Adeus, e obrigado pelos peixes

Estudei a vida toda numa mesma escola (menos em Belo Horizonte, por motivos óbvios) desde o maternal até o 3º colegial. O maternal ficava numa casa bonitinha numa esquina de moema. Lá dentro aprendi a ler, escrever, brincar com amiguinhos e surgiram traços da minha personalidade que duram até hoje. Aquela casinha e seus tanques de areia contam parte da minha história e de muitas outras crianças. Ou melhor contava.

Quase vinte anos depois de sair daquela casinha eu comecei a ir a um bar de paredes verde-amareladas, com espadas, esfihas, Bigode e nerds. Lá o NOB chegou a seu ápice, gente que só se conhecia online ganhava corpo, voz e cerveja. Mas isso também acabou.


Antes do bar, mas bem depois da casinha eu comecei a ir pelo menos uma vez por semana ao cinema, do Cinemark ao Gemini. No meio dessa linha aquele cinema na Rua da Consolação, todo vermelho e bonito. Lá vi dezenas de filmes, e gostaria de ter visto muitos mais, tive conversas importantes, outras nem um pouco relevantes, comi pipoca, café da manhã, tomei coca cola, encontrei várias pessoas. Conheci várias histórias, sejam dos meus amigos, seja de um cineasta francês. Histórias boas, ruins, que gostei ou não. Mas agora essas histórias não serão mais contadas lá.

A escola virou padaria, o bar virou gráfica e esse ano o cinema vai virar loja.
Tudo vai virar lembrança, saudade, história. Toda vez que eu ou muitos dos cinéfilos de São Paulo descermos a Rua da Consolação sentido centro nosso coração vai apertar um pouquinho, lembrando de todas as películas que já correram pelos projetores e pensando que muitas dessas fitas estão desabrigadas, sem um cinema para exibi-las.

Assim como já agradeci ao El Malak, hoje agradeço ao Belas Artes por todas as sessões, diálogos, rostos e cenas. Muito obrigada.

Nos vemos mais uma, quem sabe duas, vezes para nos despedirmos numa última sessão.

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O doce veneno…

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Assim como eu, muitos dos meus amigos feitos via twitter trabalham em uma agência de mídias online, como eu não sou muito relevante na meritocracia informal da internet, eu nunca tinha sido chamada para ações, esse ano a coisa começou a mudar e aí fui chamada pro lançamento de um celular, e há umas duas semanas pra uma ação que eu amei!
Pra quem não sabe sou formada em Rádio e Tv, trabalho com propaganda, mas secretamente amo cinema e se pudesse, viveria disso. Sabendo disso, minha amiga Milena, de uma dessas agências, veio no msn, toda séria: Mafrinha, nós estamos fazendo a divulgação do filme da Bruna Surfistinha e queriamos te chamar pra uma ação que vai funcionar assim: Você vai assistir e ser figurante em umas cenas do longa, vai poder tirar fotos e ver de perto a filmagem. Topa? Eu só não gritei de alegria por que estava no meu ambiente de trabalho, mas fiquei felicíssima com a proposta, afinal estar de volta a um set de filmagem, depois de mais de ano sem chegar perto de um, é coisa linda de Deus. Fiquei mais feliz ainda quando soube que seria na Casa de Todas as Casas, no Love Story, uma balada/puteiro no centro de São Paulo.
Pois bem, dia 11 de outubro, 17h como a Milena tinha pedido, lá estava eu com quilos de roupas – afinal pediram pra levarmos opções de figurinos e eu adoro escolher figurino – 2 pares de sapato, mais o all star no pé, e toda minha empolgação pra ficar até as 4h da manhã. Como eu já estive em sets, sei que a ordem do dia não é lá muuito seguida, então já esperava sair de lá com dia claro, o que não aconteceu ainda bem, por que mesmo empolgada eu sou velha e tenho sono!.
Eram 200 figurantes, provavelmente um pouco mais de meninas que meninos, e muitas moças da casa, if you know what I mean, todas juntas e misturadas esperando pra sermos maquiadas, termos o figurino escolhido e então descermos pra pixta. Eu, Samuel, Lu Sabbag, Thiago que é chato e saiu mais cedo, bobo que é =P e mais tarde Dani Koetz, meu querido irmão, Mafra e a Nat Gunji que foi de abelhuda e não se jogou na pista com a gente.
Ficamos conversando, eu exibi minhas roupinhas, tiramos fotos, fomos maquiada por gente que entende do negócio [e amei] tivemos os figurinos escolhidos.
Aliás, sobre o figurino: acho que a figurinista não me achou com cara de mulher da vida – são os óculos – e deixou que eu ficasse de All Star nas filmagens. Eu quase dei um beijo na boca dela de felicidade! Eu era a única mulher lá com essa regalia!

