Bagel & Butterbeer – Turismo para cinéfilo

No último post falei dos pontos turísticos tradicionais de NY, aqueles em que todo mundo vai pra tirar foto, pra ver como é, e pra dizer que foi. Agora eu vou falar de lugares saídos de filmes ou seriados que ajudam a formar caráter.
Tiffany & Co. e Casa da Holly Golightly: Holly é a personagem da Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, cujo título original é Breakfast at Tiffany’s. A maior parte do filme acontece dentro do apartamento dela, que foi montado num estúdio, mas a loja que ela vai tomar seu café da manhã, e namorar as jóias, é a Tiffany & Co. de Nova York. Eu queria mesmo mesmo era reproduzir a cena, comer um bagel e tomar um café na frente da loja, mas meu namorado achou que era demais acordar de madrugada pra isso. Mas fomos até a loja, eu fiquei na frente da vitrine, tirei uma foto, e então ele sugeriu que entrássemos. Um casal que não tem a menor cara de ter dinheiro pra comprar um discador de telefone que seja naquela loja. Mas ninguém olhou feio, e o segurança da loja nos cumprimentou educadamente. A Holly diz no filme que ela gosta da Tiffany’s por que nada de ruim pode acontecer com você lá. Também fomos ao prédio que serve de fachada para a casa da personagem no filme. E Ó MEU DEUS ELE ESTÁ A VENDA. Se milionária eu fosse, essa casa eu compraria!
A casa, eu e a placa de vende-se

A casa, eu e a placa de vende-se

Apartamento da Carrie Bradshaw: O apartamento da Carrie, do seriado Sex & the City, assim como o da Holly Golightly, é montado em estúdio, mas a fachada é de um prédio de verdade em Nova York. Só que por algum motivo, o endereço que eu tinha anotado no guia que estávamos seguindo na viagem estava errado [algo como Nova York, 1000] eu só tinha uma ideia da localização daquelas escadas. Rodamos várias ruas do Village tentando achar A fachada, mas todas são incrivelmente parecidas, e quando cansei de andar sem rumo, e em círculos, comecei a sentar em todas as escadas e tirar fotos, na esperança de que acertasse. Acabou, que nem cheguei a passar na rua certa. O endereço certo é esse aqui: 66 Perry St (btw Bleeker & W 4th St), Nova Iorque, NY 10014, Estados Unidos Assim, se você quiser visitar, não comete o mesmo erro que eu. Diz a lenda que o dono do apartamento não quer mais turistas sentando na fachada da casa dele, tanto que no Google Street View, a casa não aparece, mas olha, se for só pra sentar e tirar uma foto, não acho que tenha problema nenhum. Mas não vale vandalizar o lugar!
Busca frustrada pelo apartamento da Carrie Bradshaw

Busca frustrada pelo apartamento da Carrie Bradshaw

Apartamento do Friends: O prédio onde, em um momento ou outro do seriado, os 6 amigos já viveram fica também no West Village eles eram vizinhos da Carrie! Aliás, que bairro mais gracinha! Cheio de árvores e bem sossegado, nem parece Nova York do centro turístico. O prédio fica na esquina da Bedford St com a Grove St. Ficando do lado oposto da rua você tira A foto do lugar. Embaixo do prédio, de paredes vermelhas e um toldo azul, fica um restaurante chamado The Little Owl, não comemos lá, mas parece um lugar bacana, vale a pena pesquisar, e até almoçar por ali.

Dando um oi pra Mônica, Rachel, Joey e Chandler #bagelebutterbeerAT #NY

A post shared by Elisa Mafra (@elimafra) on

QG dos Ghostbusters: Esse, assim como a casa da Carrie, foi um que eu não achei. Mas por total falta de perícia minha: se eu tivesse pesquisado um pouco mais antes de ir, achava! O negócio foi o seguinte: quando estava em casa ainda, pesquisando essas locações pra visitar em NY, encontrei, nem lembro em que lugar da internet, um endereço X que era dito como “o QG dos Ghostbusters”, sinceramente, eu não lembrava que cara tinha o lugar, então acreditei no site da internet. Em NY, chegamos ao tal endereço – que era perto da casa da Holly – olhamos pro prédio e pensamos “É isso? Tá estranho” não tinha nada demais no lugar, nada que diferenciasse dos prédios vizinhos, a não ser pelos dois adolescentes fumando maconha no primeiro degrau. Fomos embora um tanto frustrados. De volta ao Brasil, fui pesquisar, e não é que aquele lugar não tinha NADA a ver com o filme? O endereço certo é na Moore St., em TriBeCa e parece bem legal. É um quartel de bombeiros, e pelo que li eles são até simpáticos com os turistas.

