Bagel & Butterbeer – Walk In New York

Eu podia fazer um texto dizendo como Nova York [sim, escrevo esse nome meio português, meio inglês, porque Iorque é feio demais] é incrível, e sobre como quero voltar pra lá, mas acho que isso já ficou claro em muitos filmes, textos e blogs por aí. Vou contar, em vários textos, sobre o que vi na ~Big Apple~, e sobre como foi a viagem em geral.
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Nova York  é uma cidade imensa. Apesar de ser baseada numa espécie de ilha, cabe muita coisa em Manhattan. Muita. Coisa. Quando comecei a planejar a Bagel & Butterbeer American Tour achei quem uma semana em NY seria suficiente para ver [e comer] tudo que queria. Lá pelo 5º dia na cidade, apesar de termos riscado grande parte da nossa listinha de To Do’s, percebi que tinha muito mais para ver e viver por ali.

O engraçado é que não me arrependo de ter deixado de ir a lugar nenhum. Saí de lá querendo voltar, meio com a sensação de que vou voltar, então não me preocupei com não ver tudo. Minha história com Nova York só começou.

Nova York é cheia de linhas de metrô, a princípio confusas, mas com o tempo, e prestando bastante atenção nos mapas e nas indicações nas plataformas dá pra pegar o jeito. Com o passe semanal você pode pegar o metrô quantas vezes precisar no mesmo dia, então, se está perdido, longe de onde queria estar, ou simplesmente cansado, a cada esquina, praticamente, pode pegar um trem.
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Mas o melhor jeito de conhecer a cidade e ver tudo que ela tem pra oferecer, é a pé. NY é plana, então não exige tanto das pernocas. Mas saiba que você vai andar bastante. No primeiro dia pegamos um trem e descemos no meio de Chinatown, encontramos a Broadway e começamos a subir em direção a Times Square. Isso são quase 5km, o que foi provavelmente a média do que andamos todos os dias na cidade. Andando por aí encontramos uma loja de quadrinhos muito legal, uma lanchonete gostosa, um waffle de rua de dar água na boca.
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Zanzar pela cidade é incrível, em quase toda esquina, se você olhar pro alto, vai ver um arranha-céu famoso, e lindo. Ou o sol se pondo entre os prédios, ou qualquer coisa linda que vai ficar na memória.
Ah! Não usamos táxi para andar dentro da cidade, as únicas vezes que entramos em carros foram para ir e voltar do aeroporto. É possível ir do JFK de trem para o Brooklin e Manhattan, mas cheio de malas e depois de um voô de 9 horas, mais uma hora até chegar em casa não pareceu uma boa ideia. Mas não pegue táxi no próprio aeroporto, existem várias empresas e motoristas que fazem o percurso por preços mais baixos, que você já pode deixar agendado antes de sair do Brasil.
Outra facilidade de andar em NY são as ruas numeradas, fica mais fácil ter uma referência quando a maior parte das ruas e avenidas seguem uma ordem de nomeação. Além de as quadras serem padronizadas, quase todas são do mesmo tamanhos.
O pior lugar pra andar mesmo é a Times Square, porque está sempre cheia de gente, carros, e agora canteiros de obra. Aliás, a cidade está com obras por todo o lado, mas nada que tire a graça de uma boa caminhada.
Eu sou uma pessoa sem senso de direção, mas [quase] não me perdi por lá. Me senti bem andando por ela toda. E conhecendo lugares diferentes a cada quarteirão, então se você for a Nova York, ande, ande muito, e viva essa cidade enorme e deliciosa.

Desrespeito é bom, e todo mundo gosta

pelo menos é isso que eu entendo observando o comportamento de muitas pessoas. Não vou nem falar sobre a relação dos motoristas com o resto do Universo, minha encrenca hoje é com os usuários do transporte público em relação aos usuários do transporte público.
Vou contar o que eu vi hoje, 18 de maio de 2011, na estação Santa cruz*:
8h40 estava na plataforma de embarque junto de várias pessoas, inclusive um casal de velhinhos. No auto-falante ouvimos algo como “O próximo trem, com destino ao Tucuruvi, não prestará mais serviços”
Então, o próximo trem com destino ao Tucuruvi chegou, já lotado até a tampa. As pessoas do trem não desceram dele. Continuaram lá, apinhadas, apesar do moço do auto-falante repetir que ele seria recolhido.Não só isso, como gente malandra tentou entrar também. No fim, todos, malandros ou não, tiveram que sair e ocupar a plataforma, já previamente ocupada por nós. Acontece que o nós não se moveu, claro, não queria perder a chance de pegar logo o trem seguinte, mesmo que, pela lógica, o povo que já estava no trem teria preferência. Então ficamos assim: o povo da plataforma sem se mexer e deixar espaço para que o povo do trem saísse dele, e ocupasse a plataforma também. Depois de muito aperto ali, logo na frente da faixa amarela e muito espaço próximo à parede da estação, chegou um novo trem. Também lotado, por que não.

