Mafrinha foi ao Piauí

Na verdade não, nunca estive no Piauí, mas saí na revista Piauí deste mês!
Estou me sentindo levemente babaca por ter pago R$7,90 na revista pra agora descobrir que a matéria na qual sou citada está on-line.
Tudo bem, nem pagava um almoço esse preço mesmo!
Mas enfim, “A estudante Elisa Mafra, de 20 anos” é citada diversas vezes no decorrer da reportagem que fala sobre a Silly Walk evento que eu participei e contei pra vocês por aqui mesmo.
Além de mim, outros walkers foram citados, como o Tiago e o Schias, organizadores, divulgadores etc. da caminhada.
Pra quem quiser ler a matéria, toma aí:
Assim caminha a humanidade

No escuro


Como esse é um blog democrático – ou eu simplesmente sou muita facinha – aceitei as exigências sugestões dos meus amigos de postar aqui sobre o trailer do Blindness, o novo filme do Fernando Meirelles.
Pra quem ainda não viu, põe aí pra carregar:

Viu? Então vamos ao que interessa!
Esse é só o primeiro trailer. Acho que se fosse só por ele não me empolgaria muuito pra ver esse filme. Não mostra nada – o que acho bom – mas também não provoca muito o espectador.
É legal pra ter uma idéia da estética do filme: muito branco, cores dessaturadas, tudo muito claro e estourado.
Mas como disse meu amigo, acho que não tem muito dedo do Meirelles nesse trailer. Fato. E faltam muitas partes da história, então, nada de pânico, crianças!
O site ainda não tem nada, mas também dá uma idéia da estética.
O negócio é agüardar as próximas notícias, posts no blog, e a estréia do filme em maio nos festivais pelo mundo.

Qual é a música?

No ano passado foi criado o Flash Pops, perfeito para testar sua memória auditiva, e seu conhecimento em cinema também, claro! O esquema é o seguinte: você dá play e tenta lembrar de onde conhece aquela música. Simples assim, o jogo conquistou os cinéfilos.

Daí surgiram várias outras vertentes, dos mesmos criadores do pioneiro, ou não. Um exemplo é o jogo que venho mostrar pra vocês:


No site NOSTALGIando você deve tentar descobrir os nomes dos desenhos animados cujas trilhas são tocadas. Me mandaram hoje de manhã um link, e agora à noite já tinha a 2a versão! As duas muito boas.
Pra jogar é só clicar nas imagens abaixo =)

Post meio menina que joga, néam?

More Campus Party


Cheguei em casa já faz várias horas, mas por pura preguiça não tinha vindo postar aqui ainda o resto das minhas peripércias na Campus Party.

Depois que saí do stand da Telefônica perambulei um pouco mais: fui pro stando do limão, só pra sentar nas cadeirinhas legais que eles tinham lá, mas como não consigo entender o funcionamento do site deles, desencanei e fui embora com um mouse pad, que estava sendo usado de leque. Dei um tempo no stand da TAM, ao lado de um Wii que dali uma hora seria aberto pro público jogar, mas como estava entediada, saí andando e perdi meu lugar na “fila”… então, fiquei sem jogar, mas o que me consola é que os brindes pra quem jogava tinham acabado, então não foram duas perdas numa só tacada. Dali andei um pouco mais e acabei voltando pro Kung Fu e tinham dois nerdões munidos de light sabers! Demais!


Depois joguei dominó (vermelho) com um deles num stand muito legal com “jogos Boêmios” do Salve o Jorge. No meio de todos os jogos eletrônicos uns clássicos como Futebol de Botão e Damas são bem legais.


Falando em jogos, brinquei num outro treco e ganhei da menina de 10 a 9! É tipo PONG só que mais muderno, muito mais muderno, claro!


Como a entrada era grátis, e era um sábado ensolarado, era só uma questão de tempo praquilo lotar de todo tipo de gente, mesmo! Os nerds foram diluídos na multidão. Me pergunto até se todo mundo que tava lá sabia que que estava acontecendo ou se eram só curiosos. Tinham muitas crianças perambulando e achando o máximo tudo aquilo.


Fui embora umas duas horas depois de chegar por que aquele andar é meio limitado, ainda mais com tanta gente tentando enxergar as demonstrações, vídeos e afins. Mas valeu à pena, apesar de não ter acesso aos melhores stands ( tipo do flickr) e não interagir com nenhum campuseiro, nem escrever o endereço do blog no braço, foi divertido! Se tiver a chance, da próxima vez não vou desperdiçar, e farei tudo que tenho direito!

Pra variar, mais fotos no Flickr!

Sweet & Sour


Juno é o filme hype da vez. E assim como o hype do ano passado, Pequena Miss Sunshine, está concorrendo ao Oscar, em 4 categorias diferentes. Mas falemos do Oscar mais pra frente. Vamos à Juno.