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Então, com um vestido tomara que caia preto, maquiagem rosa, all star preto e muita putaria dancei até o chão [como a assistente de direção pedia sempre!]. Dancei com música, sem música, com bebida na mão, sem bebida na mão, com o Samuel, com meu irmão, com a Dani, com a Lu… Só não dancei com a Deborah Surfistinha Secco, mas até com o casal de amiguinhos dela eu dançei no final da balada [mas já chego lá!]
Dança um pouquinho, para um pouquinho, conversa um pouquinho descansa bem pouquinho. Lá pela meia noite liberaram a gente pra comer, e só não fomos feito uma manada de bufalos mortos de fome por que a produção deu uma organizada e liberou o pessoal de pouco em pouco pra não fazer muvuca. A comida estava bem boa, comi um macarrão de arroz, e outras coisinhas orientais bem gostosas, mas a fome era tanta que eu queria repetir, mas não deu. Droga! Mas a comida deu um novo gás pra todo mundo ali!
Depois do jantar foi o momento da gente brilhar no filme: A Lu foi posta no pole dance que inveja, vaca!, a Dani era a queridinha da produção e foi colocada logo atrás da ação principal da cena. Eu, Mafra e Samuel, que havíamos sido rechaçados pela produção, fomos fazer nós mesmo nossa fama: Primeiro fomos para o lado de fora da balada, onde iam rodar a cena em que a Bruna e suas amigas entram na festa. Quando o filme sair, reparem, no final da fila, um cara acendendo um cigarro e um casal discutindo. Somos nós três, fazendo nossa atuação digna de Oscar. Pena que descartaram minha melhor cena, em que dou um tapa no Samuel por olhar as sirigaitas furando a fila. Além disso, na hora em que rodaram a última cena da diária, nós três estavamos ali, no meio da pista dançando ao som do Thaíde, e quando olhamos pro lado lá estava o casal amigo da Bruna, dançando ao nosso lado, e a não ser que fosse um plano BEM fechado, o que duvido, nós aparecemos!
Depois disso tudo, a Dani confundiu a cabeça do Thaíde com flickrs, gtalks e internetices em geral, uma das figurantes foi quase levada embora por um ébrio em seu carro, só não foi por que ela cobrou R$2000 o programa e o cara não tinha esse cacife. Também vimos brigas e discussões de frequentadores assíduos da Love Story inconformados que não tinha festa aquele dia, além de criaturas bem bizarras, tipo um cara encardido, que por algum motivo estranho tinha a cara suja.
Ah! Quase me esqueci de comentar as criaturas bizarras da própria filmagem, que incorporaram tanto o clima de balada que vinham xavecar as meninas e outras figurantes. Vários facepalms pra eles.
Foi uma noite divertidíssima, claro que fiquei muito cansada, mas valeu a pena: vou aparecer no cinema, matei saudades de um set de filmagem, tive ótimas companhias e risadas.

DSC06099(2) Para verem mais fotos, podem ir no Flickr da Dani e no meu.

Flash ou Trashdance?

