Pela estrada afora

Não gosto de estar parada. Aguardar uma resposta, esperar uma decisão, simplesmente ficar inerte não combina comigo.
2014 foi um bom ano porque a Bagel & Butterbeer AT me pôs em movimento, me motivou a manter um emprego ruim, a economizar, a planejar.
Ter uma meta aquieta meu coração.
2015 começou com uns tropeços, que deixaram as metas do ano nebulosas, com isso perdi o caminho, fiquei parada de novo. A deprezinha começou a bater e eu já fiquei com raiva do ano, de mim, e aí entendi que o problema era esse: ter perdido a estrada.
O horizonte continua cheio de nuvens, mas sei que ele está lá, e eu vou voltar a andar por essa estrada.
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61 dias sem consumo – Boa menina!

Nesse segundo mês me comportei melhor, ainda assim, cometi alguns deslizes.
Na metade do mês a Let, da Cozinha da Matilde, fez uma venda de garagem pra se desfazer de um monte de coisas que tinha paradas na casa dela. Aproveitei e fui desapegar do que eu tinha parado aqui em casa também. Mas chegando lá achei algumas coisas irresistíveis. Acabei levando pra casa, um total de R$12, de itens entre R$3 e de graça, são os itens aí da foto, mais uma camisa pra cunhada e um cachimbo pro irmão. Resisti a itens de casa/cozinha, a aventais maravilhosos, a roupas lindas.

Comprinhas na Matilde

Comprinhas na Matilde

Antes do bazar tinha fechado todos os presentes de Natal, sem maiores brigas! Também participei de um amigo secreto de chinelos havaianas, então tive esse outro presente para comprar. Mas agora acabou.

Depois disso, meu único consumo tem sido a comida. Ah, a comida… Esse negócio tá virando um ano comprando muita comida, não um ano sem consumo.
Preciso maneira na gulodice, urgente.

Dezembro é sempre um mês fora do comum, em muitos aspectos, todo mundo sai da dieta, todo mundo come mais, bebe mais, fala mais, e claro, compra mais que o normal.

Janeiro já começou, e vamos a mais 30 dias sem comprar muito!

Retrospectiva – Livros de 2014

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Nunca fiz nenhuma retrospectiva na vida. Não escrevi muitas resenhas nesse ano. Mas li 22 livros em 2014, fora 2 gigantes começados, que só serão terminados em 2015. Acho que fiz uma ótima média, para alguém que há dois anos não lia mais que 5 livros ao ano.

De 2013 pra cá que descobri o quanto ler é delicioso, no ano que me comprometi a ler 12 livros e cheguei aos 15.

Em 2014 não estabeleci um número ao certo, queria fazer 24, dois por mês, mas acabei não conseguindo, principalmente por conta da viagem, pra onde eu até levei dois livros comigo, mas coitados, nem saíram de dentro da mala. Além dos livros que eu queria ler, digamos, por vontade própria, me comprometi com o Desafio Literário do Tigre. Segui bonitinhos os temas que a Tati criou e esse ano vou entrar de novo no desafio. O formato está diferente, mais fácil pra eu seguir nesse ano, que será bem diferente de todos os anteriores [mas isso é outro assunto].

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Estou com uma pilha de livros novos, livros velhos, livros emprestados, livros em inglês, livros em português, livros grandes, livros pequenos, livros! Milhares de livros! Milhões de livros! Que venha 2015!

Carmita

Se é verdade que, ao morrermos vemos toda nossa vida diante dos olhos, eu não sei. Mas sei que, quando alguém querido morre, nós relembramos toda a nossa vida com ela.
As mãos cruzadas no colo, os olhos azulíssimos, o cabelinho arroxeado, sempre bem cuidado, “quer cerveja?” “só um pouquinho”, ” obrigada pelo envelopinho, vó”, o pé empurrando a cadeira de balanço, os vestidinhos de botão, a pele fina, o riso agudo, “ai credo, não tira foto minha!”.

A vida é feita de ciclos mesmo. Quando pequena lembro vagamente da morte da minha bisa. Agora, quem perde a bisa, e não entende bem, são meus sobrinhos. Depois de mais de 90 anos nessa terra, a Carmita foi descansar.
Beijo, vó.