Who You’re Gonna Call?

Bagel & Butterbeer – Turismo Básico

Depois de longo e calorento verão, volto às minhas postagens sobre a Bagel & Butterbeer American Tour.

Dessa vez pra falar sobre lugares pra você visitar.
Como já falei antes, NY é uma cidade pra você andar, mesmo sem um rumo certo, pois você vai sempre encontrar um lugar interessante pra ficar, olhar, fotografar. Tem os lugares clássicos de turista, e tem pequenas surpresas pelas ruas movimentadas.
A medida que fui escrevendo esse post percebi que ele ficaria bem grande, então resolvi dividir em duas partes. Nessa primeira vou falar sobre os pontos tradicionais:
Grand Central Station: Quem já viu filmes e seriados passados em Nova York sabe exatamente como é o saguão central desse que é o maior terminal de trens do mundo. Além dos trens que te levam pra fora de Nova York, ainda passam por ali linhas de metrô e ônibus. O saguão é enorme, a arquitetura e os vitrais são lindos. E o teto é uma representação do céu e das constelações. Ah, os lustres são um espetáculo. Ali vivi uma das cenas mais bacanas, e nova iorquinas, da viagem: Estávamos saindo do saguão central, com aquela arquitetura Beaux-Arts linda, indo em direção ao metrô. De repente começamos a ouvir uma música clássica [não manjo nada, se era Bethoven ou Vivaldi, desculpaê] e pensei “nossa, tô me sentindo no Titanic, com os músicos tocando enquanto o navio afunda”. Quando abri a porta que leva ao metrô, um trio de músicos tocava os instrumentos mais arrebentados que já vi na vida, mas a música era incrível.
Grand Central Station - Lustres e Arquitetura

Grand Central Station – Lustres e Arquitetura

Estátua da Liberdade: Existem várias formas de fazer a visita à Senhora Liberdade. Uma de graça, uma com um preço ok, outra mais cara, e cada tipo dá direito a um acesso diferente. O de graça é a balsa que faz a volta na Liberty Island, a Staten Island Ferry leva moradores e turistas, todos os dias, em vários horários, de Manhattan pra Staten Island e vice-versa. Você só passa pela estátua, não para na ilha, mas dá pra ver bem e tirar fotos.
O passeio de preço ok é o que eu fiz, que estava incluso no preço do City Pass que compramos [depois falo dele] com esse ingresso você tem acesso à Liberty Island [a ilha em que fica a estátua] e a Ellis Island, a porta de entrada de imigrantes nos séculos passados. A Ellis Island é legal se você tem família que migrou pra lá, de resto é bem sem graça. A Liberty Island tem restaurante, loja de souvenirs, como todo ponto turístico americano, e é um lugar bem gostoso. Tem a vista de Manhattan e claro, a Estátua. Só que eu achei a dita cuja bem sem graça. Ela é pequenininha, e não tem muito o que fazer, além de tirar foto da base. O outro passeio, o mais caro, é o que você pode ir até o pedestal ou subir até o coroa da Estátua, e parece ser o mais legal. Por motivos financeiros não fiz esse, mas minha dica é: Faça esse, ou o passeio com a Staten Island Ferry. O de preço mediano acaba sendo o mais sem graça. No site da Estátua tem mais informações sobre os vários níveis que você pode subir.
Estátua e Manhattan

Estátua e Manhattan

Empire State e Top of The Rock: Os arranha céus e seus mirantes. Fui nos dois, amei os dois, e poderia escrever um post só deles. Porém não teria fim essa série sobre a viagem! Resolvi então falar dos dois de uma só vez. Fomos no mesmo dia, nos dois prédios. Empire State de manhã, Top of The Rock de noite. E foi bem legal ver a cidade do alto, com duas iluminações diferentes. De dia estava nublado, então a visita ao Empire State me lembrou minha ida ao Banespão, aqui em SP, que tudo era cinza, do chão ao céu. O que tornou tudo um pouco sem graça. No Empire a área de observação é pequena, então fica cheio e sem espaço pra observar fácil, no caso do Top of The Rock são três níveis de observação e o local é circundado por vidros super grossos, então você consegue ter visões – e fotos – sem grades na frente. Meu namorado que não é fã de altura teve mais espaço pra recuar no Top, o que acho uma vantagem. As visitas ao Empire são feitas por ordem de chegada, você fica numa fila e vai andando, conhecendo a história da cidade, do prédio, até que você caiba num elevador. As visitas do Top of The Rock são pré agendadas. Você chega, compra, ou troca seu ticket, e escolhe um horário. Nos disseram que o melhor era subir pra ver o por do sol, mas já não tinha mais horário. Vale chegar no Rockefeller Center mais cedo, agendar, e dar voltas por lá até a hora agendada.
Empire State e a ilha vistos do Top Of The Rock

Empire State e a ilha vistos do Top Of The Rock

Aliás, o dia que fomos aos prédios era 11 de setembro, por isso o Empire State está com as cores da bandeira americana, e lá trás, você vê as duas faixas de luz, onde eram as torres gêmeas.