Eu costumo gostar de filmes porcarias, dançantes, ruins por que eles me fazem rir! Semana passada assisti Dirty Dancing e dei risada, adorei o filme, os personagens eram divertidos e faziam coisas estranhas. Hoje, vi Flashdance, outro clássico de dança, sensualidade e azaração. Mas a dança, sensualidade e azaração eram péssimos! Não dei uma risadinha! Falei no Twitter e todo mundo veio dizer que o filme é ruim mesmo, então vou explicar por que achei ele ruim, acima dos outros filmes dançantes dos anos 80.

As danças não são incríveis, claro que Alex tem seus rodopios bem feitos, mas eu preferi a patinação no gelo da amiga do que dela. Achei bem ok, e na hora do teste, quando “ela” faz o passo de break, eu fiquei com vergonha alheia, por que aquilo era obvia e descaradamente um homem. Todo mundo já sabia que era um cara, mas poxa… pega um magrelinho e de cabelo mais comprido! Ficou ridículo. Aproveitando que entramos na questão técnica, lembro de outra dança: a que ela faz em frente à tv. Uma hora ela está de lado pra parede de azulejos, outra hora ela está de costas. Não fez sentido algum, podiam ter montado o cenário de forma mais verossímil, não? Além daquela maquiagem de Gene Simons estar horrível.
Antes de falar sobre a Alex farei um breve comentário sobre a amiga loirinha cujo nome vocês já devem ter percebido, eu não lembro: Por que ela fica com o canalha do Zamzibar? Ela não tinha dado um chega pra lá nele? Ele não era filho da mãe com a melhor amiga dele? E mais, por que ela foi dançar peladona lá? Só pra ganhar mais? O que isso influenciou na história? Do meu ponto de vista nada, por que ela desapareceu depois que a Santa Alex foi salvá-la.

Agora a minha querida Alex… Ah, Alex… Você é péssima e não faz o menor sentido! Eu não lembro de nenhum diálogo relevante entre ela e o chefe em que ela não tivesse dando chilique, quebrando janelas ou fazendo a louca. Se eu estiver errada, por favor, me corrijam. Outra coisa: De “Perdoe-me Padre, eu tenho pensado muito em sexo” até “Oi ex mulher do meu bofe, eu isso aqui não é uma roupa de verdade” o que aconteceu? De menina pueril que confessa pro padre ela virou uma depravadona que fala em fuck his brains out no restaurante fino! Fora a cena zuper zexy dela comendo Lagosta. Eca. E mais: Por que ela começa a fumar de repente? Não havia uma bituquinha de cigarro até ela brigar com o chefe-namorado e acender um atrás do outro! Não acho que tenha a ver com a personalidade ativa-dançarina-ciclista dela. E por que mais pro fim do filme, quando ela está na pior, fumando e sem namorado, ela vai se confessar pro padre, mas ao invés disso chora litros? Oi, a amiga loirinha existe pra que? Só pra ser resgatada?

Além do que o final, finalzinho, última cena foi um lixo. Não falarei com mais detalhes por que se alguém não viu e ficou morrendo de vontade de ver esta pérola cinematográfica, não serei eu que estragarei a graça!

De forma geral acho que o filme não fez muito sentido. Até aí Dirty Dancing não faz, mas consegue ser engraçado desse jeito por que consegue dar a volta [de tão ruim fica bom] coisa que Flashdance não consegue em momento algum.

Let’s put a smile on that face!