Eu vi entrarem dois caras, os dois de médio/grande porte, digamos assim, um deles munido de duas malas cheias. Enquanto olhava-os entrar reparei numa mocinha de pequeno porte sendo comprimida por um dos grandalhões. Enquanto eles disputavam o espaço inexistente na porta do trem, a galera do corredor seguia tranquila, sem apertos e compressões. Esse trem se foi, outro chegou, e cenas muito parecidas se repetiram. O simpático casal de velhinhos só foi entrar no terceiro trem junto comigo. Como nem eu, nem eles estavamos morrendo de pressa, deixamos os desvairados entrarem na nossa frente, e nos esmagarem e nos atropelarem. Eu só fiquei irritada com tudo aquilo, mas e os velhinhos? Eles tem a preferência não só nos bancos azuis.

Acho engraçado essas mesmas pessoas, que se comportam como búfalos fugindo de leões [nem sei se eles coexistem na cadeia alimentar], falarem que o governo os desrespeita não colocando mais metrôs, mais ônibus, calçadas melhores, ou o que seja. Concordo, é um desrespeito, mas quando NÓS vamos começar a NOS respeitar? Por que como diz a plaquinha no ônibus “Respeitar o idoso é respeitar a si mesmo” e não é só com idosos, grávidas, pessoas com crianças de colo ou pessoas com deficiência física. Respeitar qualquer pessoa a sua volta é respeitar a si mesmo. O que custa todos darem um passo atrás para todos cabermos na plataforma? O que custa esperar mais um trem e não esmagar a mocinha? O que custa dar dois passos pra dentro do corredor, aliviando um pouco a passagem nas portas? O que custa se respeitar?

*Eu sei que isso acontece todo santo dia, em toda santa estação. Isso foi só uma amostra de como não há respeito, mesmo.

Murphy é brother, né?

Era uma vez uma blogueira dependente do transporte público e outros serviços ligados a ele, tipo o Pague Express, onde são feitas as recarga do bilhete único.Numa manhã fria, ela foi a uma dessas centrais de recarga, se deparou com uma senhoura fila(agora acaba a 3a pessoa, por que isso já me cansou!) Fiquei lá de pé uns bons 10 minutos. Quando faltavam 3 pessoas para a minha vez, li nos lábios da atendente, em câmera lenta:

Tá sem sistema…

Mandei alguns palavrões de baixíssimo calão, e fui encontrar minha mãe. Ela vinha me trazer dinheiro, afinal, quando Murphy chega ele senta no sofá, põe o pé na mesa e ainda pede um suquinho pra acompanhar, então hoje, por culpa dele, esqueci o cartão e tinha só 2 reais na carteira. Daí quando voltei novamente para comprar meu bilhete de papel, lá estava de novo a fila da recarga do bilhete único e o sistema de volta. E lá fui eu pra porra da fila… Quer dizer, perdi meia hora nessa brincadeira. Sabe o que mais me irrita? Que só tinha UMA atendente! Outra chegou depois, mas a primeira saiu do caixa! Qual a lógica?? Quando a segunda foi indagada por uma cliente por que só uma estava atendendo, a mulher lá dentro reclamou, fez cara feia e tudo mais! Ah! Que raiva que eu fiquei!
Só precisava dividir esse momento irritante com vocês.
Já passou por isso? Dê aqui seu testemunho nos comentários!

Alô? Metrô?

Desde o fim do mês passado, os celulares dão sinal dentro dos trens e plataformas do Metrô de São Paulo, mas até ontem não tinha testado esse novo serviço.
Na linha verde, o celular pegou nas estações Ana Rosa, Paraíso e metade do caminho até a Brigadeiro. Na azul, havia sinal no Paraíso, Ana Rosa e Vila Mariana, tudo bem que nessa última, meu celular marcava um pontinho merreca, mas tava lá!

 

Mas não adianta nada só pegar! Liguei pra minha casa ontem a noite e foi uma ligação meio conturbada. Atenderam na hora das portas fecharem, então aquele apitão e a mensagem de “próxima estação whatever” dificultaram a comunicação. Além disso, o metrô em movimento faz muito barulho, o que fez com que eu pedisse 500 vezes pro meu pai repetir o que ele dizia.
Ok, são problemas que jamais serão solucionados, mas agora o [temos uma desculpa a menos para não atender o celular] celular pega e poderemos ser encontrados mais facilmente… seja isso bom ou ruim.

 

Metrorgia

Mãos coxas pés pernas peitos braços bundas

Entra abre fecha sai toca empurra abraça aperta encosta encoxa

Não, não é uma orgia
É o metrô de São Paulo

Pela Livre Circulação da Esquerda

Se você pega o metrô com uma certa freqüencia, já deve ter notado uns avisos em amarelo dizendo: MANTENHA-SE A DIREITA, DEIXE A ESQUERDA LIVRE PARA CIRCULAÇÃO
Se não notou, pois note e por favor, faça o que é pedido.
Se não obedece por simples preguiça… tsc tsc tsc!
É tão simples ficar só num canto da escada! Se você estiver acompanhado, ainda consegue conversar com o próximo, e se você for membro de um casal, você cria uma cena fofa, e/ou invejável aos solteiros.
Além do prazer de não atrapalhar o próximo. Principalmente quando o próximo é alguém como eu: Estressadinha e apressada e que não consegue ficar parada numa escada rolante.

Nós, estressadinhos e apressados de escada rolante, agradecemos!