Eu fico PUTO!

Preparem-se, vem aí um Mimimi dos GRANDES.  Eu tinha me prometido não reclamar da vida aqui, mas eu fico cada dia mais irritada com essa FAAP e acho que é meu dever  informar as futuras gerações de univestitários sobre essa merda.

Não façam FAAP! É um desperdício de dinheiro ( e quanto dinheiro)! Eu entrei no curso de Rádio e Tv em 2005, são quatro anos, ou seja estou no último ano, então já agûentei tempo mais do que o suficiente por aqui.

Todo ano preenchemos um questionário sobre o curso e os professores, e todo ano tem pelo menso 3 que são esculhambados pela classe inteira. E não é de sacanagem, é por que eles não dão matéria, exigem a mais ou a menos do que deveriam, não vêm na aula… Fico puta da vida quando um professor não vem na aula… Que moral eles podem ter pra cobrar isso da gente?

Os computadores são lentos, a internet muitas vezes deixa a desejar, não posso entrar em uma porrada de sites - inclusive alguns úteis para o meu curso.

Para fazer matérias e programas, tanto de rádio quanto tv, eu preciso de equipamentos: microfones, câmeras, MDs. Agora que estou no privilegiado último ano, consigo tudo que quero, a hora que eu quero - a menos que o oitavo semestre surrupie - mas os outros semestres, coitados, têm um baita trabalho pra retirar essas coisas. Aí me pergunto: como caralhos a gente vai aprender a mexer numa PD sem ter acesso à ela? Eu vou me formar e não sei usar essa, ou qualquer câmera.

Além disso, o que mais irrita na verdade, é ver onde eles usam nosso precioso dinheiro: construindo o metro quadrado mais tecnologico da América Latina… Pois é, que porra é esta! É um cubo, que roda e dentro tem tanto wireless que é capaz de você desenvolver câncer em todos os órgãos do corpo. E quem usa isso? NINGUÉM! Pois é ninguém entra lá… E outras coisas inúteis nesse estilo.

Ok, vocês podem estar lendo e falando: ela tá reclamando de barriga cheia, o povo das outras faculdades não tem metade disso. Concordo, mas se eu estudasse em faculdades mais baratas, não exigiria nem esperaria nada delas: O que viesse seria lucro, mas ter esse pensamento na FAAP…

Bottom line: Não façam FAAP!

E desculpem descarregar isso em vossos olhos… Mas é que eu me irrito muito!

Na tela - Requiem para um sonho

Alguns leitores aqui do Mafragafando sabem que recentemente assisti Requiem Para um Sonho, e isso foi errado, MUITO, errado! Todo mundo dizia que era um puta filme que merecia ser visto, então, a Netmovies deixou o dvd aqui em casa outro dia e sexta feira à noite fui ver. Errado, muito errado!
Não tenho estado na minha mais plena felicidade, e essa sexta feira eu estava bem longe disso, mas vocês não tão muito afim de ouvir sobre isso, eu suponho. Vamos ao bendito filme.

Requiem para um sonho é foda. Não tem muito mais o que ser dito sobre ele além de que ele é foda. Mas vamos tentar:
Harry, Marione e Tyron são três jovens usuários, que resolvem vender drogas e ficar ricos com isso. Ao mesmo tempo, a mãe de Harry, Sara, fica viciada em pílulas para emagrecer. Mas o diretor Darren Aronofsky mostra isso com cenas e cortes impressionantes, que transportam o espectador pro caos em que os quatro estão. Toda vez que os jovens injetam, vemos várias cenas, cortes rápidos, deles preparando, injetando e o efeito da droga. A mesma coisa acontece com Sara: Quando toma anfetaminas, ela fica hiperativa, andando, arrumando a casa, falando. Ao tomar o remédio para dormir, tudo fica mais lento… Além disso, vemos como as amizades e relacionamentos vão se desmontando por causa das drogas.

Não sei se isso é realmente uma zona de spoilers, mas como eu vou falar do final do filme, cuidado. Todas essas sensações que o diretor provoca no decorrer do filme se intensificam no final, quando os personagens estão indo para o fundo do poço. Como disse antes, estava mal, então por alguma razão ver aquelas pessoas se destruindo, e sem conseguir sair da espiral de desgraças, foi me deixando agoniada. Faltando 15 minutos para o fim do filme, eu estava sem ar, chorando e enjoada.