30 dias Sem Consumo – A vida não é fácil

Primeiro mês do meu ano sem compras, e não foi nada fácil.
Acabei comprando bastante coisa pra mim, pra alguém que não deveria comprar nada, e ainda caí em algumas tentações.
Primeira tentação: comida. Gastei muito com comidinhas, lanchinhos, cafés, jantares, etc. Sempre soube que esse era meu ponto fraco, mas a coisa foi tão grave que acabei perdendo o controle dos gastos.
Segunda tentação: presentes de natal. Com a “desculpa” de resolver presentes de natal, acabei comprando muitas coisas, presentes errados até. Depois de uma compra absolutamente desastrosa na Imaginarium, me assustei e fiquei bem menos afoita pra resolver isso. Preciso trocar um produto que comprei pro sobrinho, mas a questão é: trocar pelo que? Presente pra outra pessoa eu não encontrei quando fui à loja, então pode ser que não consiga. Algo pra mim então? Não devia, mas…
Terceira tentação: Black Friday. Ah, esse final de semana infernal, em que tudo que você estava querendo, pensando, e estudando comprar está com preços bons. Acabei fechando mais uns presentes de natal – dessa vez de forma assertiva – e comprei pra mim um livro que já ia comprar mesmo, independente do ano sem consumo. O Livro do Bem, da Ariane e da Jéssica.

Além dos livros, queria mandar revelar fotos, por conta da viagem e de que eu queria fazer um álbum sobre ela. Fechei um pacote de fotos que só irei revelar ano que vem, quando juntar mais algumas imagens legais. Outra coisa que sondei na Black Friday foi um equipamento pra fortalecer o ombro, que será útil no ano que vem. Digo sondei porque mandei gerar o boleto da compra e estou vendo se o preço subiu, coisa que não aconteceu até agora. Ou seja, eles fizeram aquela história da “metade do dobro”, me fizeram acreditar que o preço estava incrível na BF, mas era menitra. Então não fechei a compra, ainda.
Quarta tentação: O McLanche Feliz. Sim, eu sou maluca por Mario e quando vi que ele seria a lembrancinha do mês no McDonald’s chorei de desgosto. No fim das contas comi dois lanches com o objetivo de pegar os brinquedos: o primeiro foi um Donkey Kong pro namorado, o segundo foi o Mario saindo do cano, pra mim mesma. Minha coleção aumentou graças ao namorado, que também comeu e pegou duas lembranças pra mim.
Acho que o McLanche feliz foi mesmo meu maior deslize. Ainda penso nele com um pouco de culpa, mas estou tentando relativizar (eu precisava mesmo comer, e estava na fúria de McDonald’s)
Agora que passou Black Friday, que já comprei os presentes todos, que não tem mais bonequinho do Mario. A coisa será mais suave.
Eu acho.

Bagel & Butterbeer – Leve o meu dinheiro!

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Meu último post foi sobre como vou passar um ano todo sem comprar. E agora, logo o post seguinte, é sobre os lugares mais legais pra você gastar em Nova York. Eu sei, parece meio bipolar, mas se você pensar, faz muito sentido… Minha última esbórnia de compras foi lá nos EUA. Voltei pra casa, voltei pra uma nova realidade, então, por favor, não me julguem.

Vamos ao post

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Uma vez na América, você vai querer gastar seu dinheiro. Claro, há exceções: mochileiros que vão pra lá com 100 dólares no bolso e fazem uma ótima viagem também. Mas eu trabalhei um ano inteiro pra conseguir comer tudo que tivesse vontade, e comprar artigos que não acho no Brasil [ou que são vendidos pela hora da morte], e não precisar contar dinheiro para um táxi de emergência no último dia. [Isso aconteceu em Buenos Aires, na minha primeira viagem, e graças a gentileza de duas brasileiras eu e minha amiga chegamos sãs e salvas no aeroporto pra voltar pro Brasil]

NY é uma cidade pra todos os gostos, e as compras que você consegue fazer por lá também agradam a todo tipo de gente. Desde menina ligada às últimas tendências da moda até o nerd que coleciona toy art. Eu me encontro flutuando entre esses extremos, e aí vão algumas lojas que conheci na cidade e para as quais só queria dizer:

$$$

Primeiramente: Brinquedos. Algumas lojas são o paraíso das crianças, grandes ou pequenas.
Toys’R’Us: essa rede está espalhada por várias cidades americanas, mas a loja da Times Square é a mais famosa. A loja é ENORME. Tem uma roda gigante. Tem um dinossauro que se mexe. Tem um monte de bonecos de LEGO em tamanho real. Ah, também tem MUITOS brinquedos pra comprar, você se sente criança de novo, sem brincadeira. Você olha tudo aquilo e sente vontade de abrir todas as embalagens e brincar com tudo aquilo. Ah, também tem uma sessão enlouquecedora de açúcar e doces.
Há também a Babies’R’Us, com coisas só para os nenéns, mas andei bem pouco por essa sessão, que parece tão completa quanto a dedicada aos grandinhos.
FAO Shwartz: Essa loja fica na 5ª Avenida, atrás do cubo da Apple, e é uma loja bem clássica. Tem menos opções de compras que a Toys, mas tem dois pontos bem positivos:
1- Se você cresceu com o Tom Hanks tocando o piano gigante, vá lá. É nessa loja e eles tem um piano gigante, no segundo andar, pra você se deleitar. E por 50 Obamas você pode levar um teclado desses pra casa [menor que o da loja, tá?]
2- Se você ama os Muppets, lá tem uma área em que você monta seu próprio Muppet. Aí a brincadeira é mais carinha, cerca de 100 dólares, mas é divertido!
Vale a visita, mas me senti mais num paraíso na Toys.
LEGO Store: A loja no Rockefeller Center é deliciosa. Você pode montar seus próprios bonecos LEGO, e comprar peças em cores diferentes de baciada. Comprei lá um DeLorean, com o Doc Brown e o Marty McFly. LEGO você acha pra vender em praticamente qualquer loja da cidade, mas a loja da marca tem opções diferentes, e aqueles kits enormes das várias franquias. Os atendentes são super simpáticos e prestativos.
Nintendo World: Esse é outro paraíso. Eu não sou fã de video game, sou fã da Nintendo, e principalmente, fã do Mario. Infelizmente chegamos na loja quase na hora do fechamento, então acabou sendo um pouco corrido, mas deu pra ver as centenas de produtos licenciados da marca. Carteiras, camisetas, pijamas, jogos, bonecos de colecionador. Além dos jogos em si, e do Wii U.
Ah, eles tem um mini museu dos consoles da marca, desde o primeiro até os mais atuais, e alguns itens raros e de colecionador. Eu queria tudo naquela loja! Até as sacolas eram legais! E os vendedores também, eram legais, mesmo sendo os últimos clientes na loja, atrasando a saída deles.
Forbidden Planet: Não é loja de brinquedos, mas diverte os adultos fãs de cultura pop e nerdices. Encontramos essa loja sem querer, andando pela Broadway, logo no primeiro dia de viagem. Camisetas, dvds, toy art, action figures, Funko Pops. Cinema, series de tv, quadrinhos, desenhos animados, video game, anime, livros. Ufa! A loja é ótima.
Disney Store: Acho que se disser que mais alguma loja é um paraíso, vocês não vão mais acreditar em mim, mas essa loja é incrível! Ouso dizer que tem uma variedade maior de produtos do que as lojas dentro da própria Disney. Como uma imagem vale mais que mil palavras, fiquem com essa foto minha nesta maravilhosa loja para entenderem do que eu estou falando.
Criança Feliz

Criança Feliz

 
 Agora é a hora que eu deveria me acabar falando de roupas. Porém, diferente do que eu e o namorado esperávamos, comprei bem mais bugigangas inutilmente nerds do que roupas, pelo menos em NY. E tem outra: Loja de roupas nos EUA todo mundo conhece umas 15 na ponta da língua. Portanto vou falar só da marca que eu adoro – e que o namorado conheceu na viagem e também adorou.
Uniqlo: a marca é japonesa e existe em algumas das maiores cidades do mundo. Diz a lenda que está fazendo pesquisas pra vir ao Brasil em breve. Enquanto isso, namoro os itens pela internet.
As roupas misturam clássicos, como casacos de tweed e sobretudos, e coleções especiais moderninhas, com referências de artes plasticas [Andy Warhol e Robert Mappelthorpe – aquele do livro da Patti Smith] e até uma parceria com o Pharrell na última coleção.
As roupas masculinas são bem legais também, e seguem essa mesma linha, meio moderno, meio clássico.
Curiosidade: diferente do Brasil, lá eles devolvem seu troco certinho, centavo por centavo. E é bem vindo você colocar essas moedas de volta em circulação. As moedas lá são bem estranhas: a menor moeda é de 10 centavos, não de 1, como era de se esperar. E a de 50 centavos é maior que a de 1 dólar. Vai entender! E elas ainda tem apelidos, olha só:

Moedas

Penny – One cent – 1 centavo
One Nickel – Five cents – 5 centavos
One Dime – 10 centavos
Quarter Dollar – 25 centavos
Half Dollar – 50 centavos
One Dollar – 1 dólar

365 dias sem comprar

De uns anos pra cá tenho me tornado mais consciente quando o assunto é consumo. Tenho muitas roupas, e com o tempo fui dando, doando, trocando algumas delas. Ainda assim tenho bastante coisa. Eu tenho um grande apego com a maioria das peças: ou foram presentes, ou me lembram momentos marcantes, ou são daquelas coringas e que acho lindas, e uso até estragar.

