda assim tenho bastante coisa. Eu tenho um grande apego com a maioria das peças: ou foram presentes, ou me lembram momentos marcantes, ou são daquelas coringas e que acho lindas, e uso até estragar.

Quando comecei a planejar a viagem sabia que compraria muita coisa – roupa ou não – nos EUA, então passei a economizar dinheiro, e abrir mão de comprar coisas por aqui, para concentrar as compras lá fora. Com isso, comprei bem menos coisas, me lembro de ter comprado uma sapatilha deliciosa por um preço bacana, uma jaqueta ~de couro~ que vinha sonhando há dois anos, uma bermuda pra fazer pilates/corrida, uma calça verde que era linda demais pra ficar pra trás e algumas outras coisas nesse estilo.
Com essas compras, e a viagem, meu armário está lotado de peças novas. Depois de desfazer as malas, fiz a limpa no armário tirando roupas que não usava há tempos, roupas que tenho menos carinho, roupas velhas, roupas que comprei-uma-peça-que-tem-a-mesma-função-que-essa. Nessas, liberei um gavetão enorme, inteiro.
Aqui, exemplos de compras desmedidas feitas na gringa

Aqui, exemplos de compras desmedidas feitas na gringa

Daí, que enquanto estava lá fora, exatamente por comprar muitas peças novas, percebi que poderia, facilmente passar um ano sem comprar mais roupas. Eu não preciso de mais nada, só me sinto tentada vez ou outra. E essa é a grande coisa desse desafio que estou me propondo. A gente sempre diz que PRECISA daquele sapato LINDO, ou daquele vestido FOFO, mas é mentira, e a gente sabe.
Comecei a ler os posts da Marina e da Lu Monte sobre o ano delas sem consumo pra me inspirar.
Teoricamente era pra eu ter começado logo que voltei, dia 1/10, mas aí comprei um livrinho aqui, umas canetinhas ali, um joguinho acolá, e na prática a brincadeira não começou. E não dá pra começar sem regras.
Eu nem ia fazer posts no blog sobre isso, mas acho um assunto interessante, e assim, com cobrança pública, fico mais atenta às minhas atitudes.
O interessante é que cada um faz suas regras. Cada um consome muito de uma coisa específica: roupa, sapato, bijuterias, livros, cds. Então cada um sabe onde o calo aperta. E qual a necessidade de comprar ou não algum artigo. E também não é pra eu sofrer por causa disso, é pra ser um desafio, sim, mas não estou me punindo por nada.
Chega de enrolar. Aí vai minha lista de regras.
 Não pode
.Roupas (incluindo lingerie, meias e meia-calças);
.Acessórios (bijuterias, sapatos, bolsas);
.Avental;
.Creme pra cabelo;
.Maquiagem;
.Esmalte;
.Eletrônicos;
.Dvds;
.Utensílios de cozinha e enxoval em geral.
 Pode, pero no mucho
.Livro (limite de 1 título por mês SE a pilha de livros estiver baixa/zerada);
.Tatuagem (desculpa, a fila de desenhos tá enorme, e precisa andar);
.Medicamentos e higiene pessoal (inclusive hidratante, porque minha pele é uó, e nessa seca não dá pra viver)
.Material pra receitas;
.Peças de roupa pra reposição: eu vivo com estoque baixo de calças jeans e lingerie, então de tempos em tempos as coisas precisam ser trocadas porque ficam impossíveis de usar (uma calça está querendo furar, vamos aprender a lidar);
.Serviços: Cabelereiro, compra e revelação de filmes, restaurantes, shows, peças de teatro;
.Experiências: o nome roubei da Lu Monte e acho pertinente. É tudo aquilo que faz você feliz: tomar um café com amigos, uma cervejinha, viagens, passeios, etc.
Ok, a lista de compras ficou meio grande, mas são exceções, e em sua maioria são bens não duráveis, ou não palpáveis. A regra da coisa pra mim é NÃO ACUMULAR. E me fazer pensar, na hora de sacar a carteira. Preciso? Está mesmo na lista do Pode? Porque comprar agora? Não pode esperar?
Hoje é dia 5, mas já comecei dia 1 de novembro. Até 31 de outubro de 2015, vigoram essas regras. Valendo!