9/11 Memorial: O memorial do 11 de setembro fica, como todos sabem, no lugar onde eram as torres, ou seja no centro empresarial, que fica ao sul da ilha, um pouco longe da maioria dos pontos turísticos, que são mais no centro de Manhattan. Então, enquanto planejávamos a viagem o critério pra decidir se íamos lá ou não era: Vamos passar perto, indo pra outro ponto que realmente queremos ir? E percebemos que sim. As balsas que vão e voltam da Estátua da Liberdade ficam ancoradas ao sul da ilha, uma caminhadinha de menos de 15 minutos e chegamos. O monumento feito no lugar dos prédios é bonito, uma espécie de cachoeira, cercada com os nomes de todos os que morreram na queda das torres. Tinham muitos turistas lá, como em todos os lugares mas era uma atmosfera respeitosa, com menos falatório e gritaria.
One World Trade Center e o monumento no lugar onde ficava uma das torres derrubadas

One World Trade Center e detalhe do monumento no lugar onde ficava uma das torres derrubadas.

As rosas brancas são colocadas em cima dos nomes das pessoas que fazem aniversário naquele dia.O parque é novo, as árvores ainda são miúdas, mas o local é bonito. Tem um museu, mas não entramos, ficamos só observando as quedas d’água, e os nomes, porque não acho que seja tão parte da nossa história [minha e do namorado]. O 11 de setembro é muito importante pros americanos, independente de os achar criaturas auto-centrados ou não, vítimas ou vilões do mundo, essa é a marca que eles levam, então se resolver conhecer o lugar, seja respeitoso.

.

.

.

Em breve, mais sobre Nova York!

Bagel & Butterbeer – Leve o meu dinheiro!

 -.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.- Disclaimer .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-..-.-.-.-.-.-.-.-.-.-

Meu último post foi sobre como vou passar um ano todo sem comprar. E agora, logo o post seguinte, é sobre os lugares mais legais pra você gastar em Nova York. Eu sei, parece meio bipolar, mas se você pensar, faz muito sentido… Minha última esbórnia de compras foi lá nos EUA. Voltei pra casa, voltei pra uma nova realidade, então, por favor, não me julguem.

Vamos ao post

.

.

.

Uma vez na América, você vai querer gastar seu dinheiro. Claro, há exceções: mochileiros que vão pra lá com 100 dólares no bolso e fazem uma ótima viagem também. Mas eu trabalhei um ano inteiro pra conseguir comer tudo que tivesse vontade, e comprar artigos que não acho no Brasil [ou que são vendidos pela hora da morte], e não precisar contar dinheiro para um táxi de emergência no último dia. [Isso aconteceu em Buenos Aires, na minha primeira viagem, e graças a gentileza de duas brasileiras eu e minha amiga chegamos sãs e salvas no aeroporto pra voltar pro Brasil]

NY é uma cidade pra todos os gostos, e as compras que você consegue fazer por lá também agradam a todo tipo de gente. Desde menina ligada às últimas tendências da moda até o nerd que coleciona toy art. Eu me encontro flutuando entre esses extremos, e aí vão algumas lojas que conheci na cidade e para as quais só queria dizer:

$$$

Primeiramente: Brinquedos. Algumas lojas são o paraíso das crianças, grandes ou pequenas.
Toys’R’Us: essa rede está espalhada por várias cidades americanas, mas a loja da Times Square é a mais famosa. A loja é ENORME. Tem uma roda gigante. Tem um dinossauro que se mexe. Tem um monte de bonecos de LEGO em tamanho real. Ah, também tem MUITOS brinquedos pra comprar, você se sente criança de novo, sem brincadeira. Você olha tudo aquilo e sente vontade de abrir todas as embalagens e brincar com tudo aquilo. Ah, também tem uma sessão enlouquecedora de açúcar e doces.
Há também a Babies’R’Us, com coisas só para os nenéns, mas andei bem pouco por essa sessão, que parece tão completa quanto a dedicada aos grandinhos.
FAO Shwartz: Essa loja fica na 5ª Avenida, atrás do cubo da Apple, e é uma loja bem clássica. Tem menos opções de compras que a Toys, mas tem dois pontos bem positivos:
1- Se você cresceu com o Tom Hanks tocando o piano gigante, vá lá. É nessa loja e eles tem um piano gigante, no segundo andar, pra você se deleitar. E por 50 Obamas você pode levar um teclado desses pra casa [menor que o da loja, tá?]
2- Se você ama os Muppets, lá tem uma área em que você monta seu próprio Muppet. Aí a brincadeira é mais carinha, cerca de 100 dólares, mas é divertido!
Vale a visita, mas me senti mais num paraíso na Toys.
LEGO Store: A loja no Rockefeller Center é deliciosa. Você pode montar seus próprios bonecos LEGO, e comprar peças em cores diferentes de baciada. Comprei lá um DeLorean, com o Doc Brown e o Marty McFly. LEGO você acha pra vender em praticamente qualquer loja da cidade, mas a loja da marca tem opções diferentes, e aqueles kits enormes das várias franquias. Os atendentes são super simpáticos e prestativos.
Nintendo World: Esse é outro paraíso. Eu não sou fã de video game, sou fã da Nintendo, e principalmente, fã do Mario. Infelizmente chegamos na loja quase na hora do fechamento, então acabou sendo um pouco corrido, mas deu pra ver as centenas de produtos licenciados da marca. Carteiras, camisetas, pijamas, jogos, bonecos de colecionador. Além dos jogos em si, e do Wii U.
Ah, eles tem um mini museu dos consoles da marca, desde o primeiro até os mais atuais, e alguns itens raros e de colecionador. Eu queria tudo naquela loja! Até as sacolas eram legais! E os vendedores também, eram legais, mesmo sendo os últimos clientes na loja, atrasando a saída deles.
Forbidden Planet: Não é loja de brinquedos, mas diverte os adultos fãs de cultura pop e nerdices. Encontramos essa loja sem querer, andando pela Broadway, logo no primeiro dia de viagem. Camisetas, dvds, toy art, action figures, Funko Pops. Cinema, series de tv, quadrinhos, desenhos animados, video game, anime, livros. Ufa! A loja é ótima.
Disney Store: Acho que se disser que mais alguma loja é um paraíso, vocês não vão mais acreditar em mim, mas essa loja é incrível! Ouso dizer que tem uma variedade maior de produtos do que as lojas dentro da própria Disney. Como uma imagem vale mais que mil palavras, fiquem com essa foto minha nesta maravilhosa loja para entenderem do que eu estou falando.
Criança Feliz

Criança Feliz

 
 Agora é a hora que eu deveria me acabar falando de roupas. Porém, diferente do que eu e o namorado esperávamos, comprei bem mais bugigangas inutilmente nerds do que roupas, pelo menos em NY. E tem outra: Loja de roupas nos EUA todo mundo conhece umas 15 na ponta da língua. Portanto vou falar só da marca que eu adoro – e que o namorado conheceu na viagem e também adorou.
Uniqlo: a marca é japonesa e existe em algumas das maiores cidades do mundo. Diz a lenda que está fazendo pesquisas pra vir ao Brasil em breve. Enquanto isso, namoro os itens pela internet.
As roupas misturam clássicos, como casacos de tweed e sobretudos, e coleções especiais moderninhas, com referências de artes plasticas [Andy Warhol e Robert Mappelthorpe – aquele do livro da Patti Smith] e até uma parceria com o Pharrell na última coleção.
As roupas masculinas são bem legais também, e seguem essa mesma linha, meio moderno, meio clássico.
Curiosidade: diferente do Brasil, lá eles devolvem seu troco certinho, centavo por centavo. E é bem vindo você colocar essas moedas de volta em circulação. As moedas lá são bem estranhas: a menor moeda é de 10 centavos, não de 1, como era de se esperar. E a de 50 centavos é maior que a de 1 dólar. Vai entender! E elas ainda tem apelidos, olha só:

Moedas

Penny – One cent – 1 centavo
One Nickel – Five cents – 5 centavos
One Dime – 10 centavos
Quarter Dollar – 25 centavos
Half Dollar – 50 centavos
One Dollar – 1 dólar