O grande negócio do filme, é que ele não faz aquela propaganda anti drogas careta, ele fala como elas drogas podem, de fato destruir tudo que você tem, ou quer ter. Dos filmes que mostram como as pessoas podem se acabar, como Clube da Luta, esse foi o que mais me pegou. Não sei dizer por que, mas foi.

Recomendo Requiem para um sonho em dias de sol e felicidade plena.

iVitrola - Daft Punk - Harder, Better, Faster, Stronger

Ultimamente o que tem me animado na vitrolinha de bolso é uma música do Daft Punk. Não, eu não costumo ouvir música eletrônica, mas essa… É sensacional! Eu conheci a música através do vídeo que duas meninas fizeram, chamado de Daft Body. Não deixem de ver no VocêTubo.

A música tem basicamente 2 frases que se repetem over and over, mas cada hora com um efeito diferente, chegando ao ponto de nem parecer realmente a voz do cara, então não fica chato. Muito pelo contrário, é impossível você não mexer, pelo menos, o pé!

Mesmo se não for seu estilo de música vale à pena ver o vídeo no mínimo.

Funcionária do mês - Sukita Uva

Eu estava enrolando pra estrear uma coluna por aqui, no “Funcionária do Mês” eu falo de coisas ligadas à Margarida Flores e Filmes, pra quem não sabe, a produtora onde trabalho.

Na estréia ia falar sobre Estômago, do diretor Marcos Jorge, mas desisti quando eu vi essa notícia no Clube de Criação de São Paulo.

Num dos meus primeiros dias aqui na Marga, estava eu quase no fim do expediente, quando surge da escada uma uva gigante de boné… A uva gigante era um dos diretores da casa, trajando uma daquelas fantasias gigantescas de uma uva roxinha… Além do detalhe do bonézinho no topo da…. Cabeça. Isso marcou minha carreira pra sempre! Certeza.

Só consegui ver o vídeo sem som, mas pelo que pude notar, a noção se perde! Claro, tem uma japa e uvas gigantes! Não consigo disponibilizar o vídeo direto por aqui, pra ver, só entrando no link da notícia e clicando no link deles. Depois me digam o que acharam!

I am the Iron woMan!

Pôster Homem de Ferro

Homem de Ferro, a última adaptação dos quadrinhos para as telonas estreou na última quarta feira - sim, quarta, quinta foi feriado. Vou aproveitar que vi logo e vou comentar aqui enquanto ele ainda está nas telonas. Como nunca leio as HQs então só posso falar do que vi na tela, claro que o Barone ao meu
lado demonstrou suas opiniões sobre uma ou outra coisa da adaptação, mas eu vou deixar pra ele falar disso.

Tony Stark é um gênio milionário dono da Stark Industries - companhia que produz principalmente armamento pesado, usado pelas tropas americanas no Iraque. Tony cria uma nova arma super mega power destructive e vai ao Oriente Médio apresentá-la às tropas, lá sofre um atentado e terroristas o prendem em uma caverna, fora que durante o atentado, ele ficou com estilhaços dentro do corpo, e não fosse uma parafernália doida acoplada a uma bateria de carro, esses estilhaços chegariam no coração e pum, adeus Tony Stark! Os terroristas pedem que ele construa a mesma arma doida para eles, Tony então monta um equipamento que substitua a bateria do carro e dure muito mais tempo. Depois disso feito, ao invés de fazer a arma, ele resolve contruir uma mega armadura pra tirar ele de lá de dentro. Essa, é a primeira versão da armadura do Homem de Ferro. Enfim, tudo explode e ele volta para os Estados Unidos. Cansado da sua vida de playboy que nunca fez nada de bom pelo mundo, muda o rumo da Stark Industries, e começa a desenvolver uma armadura melhor que a primeira. E é aí que the fun beggings!

Tony Stark
Tony Stark, antes do seqüestro, era totalmente playboy, escroto com o “melhor amigo” dele Jim Rhodes, não presta atenção na Gwyneth Paltrow eu também não prestaria como Pepper Potts, além de fazer armas de destruição em massa, ou seja, é aquele cara que irrita muita gente, mas ele tem sacadas e respostas incríveis pra tudo, então, eu pelo menos, não consegui odia-lo! O Robert Downey Jr. está muito bom no papel principal, tanto que ele segura bem o filme. Comparado a outros filmes do estilo, Homem de Ferro tem poucas cenas de ação, poucos efeitos megalomaníacos, mas achei isso ótimo, afinal, de uns tempos pra cá achei que filmes de super heróis viraram uma grande competição por quem explode mais.