Bagel & Butterbeer – Museologia

Nova York, como toda grande cidade, tem muitos museus. Muitos. Museu da herança judiaMorgan Library MuseumWhitney Museum of American Art, e até um museu dedicado aos bombeiros. Mas eu não fui em nenhum desses. Fui em três dos maiores e mais famosos, e ainda num quarto, daqueles bem de turista.
Aprendemos na prática que é bom ir nos museus pela manhã, são mais vazios do que depois do almoço. Se você puder, vá durante a semana, de final de semana também tem um movimento maior. E, como falei sobre a ponte do Brooklyn: leve um casaquinho. O ar condicionado costuma ser bem forte.
A maioria dos museus tem cafés ou restaurantes. São opções mais caras do que nas ruas, mas se você puder esbanjar um pouquinho a mais, é uma boa opção enquanto olha as exposições. Principalmente no caso do MET e do Museu de História Natural que tem exibições IMENSAS, são paradas estratégicas. Você vai cansar de andar, de absorver informação, e vai ficar com fome.

MoMA – O Museu de Arte Moderna da cidade tem obras dos principais artistas do último século. Vi ao vivo Toulouse Lautrec, Andy Warhol, Picasso, Van Gogh, Frida Kahlo, Monet, Matisse… Eu cresci tendo a aula de artes como uma das favoritas, e História da Arte na faculdade também teve seu espaço no coração, então ver de perto as pinceladas desses mestres foi incrível. Fiquei bastante emocionada lá. Se você também adora artes plásticas, não dá pra passar por NY e não ir nesse museu.
A loja de souvenirs também é ótima, com centenas de livros de arte e inutilidades fofas pra decorar a casa, ou presentear amigos e parentes.

MoMA - Um pouquinho de Van Gogh

MoMA – Um pouquinho de Van Gogh

MET – Segundo o site do museu, a missão do Metropolitan Museum of Art é “colecionar, preservar, estudar, exibir e estimular a apreciação de obras de arte, que coletivamente representam um amplo espectro da realização humana, num alto nível de qualidade, tudo a serviço do público e em acordo com os mais altos padrões profissionais.”* Ou seja: obras de arte, instrumentos de caça, sobrevivência, habitação, de diferentes culturas espalhadas pelo mundo. Grande parte da coleção é dedicada a cultura norte americana. Quando chegamos ao museu e descobrimos quão enorme ele era, tivemos que abrir mão de visitar muitas salas, por isso é legal planejar bem seu dia nesse museu, pra não sair de lá deixando salas de fora, como acabamos fazendo. Optamos por ver, basicamente greco-romanos, egípcios, africanos, asiáticas, um pouco de arte sacra, pinturas europeias e uma exposição de arte cubista, onde vimos mais um pouco de Picasso.
A loja do MET é tão gigantesca quanto o museu em si, e tem coisas bem legais, mas preços bastante salgados.
Fizemos um lanche estratégico no American Wing Café, o preço é bom, as comidas também, e sentamos bem ao lado de uma das exibições. Foi uma boa parada.

MET - Walking Like Egyptian

MET – Walking Like Egyptian

Museu de História Natural – Esse museu é uma delícia. Tão enorme quanto o MET, também é legal se organizar pra visitá-lo. Se você for viajar com crianças pra NY, eles vão adorar esse museu também. Dinossauros, animais de todo o mundo empalhados [quando você pensa a respeito é bem bizarro, mas é legal ver vários animais como que convivendo no habitat natural deles.], um planetário, um borboletário, exibições de filmes sobre natureza e animais, além de uma área também dedicada às diferentes civilizações que surgiram pelo mundo.
Foi a primeira vez que vi itens de populações indígenas do território brasileiro de forma tão bem conservada e completa. Engraçado vermos itens da nossa cultura tão longe de casa.
No dia em que fomos, assistimos uma projeção no planetário narrada pelo Neil DeGrassi Tysson sobre as descobertas do homem sobre o universo.
Nesse museu não comemos, então não sei dizer se tem boas opções, mas a loja de souvenirs. Ah, a loja de souvenirs… É de enlouquecer crianças e adultos.
Fãs de ciência, lá é o lugar.

Madame Tussauds – um clássico cafona dos turistas em várias cidades do mundo, o museu de cera entrou na roda de acervos a serem vistos na cidade. O museu é bem divertido, algumas estátuas são assustadoramente iguais seus modelos, outras não são assim tão parecidas. Mas é bem legal fingir tirar fotos com seus ídolos do cinema, da música, e até da política. Esse museu rendeu ótimas fotos, como com minhas ídolas eternas Spice Girls, ou com os diretores Spielberg e Woody Allen. Mas comprei uma foto minha com um dos donos do mundo e sua senhora. Sim, comprei. Abracei feliz meu lado turistona e comprei essa foto aí de baixo. com direito a pastinha do Tussauds e tudo.