Bagel & Butterbeer – Museologia

Nova York, como toda grande cidade, tem muitos museus. Muitos. Museu da herança judiaMorgan Library MuseumWhitney Museum of American Art, e até um museu dedicado aos bombeiros. Mas eu não fui em nenhum desses. Fui em três dos maiores e mais famosos, e ainda num quarto, daqueles bem de turista.
Aprendemos na prática que é bom ir nos museus pela manhã, são mais vazios do que depois do almoço. Se você puder, vá durante a semana, de final de semana também tem um movimento maior. E, como falei sobre a ponte do Brooklyn: leve um casaquinho. O ar condicionado costuma ser bem forte.
A maioria dos museus tem cafés ou restaurantes. São opções mais caras do que nas ruas, mas se você puder esbanjar um pouquinho a mais, é uma boa opção enquanto olha as exposições. Principalmente no caso do MET e do Museu de História Natural que tem exibições IMENSAS, são paradas estratégicas. Você vai cansar de andar, de absorver informação, e vai ficar com fome.

MoMA – O Museu de Arte Moderna da cidade tem obras dos principais artistas do último século. Vi ao vivo Toulouse Lautrec, Andy Warhol, Picasso, Van Gogh, Frida Kahlo, Monet, Matisse… Eu cresci tendo a aula de artes como uma das favoritas, e História da Arte na faculdade também teve seu espaço no coração, então ver de perto as pinceladas desses mestres foi incrível. Fiquei bastante emocionada lá. Se você também adora artes plásticas, não dá pra passar por NY e não ir nesse museu.
A loja de souvenirs também é ótima, com centenas de livros de arte e inutilidades fofas pra decorar a casa, ou presentear amigos e parentes.

MoMA - Um pouquinho de Van Gogh

MoMA – Um pouquinho de Van Gogh

MET – Segundo o site do museu, a missão do Metropolitan Museum of Art é “colecionar, preservar, estudar, exibir e estimular a apreciação de obras de arte, que coletivamente representam um amplo espectro da realização humana, num alto nível de qualidade, tudo a serviço do público e em acordo com os mais altos padrões profissionais.”* Ou seja: obras de arte, instrumentos de caça, sobrevivência, habitação, de diferentes culturas espalhadas pelo mundo. Grande parte da coleção é dedicada a cultura norte americana. Quando chegamos ao museu e descobrimos quão enorme ele era, tivemos que abrir mão de visitar muitas salas, por isso é legal planejar bem seu dia nesse museu, pra não sair de lá deixando salas de fora, como acabamos fazendo. Optamos por ver, basicamente greco-romanos, egípcios, africanos, asiáticas, um pouco de arte sacra, pinturas europeias e uma exposição de arte cubista, onde vimos mais um pouco de Picasso.
A loja do MET é tão gigantesca quanto o museu em si, e tem coisas bem legais, mas preços bastante salgados.
Fizemos um lanche estratégico no American Wing Café, o preço é bom, as comidas também, e sentamos bem ao lado de uma das exibições. Foi uma boa parada.

MET - Walking Like Egyptian

MET – Walking Like Egyptian

Museu de História Natural – Esse museu é uma delícia. Tão enorme quanto o MET, também é legal se organizar pra visitá-lo. Se você for viajar com crianças pra NY, eles vão adorar esse museu também. Dinossauros, animais de todo o mundo empalhados [quando você pensa a respeito é bem bizarro, mas é legal ver vários animais como que convivendo no habitat natural deles.], um planetário, um borboletário, exibições de filmes sobre natureza e animais, além de uma área também dedicada às diferentes civilizações que surgiram pelo mundo.
Foi a primeira vez que vi itens de populações indígenas do território brasileiro de forma tão bem conservada e completa. Engraçado vermos itens da nossa cultura tão longe de casa.
No dia em que fomos, assistimos uma projeção no planetário narrada pelo Neil DeGrassi Tysson sobre as descobertas do homem sobre o universo.
Nesse museu não comemos, então não sei dizer se tem boas opções, mas a loja de souvenirs. Ah, a loja de souvenirs… É de enlouquecer crianças e adultos.
Fãs de ciência, lá é o lugar.

Madame Tussauds – um clássico cafona dos turistas em várias cidades do mundo, o museu de cera entrou na roda de acervos a serem vistos na cidade. O museu é bem divertido, algumas estátuas são assustadoramente iguais seus modelos, outras não são assim tão parecidas. Mas é bem legal fingir tirar fotos com seus ídolos do cinema, da música, e até da política. Esse museu rendeu ótimas fotos, como com minhas ídolas eternas Spice Girls, ou com os diretores Spielberg e Woody Allen. Mas comprei uma foto minha com um dos donos do mundo e sua senhora. Sim, comprei. Abracei feliz meu lado turistona e comprei essa foto aí de baixo. com direito a pastinha do Tussauds e tudo.