E é exatamente isso que Batman Cavaleiro das Trevas faz com os fãs. O filme é todo bom, não sei se é por que não vou com a cara do Cristian Bale aquela boca dele me irrita, eu descobria num minuto quem era o batman só com aquele bico mas os vilões roubam muito a cena. Todo mundo tá falando horrores do Coringa – muito merecido – mas o coitado do Duas Caras se fode todo e ninguém fala nada dele. Mas vamos por partes!
Como sempre, gosto de esclarecer que nunca li nada e todos os meus julgamentos são baseados em filmes vistos antes e no desenho do Batman de queixo quadrado que passava na Warner nos sábados de manhã – junto com Animaniacs e Frakazóid.
O Batman acaba ficando meio apagadinho com o Coringa sendo marcante desde o primeiro instante que aparece na tela. Diga-se de passagem, lembro da primeira fala dele, e olha que não estava em nenhum trailer. E claro, a campanha viral também serviu pra deixar o sorriso do coringa bem marcado na nossa mente.
De fato, Heath Ledger tá fodão, mas ninguém falou muito do Aaron Eckhart, intérprete de Harvey Dent que mais tarde se torna o Duas Caras. Essa mudança no personagem que é muito boa, a forma como a vingança e a loucura entram no cérebro do promotor é assustadora.
O meu maior medo, e acho que de todos que participaram mesmo de longe de todo o ARG, era que o filme não fizesse juz a campanha promocional, mas Cristopher e Jonathan Nolan conseguiram fazer um roteiro à altura (estranho exigir que o cinema se equipare ao marketing, mas tudo bem). A história tem muitas reviravoltas, mas o espectador não se confunde trama em hora nenhuma. Não há nada sobrando, tudo foi na medida certa para contar ao público a loucaura de Coringa e Duas Caras, sem deixá-lo entediado com todas essas voltas da história.
Vale lembrar que a campanha viral não foi àtoa, um dos membros do Citizen for Batman, aparece no filme, fora todos os pseudo batmans que estavam à solta por Gotham.

ATENÇÃO ZONA DE SPOILERS!!!
Dois diálogos do Coringa com o Batman e um do Duas-caras com James Gordon merecem uma atenção especial. O primeiro acontece quando o Coringa é preso, o Batman vai até lá pra arrancar informaçõe sobre o paradeiro da mocinha e esfrega o piadeiro na parede, joga ele contra o vidro, bate com sua cabeça na mesa, e tudo mais que ele tem direito. O segundo, mais pro final, e particularmente o meu favorito, em que o Batman pendura o Coringa de cabeça pra baixo e ele fala sobre como o Batman não vai mata-lo e como ele não matará o cavaleira das trevas por que ele é “muito divertido”. Quando era pequena, vi um diálogo muito parecido, ou qualquer coisa do tipo no Batman do queixo quadrado, e nunca mais me esqueci daquilo, mas agora a conversa parece muito  mais fodona do que na época.
A conversa entre Duas-caras e Gordon acontece enquanto o primeiro ameaça toda a família do outro, explica para ele de onde e como funciona a sua loucura vingança.

Ah, e sobre o Heath Ledger merecer um Oscar póstumo, fico um tanto confusa sobre até que ponto é merecido e até que ponto é puxa-saquísmo das pessoa, mas isso é discussão pra outro post.

Aproveito e coloco os sites da campanha, tanto em português quanto em inglês pra quem ainda não brincou.
Why sou serious?
Por que tão sério?
I believe in Harvey Dent
Eu acredito em Harvey Dent
Citizens for Batman
Agora só quero aproveitar o deleite que foi ver o filme antes de todo mundo.

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Férias Frustradas

Provavelmente eu sou a única pessoa que conhece esse blog e que nunca tinha visto Thelma & Louise na vida. Mas descobri que não era a única que não sabia que o filme foi dirigido pelo Ridley Scott, pois é, o mesmo do Blade Runner e Alien.
No cinema, existem duas linhas sobre Road Movies: Uma que diz que road movies são todos que se passam indo de um lugar pra outro, navio, carro, bicicleta, tudo é válido. A outra diz que a tal da road é uma estrada interna, ou seja, os personagens passam por coisas que faz com que eles mudem, para o bem ou para o mal.
No caso de Thelma e Louise, as duas correntes de pensamento são válidas.