Eu reclamando dos relatórios, enquanto os Obamas parecem orgulhosos

Certificado de Turista

Esse museu é bem rapidinho, em uma hora você se diverte bastante. Acabei não olhando a loja de presentes, já que tinha gasto minha cota com a foto-diploma de turista.

Apesar de dinossauros serem bem legais, acho que o MoMA foi meu favorito, porque as exibições não eram tão grandes quanto os outros dois clássicos, por ser mais voltado pra arte mesmo, e centrado num período que eu, particularmente, adoro. Mas isso sou eu. Acho todos passeios bem válidos.

*Ou coisa parecida, em tradução totalmente livre.

Bagel & Butterbeer – It’s Brooklyn, B*tch

Depois de um tempinho longe, volto pra falar de Nova York!

A cidade de Nova York é dividida em 5 grandes distritos, e dentro deles, tem vários bairros menores. Manhattan, apesar da fama, é o menor desses distritos.

NYC Districts

No post sobre a nossa casinha nova iorquina falei que ficamos no Brooklyn. Como vocês podem ver no mapa acima, Brooklyn é algo bem grande. Pra ser mais específica, ficamos em Williamsburg, bairro que fica do lado da ilha, ali, quase no Queens.
Aproveitamos o domingo na cidade para conhecer o bairro. Com isso, perdemos o Smorgasburg, uma feira de comida orgânica da região, que diz ser muito boa, mas acontece aos sábados.
Mas tudo bem, Williamsburg é bem mais que isso.
O bairro foi ponto de drogas anos atrás, mas com algumas políticas da prefeitura pra ocupação da área, muitos jovens começaram a ir morar por lá. Com isso o bairro se tornou mais jovem e movimentado, hoje em dia é cheio de restaurantes, cafés, delicatessens, e sempre tem gente na rua não necessariamente para consumo de drogas.
Aliás, as delis, ou delicatessens, são O lugar que você vai pra não passar fome. São mercadinhos pequenos, normalmente os donos são latinos ou indianos, e vendem de tudo em seus corredores apertados, mas principalmente comida: cereal matinal, biscoito, frutas, saladas, refrigerantes, cervejas, enfim. Não espere encontrar um Wal-Mart em NYC, passe na Deli mais perto de casa, e providencie a janta lá mesmo.
As avenidas Driggs e Bedford – essa principalmente – tem um número incontável de lugares para conhecer, comprar comidas, livros, vinis, apetrechos pra cozinha, etc.
Um desses lugares eu conheci por dica da Let Massula: A Bedford Cheese Shop. Gosta de queijo? Então vá lá. É uma loja toda dedicada a vários tipos de queijos existentes. É tanta coisa que você nem sabe bem por onde começar? Tudo bem, as moças que trabalham lá vão te perguntar que tipo de queijo você gosta, te oferecer algumas provas, pra você sair de lá feliz com um pacotinho de um queijo muito bom. Alguns são caros, outros tem preço ok, mas se você gosta, vale a pena.
Outro lugar bem gostoso é a Mast Brothers. Esses irmãos começaram a produzir chocolates artesanais, ali mesmo, com misturas bem diferentes, alguns levam vinho, outros ameixas, além de balas tipo toffee e bolos e brownies.
O bairro tem ainda a Brooklyn Brewery, cervejaria artesanal orgulhosa do seu bairro, onde você pode fazer tours guiados, provar as cervejas, levar souvenirs pra casa, etc e tal.
"Cerveja faz você se sentir do jeito que devia se sentir sem cerveja"

“Cerveja faz você se sentir do jeito que devia se sentir sem cerveja”

O Videology é um bar temático bem legal. Eles exibem filmes e seriados de tv, quase todos os dias da semana. Naquele domingo, era Star Trek Sunday. Vida Longa e Próspera.

Stark Trak Night

Stark Trek!

No domingo, por conta de outra feira que acontece na região, o bairro ganha mais vida ainda, com artistas expondo seus trabalhos nas calçadas, pessoas andando a pé ou de bicicleta. O Brooklyn Flea Market lembra muito a Feira da Benedito Calixto, aqui de São Paulo. Os expositores vendem peças feitas por eles, vinis, brinquedos ou objetos militares antigos, armações de óculos, comida, comida, comida! Ah, e água de coco!
Brooklyn Bridge

Brooklyn Bridge

A ponte do Brooklyn é linda, e uma caminhada bem gostosa de fazer. Mas dica: venta bastante, leve um casaquinho, mesmo se o dia estiver quente. Eu apanhei do vento durante a travessia, e isso não foi legal. Mas o lugar todo é gostoso, tem banquinhos pra sentar e ver o movimento, e a vista de Manhattan é linda. Sempre.
No post sobre os parques já contei sobre o Brooklin Bridge Park, mas não contei que de lá você pode pegar uma balsa que te leva a Williamsburgh e a Upper Manhattan. Como transporte público é algo caro, US$4,00 por perna, mas se você está visitando a cidade, é um jeito diferente de conhecer os lugares. Além do que, os capitães são bem… ousados… e fazem umas balizas bem malucas com a balsa.
Ah, se você gosta de comprar roupas existem no bairro dois brechós que, por falta de tempo, não consegui ir, mas dizem, serem bem legais. O mais famoso é o Beacon’s Closet, o outro, até mais barato, é o Buffalo Exchange.