Eu reclamando dos relatórios, enquanto os Obamas parecem orgulhosos

Certificado de Turista

Esse museu é bem rapidinho, em uma hora você se diverte bastante. Acabei não olhando a loja de presentes, já que tinha gasto minha cota com a foto-diploma de turista.

Apesar de dinossauros serem bem legais, acho que o MoMA foi meu favorito, porque as exibições não eram tão grandes quanto os outros dois clássicos, por ser mais voltado pra arte mesmo, e centrado num período que eu, particularmente, adoro. Mas isso sou eu. Acho todos passeios bem válidos.

*Ou coisa parecida, em tradução totalmente livre.

Bagel & Butterbeer – It’s Brooklyn, B*tch

Depois de um tempinho longe, volto pra falar de Nova York!

A cidade de Nova York é dividida em 5 grandes distritos, e dentro deles, tem vários bairros menores. Manhattan, apesar da fama, é o menor desses distritos.

NYC Districts

No post sobre a nossa casinha nova iorquina falei que ficamos no Brooklyn. Como vocês podem ver no mapa acima, Brooklyn é algo bem grande. Pra ser mais específica, ficamos em Williamsburg, bairro que fica do lado da ilha, ali, quase no Queens.
Aproveitamos o domingo na cidade para conhecer o bairro. Com isso, perdemos o Smorgasburg, uma feira de comida orgânica da região, que diz ser muito boa, mas acontece aos sábados.
Mas tudo bem, Williamsburg é bem mais que isso.
O bairro foi ponto de drogas anos atrás, mas com algumas políticas da prefeitura pra ocupação da área, muitos jovens começaram a ir morar por lá. Com isso o bairro se tornou mais jovem e movimentado, hoje em dia é cheio de restaurantes, cafés, delicatessens, e sempre tem gente na rua não necessariamente para consumo de drogas.
Aliás, as delis, ou delicatessens, são O lugar que você vai pra não passar fome. São mercadinhos pequenos, normalmente os donos são latinos ou indianos, e vendem de tudo em seus corredores apertados, mas principalmente comida: cereal matinal, biscoito, frutas, saladas, refrigerantes, cervejas, enfim. Não espere encontrar um Wal-Mart em NYC, passe na Deli mais perto de casa, e providencie a janta lá mesmo.
As avenidas Driggs e Bedford – essa principalmente – tem um número incontável de lugares para conhecer, comprar comidas, livros, vinis, apetrechos pra cozinha, etc.
Um desses lugares eu conheci por dica da Let Massula: A Bedford Cheese Shop. Gosta de queijo? Então vá lá. É uma loja toda dedicada a vários tipos de queijos existentes. É tanta coisa que você nem sabe bem por onde começar? Tudo bem, as moças que trabalham lá vão te perguntar que tipo de queijo você gosta, te oferecer algumas provas, pra você sair de lá feliz com um pacotinho de um queijo muito bom. Alguns são caros, outros tem preço ok, mas se você gosta, vale a pena.
Outro lugar bem gostoso é a Mast Brothers. Esses irmãos começaram a produzir chocolates artesanais, ali mesmo, com misturas bem diferentes, alguns levam vinho, outros ameixas, além de balas tipo toffee e bolos e brownies.
O bairro tem ainda a Brooklyn Brewery, cervejaria artesanal orgulhosa do seu bairro, onde você pode fazer tours guiados, provar as cervejas, levar souvenirs pra casa, etc e tal.
"Cerveja faz você se sentir do jeito que devia se sentir sem cerveja"

“Cerveja faz você se sentir do jeito que devia se sentir sem cerveja”

O Videology é um bar temático bem legal. Eles exibem filmes e seriados de tv, quase todos os dias da semana. Naquele domingo, era Star Trek Sunday. Vida Longa e Próspera.

Stark Trak Night

Stark Trek!

No domingo, por conta de outra feira que acontece na região, o bairro ganha mais vida ainda, com artistas expondo seus trabalhos nas calçadas, pessoas andando a pé ou de bicicleta. O Brooklyn Flea Market lembra muito a Feira da Benedito Calixto, aqui de São Paulo. Os expositores vendem peças feitas por eles, vinis, brinquedos ou objetos militares antigos, armações de óculos, comida, comida, comida! Ah, e água de coco!
Brooklyn Bridge