O filme leva o nome da personagem central da trama, interpretada por Ellen Page. Juno engravida de seu melhor amigo, Bleeker (Michael Cera) e resolve dar a criança para adoção. Os pais escolhidos são Vanessa e Mark, interpretados por Jennifer Garner e Jason Bateman. E por aí corre a história.

Olhando assim parece extremamente simples… e é! A grande graça do filme está nos diálogos, eles são rápidos – não ao nível Gilmore Girls que quase causam convulsões no público – e sagazes. Nada fica sem resposta, o sarcásmo nunca é deixado de lado, até a técnica do ultra-som tem que engolir suas palavras. Juno é a campeã das ironias, mas o atendente da farmácia, logo no início do filme, também tem ótimas tiradas com a garota e seu terceiro teste de gravidez. Além dessa sagacidade dos diálogos, há uma fofura no ar, que nos encanta mais ainda durante o filme e faz com que nos envolvamos cada vez mais com a história de Juno.


Juno foi escrito por Diablo Cody, que já foi stripper e escreveu um livro sobre sua vida noturna, um sucesso de vendas. Aí você pára e lembra de um caso parecido aqui dos trópicos… Diferente da Bruna Surfistinha, Diablo tem mais 3 roteiros a serem filmados no ano que vem, e também trabalha junto com Steven Spielberg na série The United States of Tara.

Juno foi o primeiro roteiro escrito por ela e foi indicado ao Globo de Ouro e ao Oscar. Difícil julgar racionalmente se ganhará ou não o prêmio da acadêmia, pois dos outros indicados só vi Ratatouille. Assim, às cegas, digo que tem chance, pois a história é bem interessante e o personagem central é muito bem trabalhado. Juno parece ser muito segura e ter tudo sob controle, mas numa conversa com seu pai percebemos que assim como qualquer adolescente, ela é frágil e tem seus questionamentos.

O diretor Jason Reitman ficou conhecido pelo seu filme anterior, Obrigado Por Fumar, e assim como a dois anos atrás, realizou um bom trabalho. Nada incrível ou surpreendente, bom. Concorrendo com os irmãos Coen e Paul Thomas Anderson, diretores já consagrados, fica bem difícil de vencer a disputa. Os outros concorrentes são fortes e já têm nome, então, assim como Pequena Miss Sunshine ano passado, acho que apesar do filme ser ótimo e diferente do que temos por aí, não deve levar o homenzinho dourado.

A outra categoria a que o filme concorre é de melhor atriz. Ellen Page faz um ótimo trabalho como Juno, mas concorrendo com outras grandes atrizes, como Cate Blanchet a disputa é quase injusta. Ela é a grande graça do filme, é encantadora a forma como a personagem se desenvolve com o passar do tempo e dos pequenos desafios que a gravidez representa.

Todas as indicações de Juno aliás são de certa forma injusta, pois apesar de ser um ótimo filme, que venceu diversos festivais pelo mundo, não tem força pra concorrer com os gigantes do Oscar. Mas acho que só a indicação já é válida, afinal das centenas de filmes lançados pela indústria americana no último ano, são poucos os que chegam a uma indicação.

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Avaliação final: Ótemo! *****

*Explicação do critério da nota:
Uma merda!—–*
Nhé…————**
Mahomenos —–***
Bão! ————-****
Ótemo! ———-*****

(mudei um pouco o critério da nota por que tava meio dúbio)

Up for a shave?

Graças à uma promoção do Omelete eu consegui um par de ingressos para assistir a uma Pré-Estréia de Sweeney Todd – O barbeiro demoníaco da Rua Fleet.
Estava muito animada pra ver esse filme, é uma mistura de tudo que eu mais gosto no cinema: Johnny Depp, Tim Burton e musicais. Tinha medo de minhas expectativas estarem tão altas que me frustraria em dois minutos de filme. Por sorte isso não aconteceu. Não era tão perfeito quanto eu imaginava, mas não fiquei totalmente desapontada. Não é o melhor filme do diretor, mas também não é o pior.

O primeiro musical da carreira do elenco principal e do diretor Tim Burton, e ele não faz sua parceria costumeira na trilha sonora com Danny Elfman. Talvez por isso as músicas tenham deixado um pouco a desejar. São 20 músicas em cerca de 2 horas de filme, e muitas delas se repetem, ou seja, mesmo para um musical, haviam muitas músicas (música, música, música).
Vamos aos meus destaques: A primeira cantada por Depp e o jovem Jamie Campbell Bower “No Place Like London” e o dueto de Depp e Alan Rickman “Pretty Women” essas são as melhores do filme. Outras músicas muito boas são as cantadas por Helena Bonham Carter, as duas mais divertidas do filme: “The Worst Pies In London” e “By the Sea”. Aliás, a cena da segunda é muito engraçada, destoa do resto do filme em cores, expressões e felicidade.
As outras músicas são boas, mas uma delas, “Johanna”, se repete tantas vezes, que você tem vontade de bater no garoto, o mesmo Jamie Campbell Bower da primeira música.