Quando comecei a planejar a viagem sabia que compraria muita coisa – roupa ou não – nos EUA, então passei a economizar dinheiro, e abrir mão de comprar coisas por aqui, para concentrar as compras lá fora. Com isso, comprei bem menos coisas, me lembro de ter comprado uma sapatilha deliciosa por um preço bacana, uma jaqueta ~de couro~ que vinha sonhando há dois anos, uma bermuda pra fazer pilates/corrida, uma calça verde que era linda demais pra ficar pra trás e algumas outras coisas nesse estilo.
Com essas compras, e a viagem, meu armário está lotado de peças novas. Depois de desfazer as malas, fiz a limpa no armário tirando roupas que não usava há tempos, roupas que tenho menos carinho, roupas velhas, roupas que comprei-uma-peça-que-tem-a-mesma-função-que-essa. Nessas, liberei um gavetão enorme, inteiro.
Aqui, exemplos de compras desmedidas feitas na gringa

Aqui, exemplos de compras desmedidas feitas na gringa

Daí, que enquanto estava lá fora, exatamente por comprar muitas peças novas, percebi que poderia, facilmente passar um ano sem comprar mais roupas. Eu não preciso de mais nada, só me sinto tentada vez ou outra. E essa é a grande coisa desse desafio que estou me propondo. A gente sempre diz que PRECISA daquele sapato LINDO, ou daquele vestido FOFO, mas é mentira, e a gente sabe.
Comecei a ler os posts da Marina e da Lu Monte sobre o ano delas sem consumo pra me inspirar.
Teoricamente era pra eu ter começado logo que voltei, dia 1/10, mas aí comprei um livrinho aqui, umas canetinhas ali, um joguinho acolá, e na prática a brincadeira não começou. E não dá pra começar sem regras.
Eu nem ia fazer posts no blog sobre isso, mas acho um assunto interessante, e assim, com cobrança pública, fico mais atenta às minhas atitudes.
O interessante é que cada um faz suas regras. Cada um consome muito de uma coisa específica: roupa, sapato, bijuterias, livros, cds. Então cada um sabe onde o calo aperta. E qual a necessidade de comprar ou não algum artigo. E também não é pra eu sofrer por causa disso, é pra ser um desafio, sim, mas não estou me punindo por nada.
Chega de enrolar. Aí vai minha lista de regras.
 Não pode
.Roupas (incluindo lingerie, meias e meia-calças);
.Acessórios (bijuterias, sapatos, bolsas);
.Avental;
.Creme pra cabelo;
.Maquiagem;
.Esmalte;
.Eletrônicos;
.Dvds;
.Utensílios de cozinha e enxoval em geral.
 Pode, pero no mucho
.Livro (limite de 1 título por mês SE a pilha de livros estiver baixa/zerada);
.Tatuagem (desculpa, a fila de desenhos tá enorme, e precisa andar);
.Medicamentos e higiene pessoal (inclusive hidratante, porque minha pele é uó, e nessa seca não dá pra viver)
.Material pra receitas;
.Peças de roupa pra reposição: eu vivo com estoque baixo de calças jeans e lingerie, então de tempos em tempos as coisas precisam ser trocadas porque ficam impossíveis de usar (uma calça está querendo furar, vamos aprender a lidar);
.Serviços: Cabelereiro, compra e revelação de filmes, restaurantes, shows, peças de teatro;
.Experiências: o nome roubei da Lu Monte e acho pertinente. É tudo aquilo que faz você feliz: tomar um café com amigos, uma cervejinha, viagens, passeios, etc.
Ok, a lista de compras ficou meio grande, mas são exceções, e em sua maioria são bens não duráveis, ou não palpáveis. A regra da coisa pra mim é NÃO ACUMULAR. E me fazer pensar, na hora de sacar a carteira. Preciso? Está mesmo na lista do Pode? Porque comprar agora? Não pode esperar?
Hoje é dia 5, mas já comecei dia 1 de novembro. Até 31 de outubro de 2015, vigoram essas regras. Valendo!