Brooklyn Bridge

A ponte do Brooklyn é linda, e uma caminhada bem gostosa de fazer. Mas dica: venta bastante, leve um casaquinho, mesmo se o dia estiver quente. Eu apanhei do vento durante a travessia, e isso não foi legal. Mas o lugar todo é gostoso, tem banquinhos pra sentar e ver o movimento, e a vista de Manhattan é linda. Sempre.
No post sobre os parques já contei sobre o Brooklin Bridge Park, mas não contei que de lá você pode pegar uma balsa que te leva a Williamsburgh e a Upper Manhattan. Como transporte público é algo caro, US$4,00 por perna, mas se você está visitando a cidade, é um jeito diferente de conhecer os lugares. Além do que, os capitães são bem… ousados… e fazem umas balizas bem malucas com a balsa.
Ah, se você gosta de comprar roupas existem no bairro dois brechós que, por falta de tempo, não consegui ir, mas dizem, serem bem legais. O mais famoso é o Beacon’s Closet, o outro, até mais barato, é o Buffalo Exchange.

Bagel & Butterbeer – Lar doce lar

Fechadas as datas da viagem, passagens na mão, fomos atrás de estadia. Antes disso eu já tinha sondado alguns albergues, hotéis barateiros e o site do Airbnb, e concluído que alugar um quarto, ou um apartamento era a opção mais em conta para o trecho novaiorquino da viagem.

Sim, alugar através do Airbnb é, na maioria dos casos, mais barato que as opções tradicionais de estadia. Por isso, há uns tempos, a rede hoteleira tentou proibir o aluguel através do site em NY, as grandes empresas estavam se sentindo ameaçadas. Coitadas.
Williamsburg Bridge, do lado de casa

Williamsburg Bridge, do lado de casa

O Airbnb tem milhares de opções de cômodos. De um quarto dos fundos até um palácio [ok, não tem palácio em Nova York, mas tem isso aqui] então, tem pra todos os gostos, e você consegue pesquisar no site os mínimos detalhes da acomodação.
Funciona assim: você fornece a cidade, as datas e o número de hóspedes, depois o quanto está disposto a pagar por isso, por dia. Essa é a busca mais básica, mas depois consegue definir os bairros que mais te interessam, as comodidades como tv, internet sem fio e lavadora de roupas, etc.
Quando você encontrar um lugar que te agrade, precisa saber se é de confiança, afinal, o Airbnb sempre monitora os perfis pra garantir que a coisa seja real, mas sempre existe aquele caso das fotos não serem exatamente fieis ao lugar. Para atestar o nível de confiança de um host o perfil tem comentários, positivos e negativos, dos hóspedes, e as vezes as respostas dos donos. Depois que você faz o check out, o site manda email pedindo para você relatar sua estada, assim você ajuda mais gente a fazer uma boa viagem.
E antes de fechar, você pode mandar perguntas pro dono do lugar, aí você já consegue medir se o cara é bacana e atencioso. Eu entrei em contato com umas três pessoas, inclusive a dona de onde nos hospedamos, e ela foi a que respondeu mais prontamente, e de forma mais aberta. Já ganhou um ponto aí.
Se é seu primeiro aluguel talvez você tenha um pouco de dificuldade, por que assim como o viajante avalia a acomodação e o anfitrião, você também é avaliado. No primeiro aluguel, você não tem ninguém comprovando que é uma pessoa limpinha e bacana. Mas, é só ser simpático, dizer que é a primeira vez que está usando o site e mostrar que tem boas intenções que vai ficar tudo bem.
Tudo conversado, hora de fechar o negócio: Você paga para o Airbnb o valor integral da estadia, mas esse dinheiro só vai ser liberado para o anfitrião 24h depois do seu check in. Assim, se você chegar no lugar e não for NADA do que esperava, você entra em contato com o site, desfaz o contrato, pega o dinheiro de volta e… bem, aí você tem que se virar pra achar outro lugar pra ficar. As chances de isso acontecer são pequenas, se você prestou atenção nas avaliações já sabe mais ou menos o que esperar.
Nossa cama =]

Nossa cama =]

Na casa em que ficamos, pelas fotos, achei que o quarto seria um pouquinho maior, mas o espaço serviu perfeitamente para nós, nossas compras e malas. A anfitriã nos tratou muito bem, dava dicas de lugares e como chegar lá, fez com que nos sentíssemos em casa, e realmente, a impressão que eu tenho, é que agora tenho uma casa em NY, sempre que quiser ir pra lá. Se você ficou com vontade de se hospedar com a Lulú, esse é o quarto que ficamos, e a casa ainda tem mais um, maior. Ah, e você ainda pode alugar o apartamento inteiro.
Airbnb é uma ótima alternativa aos hoteis e hostels, vale a pena pesquisar, independente de para onde você estiver indo. Ah, e se você estiver com grana e indo para a Europa, veja se consegue se hospedar em algum castelo.