Homem de Ferro
Ouvi alguém dizendo que era melhor que Homem Aranha, mas aí já apelou demais! Mas é um filme pipocão de primeira, a trilha é ótima. Todos os personagens são cativantes, principalmente o trio Starks, Rhodes e Potts. Uma dica, fiquem depois dos créditos, principalmente se você é leitor assíduo de HQs. Há uma participação especial, eu que sou nova nesses assuntos nerds, meio que boiei, mas valeu à pena ficar.
Outra dica, ouçam o Nerdcast, tem a participação do dublador Guilherme Briggs, diretor de dublagem do filme. Mais pro final, depois da zona de spoilers, ele fala especificamente sobre o trabalho da dublagem, bem legal pra quem gosta disso.

[NMO]

Eu e Fernando Barone criamos um novo blog o [Nerd Mode On]

Nele vamos falar um pouco sobre o mundo nerd. Além de novidades sobre filmes, sites e afins, ainda vou dividir um pouco do que aprendo como Padawan.

Visitem!

[Nerd Mode On]

Metalingüagem

Já que faz tempo que não dou as caras vou falar de um assunto bobo até. É tipo um comentário na verdade.

Esse ano as pessoas da minha faculdade descobriram que eu sou estranha e tenho um blog. Daí uma das garotas que me julgam esquisita - por alguma razão DETESTO quando ela diz isso, mas outro dia falo desse assunto - me disse que tinha criado um blog pra falar mal do chefe.

Daí eu falei: Ah, que legal! Acho blog a coisa mais legal do mundo. E ela com seu cérebro de amendoim respondeu: Eu não gosto, acho coisa de nerd.

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Depois de processar a frase, retruquei: Então você é nerd. Daí ela desconversou. Mas o fato é como as pessoas enxergam os blogs e nós, blogueiros.

Ok, fato, somos sim nerds, todos assumimos, mas os não blogueiros como ela não percebem a força que os blogs podem ter, e já tem aliás.

Essa discussão sobre a importância dos blogs surge sempre no embate contra os jornalistas, mas não são só eles que nos vêm como nerds bobos… Qualquer pessoa de fora da blogosfera pensa assim.

Tentei falar pra guria, vou chamá-la de Tosquina, que os blogs eram fodas por que os autores podiam falar o que quisessem, sobre quem quisessem, não há censura e tudo o mais. Daí ela deu de ombros. Fiquei chocada como alguém que pretende trabalhar na mídia pode ignorar idéias diferentes dessa forma tão…. tosca! E tenho certeza que ela não é a única que dá de ombros pra essas chamadas novas mídias, que são muito mais que as…. velhas mídias…

Quando eu ouço algo novo em qualquer área de comunicação eu paro e presto um mínimo de atenção nos prós e contras, por que sou uma mini formadora de opinião, pretendo aumentar minha área de influência e dominar o mundo conseguir mostrar o que ouvi sobre determinado assunto para aqueles que estão dispostos a prestar atenção no que eu digo.

Mas ao mesmo tempo que a Tosquinha me mostra como tem cérebros de amendoim por aí - inclusive na área aberta e liberal que é comunicação - vem minha amiga, vou chama-la de Okinawa, e diz que tá toda empolgada com blogs, e ela não foi a única a me dizer isso nos últimos tempos! Sinal de que ajudei a formar uma opinião. viram como vou conquistar o mundo.

UPDATE!

Acabei de ler no blog da Colméia a seguinte frase

http://www.colmeia.tv/blog/tag/blogs/

Não ao bloqueio!

Mudo de casa já causando!

Também, mal chego e já querem bloquear o acesso do wordpress no Brasil!

 

Piaf não está lá



No meio de dezenas de filmes minimamente bons lançados nos cinemas, dois se aproximam bastante em relação ao tema: Piaf – Um hino ao amor e I’m Not There (não gosto do título em português, sei lá, meio perde a força – me chamem de americanizada mas “Eu não estou lá” não tem a MÍNIMA graça), sobre a cantora francesa Edith Piaf e o americano Bob Dylan, respectivamente. Apesar de os dois serem biografias de músicos, muita coisa muda entre os dois: estilos, épocas, públicos e em relação aos filmes, a forma de contar as histórias da vida deles.

Nos dois filmes a história é contada de forma fragmentada. No caso de Piaf, o filme vai e volta em diferentes momentos da vida da cantora. Vemos um pouco da infância, e em seguida algo do fim da sua vida, e o filme segue assim, intercalando diferentes momentos. No caso de I’m not there, a fragmentação é feita de uma forma que o longa parece na verdade uma série de curtas intercalados, pois cada parte conta uma fase da vida de Dylan, e cada um desses momentos é interpretado por um ator diferente.