Revolución LuluzinhaCamp

O LuluzinhaCamp está passando por uma série de mudanças, de dentro pra fora, como as mudanças que nós passamos na vida. Alguma coisa lá dentro está incomodando, chega uma hora, não dá mais pra fingir que tá tudo bem, e a coisa transborda. No caso do grupo, a mudança está sendo pra melhor. Estamos nos organizando como um coletivo mesmo, cada uma está assumindo responsabilidades diferentes dentro do grupo, tornando ele cada dia mais nosso.

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Meu LuluzinhaCamp #luluzinhacamp #llc

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Sábado foi dia de rever algumas dessas mulheres que fazem tanto umas pelas outras. Tivemos uma roda de leitura bem instigante com a Denise, eu ensinei a fazer cheesecake de nutella, a Patrícia falou sobre coaching, além de todas as conversas paralelas e adjacentes durante o dia.

Foi dia de falar de política, sem brigar, de feminismo, de comida, de futuro, de roupas, de corpo, de si. É disso que se fala no LuluzinhaCamp, pra quem não sabe. Falamos de tudo um pouco, sempre permeado de respeito e carinho. Amor e compreensão. Nós não concordamos com tudo que todas falam, mas temos nossa forma de debater ideias, sem ofender, de um jeito que as partes cresçam.

LuluzinhaCamp, pra mim, é sobre isso, sobre crescer.

 

Amor em retalhos

Para o Desafio Literário do Tigre desse mês, com o tema Amor, eu queria algo diferente, não amor romântico, não água com açúcar. Assim, meio sem saber o que queria, encontrei na prateleira da livraria a capa de Retalhos, de Craig Thompson. Lendo as orelhas dessa Graphic Novel me convenci que ela tinha a cota de amor que eu queria.

Craig Thompson conta a história da sua vida através de suas ilustrações. Sua relação com os pais, o irmão mais novo, com quem dividiu a cama por anos, com a igreja, Jesus, e com Raina, garota.

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Mais um pro #dldotigre o tema? Amor <3

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Craig cresceu, no meio de Winsconsin, numa casa com pais opressores, frequentando a igreja, lendo a bíblia, temendo Deus. Temendo os pais. Temendo ele próprio e o mundo a sua volta. Na escola dominical aprendeu que seus desenhos, a única coisa que gostava de fazer, e fazia bem, não fariam nada por Jesus, nem em Terra, nem no Paraíso. Envolto nesse medo e nesses questionamentos, Craig frequentava o acampamento da Igreja, todos os anos, e foi lá que conheceu Raina. Uma garota que, assim como ele, não se encaixava bem naquele lugar.

Raina e Craig são bem diferentes: ela falante, agitada, extrovertida, adora escrever. Ele tímido, amedrontado, cada vez mais fechado em si. Ela mora no estado vizinho do dele, e assim, combinam de ele ir passar uns dias na casa dela.
Com esses poucos dias de convivência intensa, ambos criam uma amizade, um amor, que faz Craig se abrir, e se conhecer. E com essa influência, Craig segue sua vida, narrada no livro até a sua idade adulta, mostrando todas as transformações que viveu, e que passou.
O amor de Craig é o fio condutor da história, é o que o leva de adolescente medroso a adulto independente. Conhecer sua história vale a pena. Em alguns trechos a história fica densa, mas o que Craig Thompson quer nos mostrar é que, apesar do caminho difícil a vida pode ser boa, leve.
Retalhos acabou sendo exatamente o que eu queria: um amor maior que o amor romântico, um amor por si próprio.

Tristeza tem fim, sim

Dia desses, por tantos motivos, cancelei minha matrícula na Pós que estava fazendo. Quando enviei o formulário estava me sentindo um fracasso.
Depois, saí de casa, peguei o metrô e saí na Paulista. Entrei no América e pedi uma sobremesa. Sim, só o sorvete. Ninguém no restaurante olhou estranho, aliás sorriram. Me senti bem.