As duas vivem no Arkansas, Thelma é casada, e seu marido, Darryl, não é dos melhores: trata ela mal, reclama o tempo todo, não volta pra casa para o jantar. Louise é garçonete num café, namora Jimmy e chama a amiga dona de casa para um fim de semana pescando nas montanhas acho meio chato demais pescar, mah vamo lá.  
Porém, no caminho, Thelma, que é extremamente caseira, recatada, calma, enfim… uma esposa submissa típica, resolve que quer encher a lata num bar desses e estrada americana: cowboys, bebidas, dançinhas country e tudo mais. Nessas, ela conhece Harlan, dança com Harlan, bebe com Harlan, e numa distração da escolada Louise, Thelma sai da buatchi boate com Harlan. O cara tenta estuprar Thelma, mas por sorte Louise encontra com eles e bam, atira em Harlan. Bam, elas fogem, claro.
Passado o pânico inicial, elas começam a lidar melhor com a idéia de terem matado alguém e fugido depois. É aí que começa também a vertente road = estrada interna. A inocente Thelma, que em muitos momentos me fez pensar Meu Deus, é mais trouxa que eu! é a que mais muda, e aos poucos descobrimos mais e mais sobre Louise, que começa o filme toda fechada e dura. Acho que essa é a melhor coisa do filme: ver como uma série de eventos desafortunados pode fazer com que as pessoas mudem tanto, em tão pouco tempo.

Além disso, tem algumas ótimas cenas, como das perseguições policiais, e do maconheiro soprando no porta malas do carro de polícia. Ah, e a sequência final também é BEM legal!

Sex, friends, men, city…

Finalmente consegui juntar minhas gilfriends e fui ver Sex and the City.
Críticas mil foram tecidas desde antes da estréia até hoje, mas agora, vamos ver o que uma pequena Charlotte York tem a dizer sobre a película.

O filme é um episódio gigante, um fim de série digno – não que o fim da série não tenha sido bom o suficiente – para quatro personagens mais que dignas e seus amores, sejam homens, amigas ou família.
Feito para quem é fã da série, o filme não agradou muito os outros públicos, claro! Quem não acompanhava os dramas de Carrie Bradshaw e companhia não poderia entender uma parte do que se via na tela. Mesmo o amor da escritora por John James Preston Mr. Big, só quem viu as 6 temporadas, entendeu totalmente o que se passava na tela.
<Mimimi>Eu sempre soube que era a Charlotte, mas com o filme tudo ficou muito mais óbvio. Ela é conhecida por seu romantismo extremo, mas não é só isso que marca a personagem: No filme, vemos Charlotte defendendo suas amigas a unhas, dentes e lágrimas, tal qual eu faria, e faço quando necessário.</Mimimi>

Na verdade não é só Charlotte que defende as amigas, isso é uma característica das quatro. Antes de ser uma série/filme sobre homens, sexo ou a cidade, Sex and the City fala de quatro mulheres completamente diferentes, mas que se amam e nunca deixariam nenhuma de lado, e falam sobre suas vidas, seja lá o que isso implique. E acho que isso é o melhor, pelo menos para nós mulheres: nos reconhecermos em uma ou em todas elas, seja Carrie, Samantha, Charlotte ou Miranda.

Mafragafa SMASH!

O primeiro filme do Hulk foi tão ruim que decidiram apagá-lo da memória das pessoas dando ao gigante um novo começo. O Incrível Hulk que estreou esse fim de semana, é muito melhor que o primeiro, mas será que vai tirar Eric Bana da mente das pessoas? Espero que sim!
Lembrem-se crianças, estou escrevendo como leiga: alguém que nunca leu nenhuma história do Hulk, então não poderei julgar, por exemplo qual dos dois filmes fala melhor sobre o surgimento do cara.
Mas enfim, vamos aos filmes. Os dois contam como surgiu a mutação em Bruce Banner, no primeiro, a mutação é genética, no segundo, o cientista se submete por livre e espontânea vontade à radiação do experimento que ele está desenvolvendo.Mas as origens também são mostradas de formas muito diferentes: no filme mais recente, há apenas um resumo do que aconteceu com o personagem, durante os créditos, o que foi mais do que suficiente para que eu entendesse a história.