Sacha Baron Cohen, a.k.a. Borat, faz uma participação especial, e claro, muito engraçada. Foi só ele aparecer na tela que risadas foram ouvidas na platéia. Ele interpreta Pirelli um barbeiro italiano muito figura.


Johnny Depp interpreta Sweeney Todd, e o faz muito bem, mas esse não foi o papel que mais exigiu do ator nos últimos tempos. Talvez por estar sempre com a testa franzida e louco por vingança. Assim como o pirata Jack Sparrow, o barbeiro é carismático, você simpatiza com ele e sua vingança sangrenta e torce para que dê tudo certo.
O final (sem spoilers!) é um pouco previsível, só não vou dizer se é feliz ou não, por que daí já é demais!

Agora avaliemos o Oscar, afinal ele concorre em 3 categorias.

Melhor Ator – Johnny Depp: Ele, como já disse está bem, mas nada muito exorbitante. Acho que se não ganhou por Jack Sparrow, nao será pelo barbeiro demoníaco.

Melhor Direção de Arte: É muito boa, mas já vi melhores. As navalhas são muito bonitas, mas um objeto não faz Oscar.

Melhor Figurino: O figurino é muito bonito, todo escuro, assim como todo o filme, mas é possível identificar detalhes, texturas e etc.. Como os outros concorrentes parecem fortes (embora não tenha visto nenhum) não sei se leva.

Injustiça: Acho que a maquiagem foi o melhor, porém, não foi indicado nessa categoria. Todo mundo é branco feito cadáver, com olheiras enormes, mas por exemplo Sewnney Todd tem um leve vermelho embaixo dos olhos, vemos a mudança de um dos personagens, já mais para o fim do filme, através da maquiagem também. Fora a mechinha branca do Sweeney Todd que é uma graça. =P

A lista completa dos indicados ao Oscar está aqui.

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Avaliação final: Bão! ****

*Explicação do critério da nota:
Uma merda!—–*
Nhé…————**
Dá pro gasto… —***
Bão! ————-****
Ótemo! ———-*****

Eu coração São Paulo


Conheço muito pouco dessa cidade que tem 1000 Km², conheço pouquíssimos de seus 10 milhões de habitantes (menos ainda dos 20 milhões da Grande São Paulo), mas tudo e todos são apaixonantes. Se não fosse a cidade não teria esses números enormes. Se não fosse, todos os que chegam aqui não ficariam, não voltariam, não trariam amigos, filhos, pais, irmãos.

Ao mesmo tempo que é massacrante, grande, concreta, dura, cinza, São Paulo é acolhedora, para alguns aconchegante. Há quem não se sinta em casa em qualquer outra cidade, campo, praia, nada é tão bom quanto a poluição, movimento da capital.

Existem São Paulo pra todos os gostos. Cinemas, museus, bares, parques, ruas calmas, ruas agitadas, comércio, teatros. Tudo que você pensar, pode encontrar aqui, é só procurar um pouco. Tem lugares para ir com amigos, pais, primos, namorados. Programas para manhã, tarde, noite, madrugada, e até rolê eterno. Numa cidade que tem uma praça em cima de uma caixa d’água, um sebo em baixo da Avenida Consolação e mais outras esquisitices perdidas por aí, tudo é possível.

São Paulo me dá arrepios. Se ela é caótica hoje, como será no futuro? A cidade é um espelho da bagunça do mundo moderno, impossível saber quanto tempo isso vai durar, o trânsito, a correria, a poluição. É como se a cidade fosse um de seus moradores: sempre correndo atrasado, trabalhando de dia, saindo a noite, bebendo, fumando, entupindo seu corpo de males, mas tudo está bem até o colapso.

Não quero dar lição de moral, não estou aqui pra isso, mas temos que ajudar nossa cidade (também) maravilhosa a respirar, a não enfartar. Ela tem só 454 anos, é jovem e ainda tem séculos pela frente.


Paulistanos, de alma e coração, provem seu amor por essa cidade imensa e andem mais de bicicleta, peguem carona, não joguem lixo na rua, não passem no sinal vermelho, não buzinem à toa, comprem carros à gás, ceda seu lugar à gravidas, idosos ou portadores de deficiência física. Qué dizê! Sejam bons cidadãos, respeitem a cidade e seus outros moradores.


Eu (L) SP!

São Paulo por:
Demônios da garoa
Fernanda Abreu
Inocentes
Sílvio Caldas
Premeditando o breque (premê)
Tom Jobim
Tom Zé