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Tristeza não tem fim, felicidade sim

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Saí feliz depois do sorvete.
Entrei na Fnac e lembrei que podia ver títulos pro desafio literário. Pensei na Tati e no último post dela, em que diz: Eu revi minhas prioridades, meu riso ficou mais fácil.
Então fiquei mais leve.
Não é fácil ficar mais leve. As pessoas costumam passar por barras pra perceber que sempre fazemos tempestades em copo d’água. Eu faço muitas tempestades em copos de pinga, e só depois me dou conta.
Nunca dei uma volta tão rápida numa fossa.
Espero que as pequenas delícias do dia, como livros e sorvetes, possam aplacar mais vezes o coração apertado e assim, mais leve, eu consiga olhar melhor o lado bom da vida.

Bagel & Butterbeer – Lar doce lar

Fechadas as datas da viagem, passagens na mão, fomos atrás de estadia. Antes disso eu já tinha sondado alguns albergues, hotéis barateiros e o site do Airbnb, e concluído que alugar um quarto, ou um apartamento era a opção mais em conta para o trecho novaiorquino da viagem.

Sim, alugar através do Airbnb é, na maioria dos casos, mais barato que as opções tradicionais de estadia. Por isso, há uns tempos, a rede hoteleira tentou proibir o aluguel através do site em NY, as grandes empresas estavam se sentindo ameaçadas. Coitadas.
Williamsburg Bridge, do lado de casa

Williamsburg Bridge, do lado de casa

O Airbnb tem milhares de opções de cômodos. De um quarto dos fundos até um palácio [ok, não tem palácio em Nova York, mas tem isso aqui] então, tem pra todos os gostos, e você consegue pesquisar no site os mínimos detalhes da acomodação.
Funciona assim: você fornece a cidade, as datas e o número de hóspedes, depois o quanto está disposto a pagar por isso, por dia. Essa é a busca mais básica, mas depois consegue definir os bairros que mais te interessam, as comodidades como tv, internet sem fio e lavadora de roupas, etc.
Quando você encontrar um lugar que te agrade, precisa saber se é de confiança, afinal, o Airbnb sempre monitora os perfis pra garantir que a coisa seja real, mas sempre existe aquele caso das fotos não serem exatamente fieis ao lugar. Para atestar o nível de confiança de um host o perfil tem comentários, positivos e negativos, dos hóspedes, e as vezes as respostas dos donos. Depois que você faz o check out, o site manda email pedindo para você relatar sua estada, assim você ajuda mais gente a fazer uma boa viagem.
E antes de fechar, você pode mandar perguntas pro dono do lugar, aí você já consegue medir se o cara é bacana e atencioso. Eu entrei em contato com umas três pessoas, inclusive a dona de onde nos hospedamos, e ela foi a que respondeu mais prontamente, e de forma mais aberta. Já ganhou um ponto aí.
Se é seu primeiro aluguel talvez você tenha um pouco de dificuldade, por que assim como o viajante avalia a acomodação e o anfitrião, você também é avaliado. No primeiro aluguel, você não tem ninguém comprovando que é uma pessoa limpinha e bacana. Mas, é só ser simpático, dizer que é a primeira vez que está usando o site e mostrar que tem boas intenções que vai ficar tudo bem.
Tudo conversado, hora de fechar o negócio: Você paga para o Airbnb o valor integral da estadia, mas esse dinheiro só vai ser liberado para o anfitrião 24h depois do seu check in. Assim, se você chegar no lugar e não for NADA do que esperava, você entra em contato com o site, desfaz o contrato, pega o dinheiro de volta e… bem, aí você tem que se virar pra achar outro lugar pra ficar. As chances de isso acontecer são pequenas, se você prestou atenção nas avaliações já sabe mais ou menos o que esperar.
Nossa cama =]

Nossa cama =]

Na casa em que ficamos, pelas fotos, achei que o quarto seria um pouquinho maior, mas o espaço serviu perfeitamente para nós, nossas compras e malas. A anfitriã nos tratou muito bem, dava dicas de lugares e como chegar lá, fez com que nos sentíssemos em casa, e realmente, a impressão que eu tenho, é que agora tenho uma casa em NY, sempre que quiser ir pra lá. Se você ficou com vontade de se hospedar com a Lulú, esse é o quarto que ficamos, e a casa ainda tem mais um, maior. Ah, e você ainda pode alugar o apartamento inteiro.
Airbnb é uma ótima alternativa aos hoteis e hostels, vale a pena pesquisar, independente de para onde você estiver indo. Ah, e se você estiver com grana e indo para a Europa, veja se consegue se hospedar em algum castelo.