Nos dois filmes, o amor de Bruce Banner e Betty Ross fica claro ao espectador, mas no novo filme, o afeto e a relação dos dois ficam mais evidentes, principalmente na cena em que os dois estão na caverna(relaxa que não é spoiler, eu aviso quando for) ele, como Hulk, e ela assustada ao seu lado, querendo se aproximar, mas ainda com um certo medo. Depois que vi o filme no cinema nessa semana, assisti o Hulk de 2003 em casa, e fui fazendo algumas anotações malvadas, é claro, vou dividi-las com vocês da forma como elas foram anotadas no meu bloco de notas, com as explicações ao lado:

diálogos bizarros – agora não vou me lembrar qual especificamente, mas vários diálogos, principalmente os que envolviam o pai de Bruce, eram esquisitos e meio sem razão.
quer ser quadrinho – acho que todo mundo notou que vários cortes e sobreposições de imagens foram feitos para que fizesse referência aos quadrinhos, como as bordas pretas que dividiam a tela em duas, três quatro partes!
monstrengo tosco – o Hulk era horroroso! Ele não tem textura, parece de plástico, e aumenta eternamente de tamanho!
efeitos mal feitos – não preciso explicar, né?
danny elfman me perdoe, mas a trilha do deserto é bizarra – não é por que o personagem tá num deserto, nos ESTADOS UNIDOS, que a trilha tem que ter uma pegada árabe! Pelamordedeus!
ele derrete!! – Quando deixa de ser Hulk e volta a forma Bruce, o cara perde líquido! Derrete!! como se fosse um picolé!

Ok, não vou destruir completamente o primeiro filme: Jennifer Connelly estava muito melhor como Betty do que Liv Tyler. Já é de conhecimento geral que ela não é boa atriz, mas meu deus, como ela está beyond PÉSSIMA nesse filme. Fora que eu acho que ela enfiou alguma coisa naquele beiço dela, que o deixou maior que o normal. (se é que isso é possível)

Nesse novo filme, nada falta e nada sobra: brigas, diálogos, romance, monstrengos, vilões ou seres estranhos. No último Nerdcast, que tratou sobre o verdão, um dos caras falou que  Edward Norton queria mais tempo de filme, colocando mais diálogos e tornando-o mais cabeça. Adoro o Edward Norton, mas se isso acontecesse, o filme ia perder parte da graça.

O início do filme se passa na favela da rocinha e numa fábrica de Guaraná nojentamente amarelo, onde Bruce Banner trabalha. O uso do ambiente foi muito bom, só uma coisa me desagradou: A dublagem mal feita dos trabalhadores da fábrica. Provavelmente os atores eram americanos e inseriram uma dublagem mahomenos em cima da voz dos caras, mas nem Discovery Channel faz dublagens tão ruins atualmente! Nada é muito inovador ou surpreendente na forma: fotografia, direção, planos, tudo bom, nada incrível. Mesmo por que, um filme da Marvel não pretende nada disso.
De qualquer forma, vale muito a pena ver o filme, mesmo não conhecendo o personagem, como eu. Principalmente pela cena que descrevo a seguir na…

ZONA DE SPOILERS® (Cuidado você burro que não viu Homem de Ferro)
Uma das melhores partes do filme, em que eu tive espasmos na cadeira, foi quando Tony Fucking Stark entrou em cena para falar sobre “um grupo que está se formando” e que estão juntando forças e o mesmo blá blá blá da cena pós Homem de Ferro, fora as ironias do dono da Stark Industries, que são muito boas, claro!

Se você quiser se divertir mais com o filme recém-lançado, assista o de 2003, só pra comparar.