Bagel & Butterbeer – Parques, praças, gramados e mesinhas

Bryant Park, High Line Park, Union Square, Central Park. Esses são só alguns dos parques e praças mais famosos de Nova York. A medida que você vai andando pela cidade, e conhecendo ela melhor, você descobre muitas outras áreas verdes pra descansar, ler um livro, passear com o cachorro.
Uma das coisas mais interessantes de NY é como as pessoas, moradores ou turistas, ocupam a cidade, aproveitam cada centímetro daquela ilha. Novaiorquinos podem ser estressados e trabalhar bastante, ganhar milhões para o país deles, mas eles sabem que do lado do escritório tem uma pracinha, então eles podem descer na hora do almoço, ver os esquilos, as folhas caíndo, e relaxar um pouco no meio da semana.
Dito isso, vocês podem imaginar que boa parte do trecho de NY da Bagel & Butterbeer American Tour foi passada em parques, praças e afins.
O primeiro lugar do tipo que fomos foi o Bryant Park. Em downtown Manhattan, um teco de grama, cercado de mesinhas e quiosques de comida, além de um carrocel, ocupam um quarteirão do bairro. Não é muito, se você pensar, mas  serve bem ao propósito de relaxar. Você só não esquece que está em plena Manhattan porque o parque tem vista para o Empire State.
Vista do Bryant Park

Vista do Bryant Park

Outro lugar que visitamos, e passamos bastante, foi a Union Square, apesar do nome, é maior que o Bryant [que chama parque, mas parece mais uma praça, nomenclaturas são coisas loucas]. Fomos “atacados” por artistas de rua, que me colocaram no meio da apresentação. Se você não quiser alguém pulando sobre a sua cabeça, fique atento! A Union Square fica do lado da Broadway, há duas quadras da 5ª avenida. Às segundas, quartas, sextas e sábados acontece lá um Greenmarket, onde fazendeiros orgânicos da região vendem seus produtos.
O Central Park é um clássico. E é IMENSO. Precisaria de toda uma nova viagem pra conhecê-lo inteiro, acabei andando só na parte sul, sem nem chegar ao Reservatório Jacqueline Kennedy Onassis. Mas passei pelo famoso Strawberry Fields, onde, com a chuva caindo, flores no chão e um cara tocando Let it Be, eu chorei. Nem sou super fã de Beatles, nem sou super louca pelo John Lennon, mas me emocionei com aquilo tudo. Vai entender…
Strawberry Fields Forever...

Strawberry Fields Forever…

Agora meus dois parques favoritos da cidade. Aliás, dois dos meus lugares favoritos na cidade toda.
Brooklin Bridge Park: Depois de cruzar a ponte do Brooklin, de Manhattan para o Brooklin, descemos pelo DUMBO [Bairro que fica embaixo, e em volta da ponte] até uma pizzaria chamada Grimaldi’s. Seguimos em direção a onde antes haviam píers para navios de carga, que, depois de desativados, ganharam um dos parques mais gostosos da cidade. No dia que fizemos nosso passeio por lá, era a final do US Open, e um dos patrocinadores colocou um telão enorme para que as pessoas deitassem no gramado e assistissem à partida com NY ao fundo.
O por do sol atrás de Manhattan foi das coisas mais marcantes e bonitas que vi. Se você for um dia, que seja um dia só, para Nova York, veja o pôr do sol do Brooklin Bridge Park.
Final do US Open, e Manhattan

Final do US Open e Manhattan

High Line Park: Esse é um dos parques mais novos de NY, foi construído numa antiga linha de trem, que passava por cima de ruas e avenidas. Em 2009 o primeiro trecho foi aberto ao público, e até hoje o parque se expande pelos antigos trilhos. Aproveitando toda uma área, antes abandonada, o parque serve como refúgio da vida bagunçada lá de baixo. Com vista para os prédios de um lado, e para o Rio Hudson e New Jersey do outro lado, você pode sentar num banco, ler, comer. O parque é como um grande corredor com ilhas de jardins, uma área com truck foods, um grande gramado elevado e a parte mais gostosa: num trecho, há um espelho d’água corrente, onde você pode andar descalço, sentir a água fresca, e recarregar as baterias. Para quem estava andando há dias sem parar, sentir aquele fresquinho foi muito bem vindo.
Refúgio suspenso

Refúgio suspenso

Ufa! Ainda tenho muito o que falar sobre Nova York, essa cidade enorme, e cheia de coisas deliciosas. Espero que estejam gostando do relato da Bagel & Butterbeer American Tour.