TEC: ENTRA EFEITO FREADA DE CARRO *

Vamos com calma agora. Dois filmes acabaram de se multiplicar e se transformar em 7 histórias diferentes.

TEC: ENTRA EFEITO FITA REBOBINANDO

Ok, até a parte do Piaf vocês pegaram, certo? Agora vamos ao mais difícil: I’m not there. Bob Dylan. Cate Blanchet, Christian Bale, Ben Wishaw, Richard Gere, Marcus Carl Franklin e Heath Ledger. Cada um desses atores interpreta um personagem diferente, mas ao mesmo tempo, todos eles são Bob Dylan, ou o representam de alguma forma.

Essa complexidade é a grande graça do filme dirigido por Todd Haynes, e outra grande graça é que ao mesmo tempo que o filme foi feito especialmente para os fãs de Dylan – só grandes fãs vão entender todas as histórias e enxergar nelas o cantor – o público leigo (a.k.a. Eu) entende as histórias em si. Todas tem um começo, meio e fim, conflito, você se apega aos personagens e seus pequenos ou grande dramas. Por conta desses dois públicos diferentes, o filme pode ter interpretações diferentes, mas no fim das contas tanto fãs quanto leigos vão gostar do filme.

TEC: ENTRA EFEITO FITA REBOBINANDO

Voltemos à Edith Piaf, que coitada, foi deixada pra trás. Outro ponto em comum entre os dois filmes, são as atrizes: Mrion Cotillard e Cate Blanchett foram indicadas ao Oscar, a primeira a melhor atriz, prêmio que levou pra casa, e a segunda foi indicada a melhor atriz coadjuvante, e infelizmente, não venceu. Ambas trabalham lindamente seus personagens, e surpreendem. Marion interpreta Piaf dos 18 até seus últimos anos de vida – aí entra a equipe de maquiagem que também levou seu Oscar pra casa – mudando a postura, a voz, a expressão facial. Cate surpreende por interpretar um homem.

TEC: ENTRA EFEITO FREADA DE CARRO

É, ela faz um homem. E seu personagem, Jude Quinn, é o que, fisicamente, mais se parece com Bob Dylan. Depois de ver o filme eu falei que ela só não parecia mais o cantor americano por que era uma mulher, e todos que assistiram, concordaram comigo. Falando com uma voz rouca, irônica, com os trejeitos parecidos com os de Dylan, Blanchett me deixou arrepiada.

Aliás, o trabalho das duas atrizes me deixa arrepiada: é surpreendente como existem boas, ótimas atrizes por aí, o que nos garante, senão um filme inteiro bom, pelo menos uma atuação de deixar os cabelos em pé.

Quase me esqueço de falar sobre as trilhas sonoras, o que seria um pecado mortal. Não consegui baixar nenhum dos álbuns ainda, mas não preciso nem dizer que vale muito a pena. Nos dois filmes, se não me engano a trilha não é exclusiva de Dylan e Piaf, em sua maioria é, claro, mas o que não é dos homenageados, cabe perfeitamente nas cenas, sem tirar nem pôr.

Piaf é um pouco mais fraco que I’m not there, talvez por que a história da francesa não foi trabalhada de uma forma tão envolvente quanto no caso do filme seobre Dylan, ou talvez sua vida não tenha sido assim tão empolgante. Fato é que os dois filmes são pelo menos bons e merecem ser vistos, são ótimos para conhecer as obras, passar a gostar mais, ou se apaixonar de vez. Acho que mesmo se não gostar das histórias de algum dos dois, vale pelas atuações e pela trilha sonora.

*Para os que não entenderam isso aí, o que acho que foi a maioria das pessoas, isso são indicações de roteiro de rádio.

Mafrinha foi ao Piauí

Na verdade não, nunca estive no Piauí, mas saí na revista Piauí deste mês!
Estou me sentindo levemente babaca por ter pago R$7,90 na revista pra agora descobrir que a matéria na qual sou citada está on-line.
Tudo bem, nem pagava um almoço esse preço mesmo!
Mas enfim, “A estudante Elisa Mafra, de 20 anos” é citada diversas vezes no decorrer da reportagem que fala sobre a Silly Walk evento que eu participei e contei pra vocês por aqui mesmo.
Além de mim, outros walkers foram citados, como o Tiago e o Schias, organizadores, divulgadores etc. da caminhada.
Pra quem quiser ler a matéria, toma aí:
Assim caminha a humanidade